Tag privacidade
Poetizando, violação de privacidade
A interface máquina homem.
Claro, escuro.
Prazer, constrangimento puro.
A privacidade violada, intimidade some.
Todo mundo nu.
Meia dúzia tudo assiste.
O laboratório quântico.
Ondas supersônico.
Vácuo que existe.
A frequência que tripudia.
Penetra nos lares dia dia.
Partículas atômicas, binárias.
Bits, qubits.
A intimidade do povo.
A tecnologia, a ciência assiste.
Quem vai gritar.
Quem vai parar.
Quem vai dizer.
A política moderna a enganar.
A igreja cala.
Satanás goza.
A nova senzala.
Poesia, verso, rima e prosa.
Como diz no boteco.
Pererecas rolando a becos abertos.
Madeira nas redes, nas teias.
Nudez, parede, chão e teto.
Madeira no enganoso arquiteto.
Engenheiros cientistas.
Tecnologias, tecnopistas.
Querem dirigir a vida artificialmente, desde o feto.
Giovane Silva Santos
A tecnologia pode dar origem ou sustentar uma determinada tendência, tornando-se em variável a ser levada em conta na dinâmica da sociedade.
A formação do conceito de privacidade aponta para elementos relacionados a necessidades diversas, como a busca da igualdade, da liberdade de escolha, do anseio em não ser discriminado.
O problema da proteção de dados, mais do que uma questão individual, possui implicações sociais profundas, que vão desde questões atinentes ao gozo de direitos por coletividades até à viabilidade de modelos de negócios que podem ser intrinsicamente contraditórios com o efetivo controle dos próprios dados pessoais, e mesmo o balanço de poderes no sistema democrático.
Da dimensão coletiva surge, enfim, a conotação contemporânea da proteção da privacidade, que manifesta-se sobretudo (porém não somente) através da proteção de dados pessoais.
Se hoje a privacidade e a proteção de dados pessoais são assuntos na pauta cotidiana do jurista, isto se deve a uma orientação estrutural do ordenamento jurídico com vistas à atuação dos direitos fundamentais.
Os efeitos da violação da privacidade ganham dimensões tais que acabam por aumentar a necessidade de se criar um eixo em torno do qual estruturar essa proteção.
O discurso sobre a privacidade cada vez mais gira em torno de questões relacionadas a dados pessoais e, portanto, sobre a informação.
A temática da privacidade passou a ser estruturar em torno da informação e, especificamente, dos dados pessoais.
A proteção de dados envolve a própria participação do indivíduo na sociedade e leva em consideração o contexto no qual lhe é solicitado que revele seus dados.
A proteção de dados pessoais é uma disciplina que engloba, em grande parte, temas relacionados ao direito à privacidade.
A proteção de dados é um instrumento para a construção da própria esfera privada e, portanto, para o livre desenvolvimento da personalidade.
A preservação da memória coletiva é um aspecto da disciplina da informação e também se relaciona com a proteção de dados pessoais.
A privacidade e a proteção de dados pessoais relaciona-se diretamente com múltiplos valores e interesses, não raro com algum grau de contradição em si.
A proteção de dados pessoais deve definir, mais que tudo, a quem cabe o controle sobre os dados pessoais - e assim, consequentemente, realizar uma forma de distribuição de poder na sociedade que favoreça a autonomia do indivíduo.
A educação não espontânea que nos é imposta pela vigilância alheia, embora angustiante, se for legítima, pode ser uma das poucas opções de reorientação quando estamos desorientados.
De quando em quando é necessário um pequeno isolamento, uma atenção maior para o que passa por dentro de nós. Quanto aos relacionamentos; ninguém vive eternamente em uma ilha, porém recordemos sempre que uma família pode até conter milhares de pessoas mas a sua origem é sempre a dois.
Existem muitas políticas de privacidade que impedem os próprios direitos de seus usuários, pois demonstram falhas nos acordos da própria organização por ela ser meramente humana.
