Tag roda
De vez em quando precisamos esquecer os problemas e deixar a roda dianteira da moto nos levar para onde ela está apontando.
"Sobre instabilidade: A vida é como uma roda. Às vezes estamos no topo, às vezes estamos lá embaixo. Precisamos nos manter no centro (ali onde ficam os parafusos, sabe?) para não sentirmos tanto as turbulências externas."
A menos que a roda não esteja rodando conforme o esperado ou com desempenho satisfatório, não desperdice tempo e dinheiro tentando reinventá-la.
Tudo é tão bizarro. De repente você vislumbra uma resposta absurda e radical sobre o sentido da experiência de existir. E antes que consiga elaborar essa ideia precisa parar tudo, por causa de uma diarreia, ou câimbra.
Essa é a graça - o sublime e o ordinário caminham de mãos dadas, no deserto da compreensão humana.
É isso não faz a menor diferença no movimento dos astros, das estações e da Vida.
A roda do tempo só para quando o tempo acaba e como não sabemos o tempo certo, vivemos o hoje com sabedoria.
Roda da Vida
"Nas voltas que o mundo dá
Faça ciranda das horas
Importe-se
Com o lado em que não está...
Pois o que está embaixo, para cima gira
O que está em cima, pra baixo estará
De acordo com Deus é a sina
Há leis que o Universo ensina...
Pense bem no que fez, no que faz ou fará!
Pois ninguém pode esquivar-se das voltas
Nas voltas que o mundo dá!" Marilia Hoffmeister
Fé de Encontro com o Axé
O dia em que fui à Umbanda foi um dia de encontro. Encontrei um sistema de crenças profundamente enraizado na cultura brasileira, erguido sobre pilares de caridade, humildade e amor. Ali, naquela roda que girava ao ritmo do sagrado, vi o sincretismo se manifestar de maneira harmoniosa, como flores de diferentes cores e fragrâncias em um mesmo campo. Todos os meus sentidos foram despertados. A adoração ali não era apenas uma experiência espiritual; tinha cheiro, gosto, ritmo e movimento. Uma fé com o toque de axé.
Deus ali transcende os nomes e, junto d’Ele, orixás e guias, tão próximos e benevolentes, desenham uma unidade misteriosa. Divindades se entrelaçam, criando uma tapeçaria vibrante de fé. Sob o olhar atento de santos e orixás, há um terreno comum, cada um representando facetas do divino. A Umbanda é inclusiva, uma fé que abraça a universalidade da busca espiritual.
Quando a gira começou, Iansã trouxe seus ventos, e senti a poeira subir como partículas de uma história que reverbera em nossos passos. Eu, testemunha respeitosa, tentava decifrar o significado daquele movimento que parecia maior do que os corpos que dançavam. Eles giravam — alguns em profunda conexão, outros em uma quietude contemplativa, mas todos entregues a algo que, como eles, eu ainda buscava compreender.
O ritmo se intensificou, como se a própria terra pulsasse sob os pés de quem dançava. Gritos e batuques se entrelaçaram em um ápice de energia, revelando algo que não se traduz, mas se sente. Não era um clímax de liberação, mas um convite ao entendimento profundo do que somos: seres que giram e se movem, talvez para não enfrentar o silêncio ou o vazio. Na Umbanda, compreendi que o movimento é mais do que deslocamento; é a vida que persiste, é axé, a energia sagrada que demanda renovação.
Junto deles, entendi que, na dança da vida, parar é perder a conexão. Cada movimento se torna a prova de que somos mais do que corpos; somos esperança que não descansa. E, quando o ritmo acalma, somos um com a roda, com o vento, com o mistério. Quem entende o axé sabe: é preciso continuar a girar. Só assim haverá renovação, pois é o movimento que traz a mudança, a melhora.
Numa ciranda de amigos é necessário dançar no ritmo que a maioria está tocando, caso contrário ficamos de fora da roda.
Carta à Roda da Fortuna
Giro na roda, destino em espiral,
ora sou vento, ora vendaval.
Entre ciclos e mudanças, eu aprendo a girar,
pois o que desce hoje, amanhã pode elevar.
A roda não para, em um compasso justo; um dia se vai, logo o outro vem. Assim, o tempo segue, e nós precisamos também, assim como o tempo, acontecer. Ou apenas ficamos olhando ele passar. VIVER É PRECISO! URGENTE.
Traz palavras para a roda, mas não corra sem digerir os versos, há dores que não gostam de visitas.
"Ninguém mais inventa a roda, contudo há muito espaço para reinventá-la. Desde a mera crença em alguma observação (Doxa), até mesmo a comprovação do senso comum, sem embasamento científico (Epistemologia), poderemos chegar a descobrir muitas coisas pelo acaso, como já anteriormente ocorreu, por conseguinte faremos o seu estudo científico. Que tal um mundo mais prático e mesmo gramático (dramático)". (NUNES, David Tobias. 2022)
Vida é roda viva.
A gente perde
ganha
ri
chora
bate
apanha.
Importante é fazer
a roda continuar a girar...
Sabe aqueles momentos que estamos em êxtase de felicidade e parece que o mundo é puro deleite e a felicidade nunca acabará? Nada mais é que o topo da roda da vida...para equilibrar, com certeza em breve descerá, e quanto mais alto, mais baixo, então... só nos resta aproveitar e extrair tudo de mais valioso de cada uma das experiências.
Não tenhas orgulho só porquê é a sua vez na roda-gigante, é apenas sua vez, logo passa. Entenda como quiser!
Porque dar crédito as informações
Aceitar o que nos mata
E nos deixar envolver
Por tudo que propagam?...
Por isso se perde o rumo e a roda da vida
Não muda e o destino é sempre o mesmo...
Essa vida funciona
como uma roda-gigante.
Lá no alto, você ri,
emoção é excitante.
Lá embaixo, na tristeza,
vai subir, tenha certeza,
só aguarde um instante.
Criamos o fogo, a roda, a tecnologia que nos levou ao universo infinito, mas não conseguimos criar a paz e o amor entre nós mesmos
" Não julgue perdedor quem de uma forma ou de outra, permanece de pé, nem vencedor quem acaso ainda não caiu...
Muitos tentaram e muitos estão constantemente tentando, buscando tornar realidade a equidade social apenas existente nas muitas discussões das diferenças entre a alta-roda e a arraia-miúda, mas o sistema que empodera a minoria 'et malum'. Sucumbem à ele todos os que o tentam modificar. 'Sobreviver-lhe' [Voltaire] realmente já é uma grande façanha.
