Tag silêncio
Às vezes é maravilhoso e saudável ouvir o silêncio, temos muito que aprender com ele. Mas, o barulho excessivo do exterior impede de ouvi-lo. Acomodamo-nos! Passamos a viver uma vida, com tantas tribulações desnecessárias.
Ao anoitecer, um silêncio se revela. Mesmo assim, o brilho nunca faltou a luz não se apagou e a vida continuou. Talvez o silêncio foi só uma estratégia para demonstrar a luz que existe em você!
Depois que passar o vento
Tempestades não são eternas
Rasgam, rompem, ferem
Nos atravessam, nos modificam
Só extraí de nós
O que já não nos pertencia.
São totalmente indiferentes a nós
Então, deixe que vá
Leve consigo seus trovões
Façamos como a terra
Que acolhe as folhas órfãs
Sem romper a mudez dos humos
Depois que passar o vento
Contemple o silêncio
Se purifique
Emerja sem lamentos
Volte à tona
Subscreva o seu existir.
Enide Santos 11/10/20
O silêncio terá sempre duas razões de existir: uma por razões positivas e outra por razões negativas, requerendo sempre um cuidado e atenção minuciosa do comportamento de quem o pratica.
Escuta a voz do silêncio, ele tem muito a te ensinar. No silêncio encontra-se toda sabedoria do Cosmo. Nele existimos, na sua ausência deixamos de existir.
Às vezes as melhores respostas para determinada situação são o silêncio e o tempo. No silêncio encontra-se a reflexão, e no tempo a solução.
Sempre que possível, esteja pronto para ouvir o outro. Pois, quase sempre, é melhor silenciar para entender o outro.
O ser humano é um bicho estranho, só dá valor a felicidade nos momentos de tristeza, espera o barulho para apreciar o silêncio e se importa mais com a ausência do que valoriza a presença.
O silêncio trás o sabor do seu beijo, a brisa vem junto com seu perfume, o céu me lembra o brilho dos teus olhos, a imensidão do universo lembra teu coração, estou perdidamente apaixonado em você, toda noite antes de dormir agradeço por te conhecer, por ter sido parte da sua história e por ser a minha história favorita, quem me dera saber todos os mistérios do seu coração, fica com Deus, sonha com os anjos, pensa em mim e quem sabe um dia esse amor vire canção.
Todas as verdades dependem da coragem que parte de um princípio de justiça, e da decisão de não se compactuar com a covardia omissa que se esconde nas entranhas do silêncio.
O silêncio é ruim quando você não faz nada, quando você ta simplesmente olhando pro teto no silêncio, e seus pensamentos ficam galopando no ar como se fossem cavalos, no começo aqueles cavalos de pensamentos são bons mas depois só se transformam nas sombras...as sombras que te fazem pensar na pessoa que magoou, quando foi egoísta, quando decepcionou alguma pessoa...esse é o efeito do silêncio, te faz pensar no que você já fez
SILÊNCIO ADMISSÍVEL
Olhe para dentro de ti; escuta o silêncio admissível com o qual tua alma se simpatiza; ouça os pensamentos que surgem no teu interior e ignore, sem desdenhar, o mundo ímpio que te amarra à materialidade. Aprenda, porquanto, a verdadeira vida está na espiritualidade que, com o tempo e amadurecimento, nascerá em teu interior. Portanto, muito mais que com a vida material, tens que te preocupar em desenvolver o teu lado espiritual, esse sim, haverá de retornar ao Criador, interior do qual saístes.
O abominável homem das trevas
Sombrio e obscuro,
ele navegava pelo asfalto da avenida
como quem veleja pelo concreto frio, cinza e duro da cidade.
Caminhava altivo e inexorável
os caminhos possíveis de seu pensar,
em ruinas, via o seu mundo inexplorável ruir a cada esquina.
Sentia suas dores mais intangíveis explodirem na escuridão à sua frente
e como um mensageiro da escuridão ele explorava o mundo de forma inabalável.
Em meio às trevas de sua existência embebidas de silêncios enormes
que lhe afagavam a face
penetrava o seu abismo mais profundo.
Feito mãos que penetram insensíveis as teclas de um piano e afagam sombrias as cordas de uma guitarra,
seus pensamentos mais sordidos ressoavam temerosos e solitários pelos acordes mais crueis e malignos daquela noite.
Ao caminhar por seus medos mais horrendos, se aprazia da amizade sincera que lhe ofertava a solidão, oprimido pelas sombras da noite retorcendo-se pelo caminho e beliscando o seu calcanhar, via, sentia,
a brisa da noite lhe afagar serena a face segundos antes do breu intenso da madrugada explodir em sua retina,
já turva e meio estorvada.
Enquanto percorria sozinho e intrépido os caminhos sombrios de sua escuridão revia os rumos prescritos em seu destino.
Ao passar pela avenida vazia,
via as luzes dos postes de iluminação se apagarem feito presságios.
O abominável homem das trevas caminhava sonoro, todos os dias,
pelas vias mais improváveis de sua quase morte
e bem em meio a percepção de sua inexistência
era acometido de uma euforia absorta e imponderável,
acometido de um prazer inexplicável.
A adrenalina lhe aprazia.
As trevas lhe aprazia.
A solidão lhe aprazia.
Nem mesmo a morte lhe metia medo.
Na escuridão, os seus olhos brilhavam feito estrelas raivosas
deslizando pelo céu infindo,
refletindo o brilho sagaz de sua impenetrável coragem.
Seu hábitat era a escuridão.
O ecossistema ao qual pertencia subsistia no caos à beira do quase fim.
