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Lembrando a sabedoria popular: amarrar um feixe de lenha com muita pressa vai deixar escapar muitas varas, e a fogueira xoxa e efêmera.
Popularidade
Quando saio numa capa de revista, você me ama!
Quando subo no palco e faço meia hora de show, você suspira!
Quando estou rodeado de amigos, você se orgulha!
Mas no final você quer estar junto a mim pelo poder!
Pelo que posso te dar!
Pelas portas que posso abrir!
Pelo conforto!
Pela influencia!
Será assim até as cortinas se abrirem!
Quando escancará-la, sairá como se nunca houvesse me conhecido!
Sua admiração não é por mim é pelo que almeja!
Sou popular, como um cigarro que se consome!
Sou falso como qualquer amizade interesseira!
Efêmero e rápido como qualquer poder!
Que acaba e precisa de mais para se sustentar!
Quando saio numa capa de revista, você me ama! Quando subo no palco e faço meia hora de show, você suspira! Quando estou rodeado de amigos, você se orgulha! Mas no final você quer estar junto a mim pelo poder
Para ser um grande líder não basta ter muito conhecimento e ser popular, é necessário fazer-se compreender pelo grupo ao qual lidera e ser autêntico exemplo do que deseja de seus seguidores.
A verdadeira cultura de um povo, de um grupo e de uma nação tem geralmente a transmissão natural do conhecimento pela oralidade, pela repetitividade da atividade na herança familiar e pelos valores internos aferidos a cada participe por reconhecimento, status e poder de ser membro legítimo efetivo e participativo de cada comunidade.
No Brasil órfão cultural de hoje ainda temos uma pratica criminosa crescente de forma avassaladora frente as originais matrizes de nossas culturas populares. Por meio de interesses meramente comerciais,exportadores e exploratórios diversos grupos empresariais nacionais e estrangeiros estabelecem o usucapião cultural ilegal e vem monopolizando de forma torpe, injusta e predatória grande parte valiosa de toda nossa rica e invejável diversidade. Cabe ao governo federal olhar um pouco mais para dentro de nossa própria diversidade cultural popular e não permitir estes consecutivos abusos de legitimidade frente ao mau uso e o comercio ilegal e imoral locais, que em pouco tempo só prejuízos culturais hão de trazer e muitos de formas irreversíveis para as nossas camadas artísticas menos favorecidas .
Todo governo autoritário tende a diminuir a expressão opositora da comunicação, das artes, da educação e da cultura.
As Culturas Populares, sempre vão ser o lado mais forte de nossa verdadeira identidade, de nossa brasilidade e soberania cultural.
Em arte se aprende com o passar dos anos que a criação do mais erudito se inspira inevitavelmente no mais simples e popular.
A ampla opinião popular e a imprensa livre com responsabilidades mas sem cortes e censuras são os magnos pilares das garantias constitucionais da democracia e da verdadeira liberdade.
Entre as gravuras a xilo é a expressão mais antiga e ao mesmo tempo mais contemporânea. Por que o artista gravador tem que ter a habilidade de um mestre artesão ao arrancar da madeira sem volta toda a sua expressividade. O taco original e a xilogravura em papel de arroz são partes invertidas da obra inseparáveis.
Por mais que não pareça a arte indigenista nativa e a arte popular cabocla é o que há de mais valioso na cultura artística brasileira.
Os mestres das culturas populares ribeirinhas, uma rica junção entre a arte e a cultura indígena, branca e a cabocla são as verdadeiras bases da arte, das festas dos mitos da cultura amazônica. Todo centenário legado imutável repassado de forma oral para seus descendentes, entre as brincadeiras das cheias e as vazantes do grande rio, fazem parte dos movimentos naturais de renovação da vida, livre e bela da Grande Floresta.
Em um mundo massificado e globalizado a arte primitiva é o que existe de mais unitário, personalizado e erudito.
O velho patriotismo por si só com a globalização morre no final do século XX, logo migro para o patriotismo cultural, que é um conceito menos pátrio de origem e mais de todos de qualquer lugar via comprometimento com o local que escolhemos para viver, ser seu e por isto lutar por melhoras. Acredito no civismo, histórico, étnico e cultural como viés de identidade que se baseia nos símbolos e ritos do folclore popular. Creio que seja o antidoto singular da nefasta uniformidade virtual propagada e que é a base da dominação universal pelos grupos econômicos poderosos na sublimação das diferenças.
