Tag silêncio
Clima pesado
Nem o coração fala mais alto
Do que o silêncio desse quarto
Tá remoendo ainda
As melhores respostas só vêm depois da briga
DE(EUS) PARA DEUS
O encontro se dá a partir da fagulha ora evocada. Muitas chamas acesas em prol da emissão de luzes que brilhará cada vez mais à medida que forem se conectando à outras chamas. As sombras são os reflexos dessas luzes. Há intensas rajadas de labaredas ateando fogo no interior ainda não habitado. De mansinho, sussurrando como o soprar do vento, consigo vislumbrar o brilho de uma dessas chamas. Não a conhecia ainda, ela se mostrou a mim assim como o nascer do sol: pouco ao pouco foi surgindo e me enlaçando com o seu brilho encantador. Muitas labaredas bailavam no ar, cada uma com o seu jeito de ser, com uma história para contar, com uma situação fortuita, com desejos e vontades, com muitos sonhos de brilhar cada vez mais em cada escuridão que se fizer presente. Cada sombra dizia algo, que carecia de luz. Cada sombra era um eu inexplorado, um eu não habitado, um eu não vivido, um eu que ainda não brilhou, que não foi luz. A sombra vai tomando forma à medida que ela se expõe a luz das chamas. Junta-se os eu(s) e, por conseguinte, a luz maior contempla tudo de longe e em silêncio. O silêncio permite que as chamas aumentem cada vez mais e, com isso, a luz torna-se cada vez mais reluzente. A luz maior é Deus me mostrando cada eu que está ali na penumbra do fogo, da luz. Como fagulha, eu nasci; cresci e fogo me tornei. Como fogo, consigo iluminar outras sombras, consigo produzir o reflexo que brilhará nos escuros que pairam em outros eu(s), nos outros eu(s). Deus não precisa falar nada quando Ele está em silêncio me dando o poder para ser luz, para brilhar. O meu brilho, é o brilho de Deus, é a chama que me foi dada para ser luz por onde eu passar. Pelo escuro, eu trilho e, por fim, eu brilho como nunca!
"Viver o silêncio é necessário para viver o processo de mudança.
Deixe que seu comportamento fale por si mesmo."
"Na luz que se ausenta
Sou o som do silêncio
Sua presença me alimenta
E ilumina o que penso
A tristeza até tenta
me dominar por dentro
Meu corpo se levanta e senta
Acordado pelos pensamentos"
Há várias versões de mim. Algumas delas mudaram e partiram, não estão mais aqui, mas a essência criativa inata permanece em mim. Não há o que buscar fora, o que mais preciso está comigo, dentro de mim.
Tudo tão igual. Todas as ações tão ensaiadas e repetitivas... o tédio das promessas feitas em momentos de alegria... palavras... palavras... palavras vazias, sorrisos vazios. Lágrimas cansadas dos mesmos motivos não servem mais para lavar os olhos, que já viram como tudo isso acaba. Lágrimas cansadas não servem mais para lavar a alma. Nada surpreende, nem mesmo a gestação do canguru. Nada é mais feliz de fato. Agora são só tentativas de faíscas alegres, com fotos e vídeos para as redes sociais. Quando não poder falar, quando suas lágrimas sua alma não poder lavar, sorria e se cale.
No fragor da noite
Percebi uma ausência
Dissolvida na constância
Do hoje
Move-se em latência
O silêncio
E eu calei
Aquietei-me
Por fim
Não quero atrapalhar
O barulho que o
silêncio faz.
Tenha confiança e acredite no poder da sua palavra; sendo que, o universo trabalha em silêncio absoluto dentro desta criação.
Pensei que o amor fosse uma escolha, e me enganei. Amor funciona mesmo às cegas. Quando os olhos estão dormindo, os sentimentos acordam os sentidos e faz a gente ouvir tudo o que o coração diz, em silêncio.
O silêncio e o nada são as únicas coisas reais, o barulho e a matéria são apenas interpretações de uma mente confusa.
Negar a lei natural não adianta,
Pois mais você falará, falará, sem fim,
Então fale, seja voz exultante,
Alto, forte, no vazio não, só no sim.
Como ondas na praia, quebrando com arte,
Palavras trazem sorte, ecoam na mente,
Alcançar quem ouve, tocar a parte,
Do coração, da alma, eternamente.
Pouco ou muito, não deixe no vácuo,
No silêncio, que a mensagem não cale,
Na busca de conexão, deixe fluir o suave,
Fale, sempre fale, pois tua voz é seu aval.
Solidão Silenciosa
Em quartos vazios, a solidão reside,
Um eco vazio nas paredes canta,
Um coração solitário bate em segredo,
Nas madrugadas longas e malditas.
Palavras não ditas, pensamentos sós,
Um vazio profundo em cada olhar,
Na solidão silenciosa, a alma chora,
Por um abraço, por alguém a amar.
O silêncio da maldade
Era madrugada na capital
Mundial do amor fraterno
O céu anunciava belo dia
De sol irradiante
Tempo assaz incandescente
Na cidade do Amor Fraterno
A sociedade adormecida
O silêncio tomava conta da noite
No Centro da cidade dupla
Evidência de maldade
E maus-tratos
O descaso desumano
Com animais sencientes
Os maus tratos humanos
Desumanos e voraz
A irresponsabilidade do
Pode Público
Adormecido na inércia
Podres poderes, enojados
As estrelas reluziam
Incompetência e desprezo
De falsos gestores que
Se afirmam e se impulsionam
Pela sede do poder
Político-econômico
Ojeriza que se alastra
Abundante e contínua
O lixo da maldade e do desamor
Alimenta a vida de animais
Inocentes, de personalidade
Jurídica sui generis
Diante do descaso de desumanos
Pobre validade de vida lotérica
Que depende do resultado do
Cilada social e sagacidade
Abjeta e cruel
Revolta-se, indigna-se
Voraz e desumana
Revela-se, firme e altaneira
Nojo dessa gente
Desumana que se alastra
Simbolizada e impregnada
Nas madrugadas da cidade
Onde o silêncio se cala
Diante do mar de impurezas
E atrocidades públicas
Gente pobre e incruenta
