Tag poeta

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⁠O rosto aparentava
ser como todos os outros.

No entanto, nunca havia visto
uma combinação de boca,
mãos e olhos tão belos.

Inserida por AnaScuro

⁠estar no mundo
entre a profundidade
de ser carne e sentimento

Inserida por AnaScuro

⁠Tão difícil quanto passar por uma tempestade, 
É ter que contar depois de sua passagem,  a dor e os estragos que ela nos causou.

Inserida por poeta1958

⁠Chegando o Natal, que seja marcado pelo desejo do novo, na mesma fé. Que nos conduza a um só querer: o amor e a gratidão. 

Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
 dezembro de 2021

Inserida por LucianoSpagnol

Este, que não foi
um grande poeta,
viveu sua vida
de forma incompleta;
viveu a pensar
em normas e metas,
e a vida, ligeira,
passando entre as frestas…

Carlos Newton Júnior
Coração na balança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021.

Nota: Trecho do poema Autobiografia.

...Mais
Inserida por pensador

⁠Os pais podem até serem participativos,  dedicados e presentes;
Mas uma coisa não tem nem comparação, 
Os filhos?...
Filhos da mãe eles são. 

Inserida por poeta1958

⁠FRATERNIDADE

Noite iluminada! E o momento inteiramente
De festa. Que familiaridade guarda está hora
Em que tudo é solidarizarão, e a alma sonora
Soam vibrações de alegria, um festejo latente
E um sino entoa, longe, atraente, insistente
Venha a cerimônia do Natal que comemora:
Significação, verdade, a união, noite a fora
Único sentido de carinho para toda a gente

É o Natal! Deixe o contágio te ser integral
Abrace mais, tenha no gesto mais ternura
Faça do momento a fraternidade especial

Natal! Dê glórias, nasceu o Deus Menino
Para salvar. Nos oferecendo mais doçura
Padeceu de amor por nós, o amor Divino!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 dezembro, 2021, 14’43” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O maior orgulho que eu tenho em mim é que eu consigo tudo ou quase tudo sozinho, o que eu quero do melhor para mim sem precisar de passar por cima de ninguém e nem prejudicar ninguém.
Trabalho no duro, treino e estudo no duro. Palavras sábias de um homem lendário honrado e leal e que nunca desistiu na vida.

Inserida por richard_felix


Soneto à Diana

O sabor tão amargo de uma vida,
não me privou desta quimera doce,
uma jarra de crítica ferida
que hoje brinda uma paixão precoce...

Cativo desta saudade regida,
fenecer na clausura achei que fosse,
barganhei com teus seios a saída,
tornei-me mais ainda tua posse...


Tocaste-me, anjo, a carne consentida
na compulsão por ti só requerida,
domaste-me, lasciva, em sedução...

Com suas cifras vivas e fundidas,
maestrina destas notas tão ardidas,
soubeste me tornar composição.

Inserida por spykezem

⁠O coração do Poeta



Disseram a mim, 
Que as cordas de um violão, são o coração do Poeta....
Decido toca-lo para entender se a frase em questão, é falsa ou é verdadeira...

Os dedos são indecentes e sem juízo.
Quando eles as dedilham, levantam lágrimas e encantam sorrisos...

Instrumento feito por alguém!
Quem?
Ah! Não interessa nesse momento, deixa pra lá, vou por aqui, em busca do além...

Na continuação, vou descobrindo alguns dedilhados...
A palma da mão escorrega nas linhas e no braço..

As linhas são esticadas, e as notas musicais se camuflam no enredo elaborado....
Dizem também, pra tudo o Poeta encontra um jeitinho...
Faz parte da alma de um escritor...

O que é desconhecido, de repente é nomeado.
Seu nome é, Violão, o tal vilão enfeitiçado...

Quem te fez eu não sei.
Agradeço a quem te engenhou....

Com as feridas do meu coração maltratado, descubro os seus sinônimos e os seus significados...

Depois que te descobri oh! Violão, meus dedos nunca mais foram dedos, se tornaram garras...

Por sorte, minha alma sangra noite e chora de dia...
Meu peito é um portão aberto, onde te toco em céu aberto...

Violão,
Se és sensível como se mostra,
Sou mais que isso.
Sou teu amigo, e acho que de mim, você também gosta..

Se tua felicidade é ser tocado.
Imagine eu quando te acomodo nos meus versos improvisados...
Imagine....

De fato,
Suas cordas são mesmo o coração do Poeta.
A frase citada, é verdadeira, e pela descoberta que fiz, nunca foi falsificada....




Autor: Ricardo Melo 
O Poeta que Voa

Inserida por JoseRicardo7

⁠Prosa de Natal

Na matriz toca o sino
Pobrezinho, nasceu em Belém
O Deus menino
Veio pra paz e o bem
Na palha dum cocho
Nasceu. Amém!
Divino, predestinado
Seu sofrer avém
Na cruz, amado
Jesus o teu nome
Por todos clamado
Nosso Deus genuíno
Glória lhe é dado
Louvemos, Jesus menino!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/12/2021, 17’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠S A U D A D E

Roça o peito as silabas rasgando
O teu nome no sulcado a nomear
No pesar e na emoção suspirando
Clamando-te em aperto a chorar
No cerrado, o entardecer, quando
O sol esvaece o dia num desmaiar
Vem o estertor na solidão orando
Tu és lembrança sempre a bradar

Dos teus carinhos o toque, ainda
Macio e meigo, eu sinto presente
Me zanga e tão quão me fascina
Tudo de ti me é saudade infinda
Saudade que dá saudade na gente
Amor daqueles que não termina!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/12/2021, 05’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O sentido da vida é a plenitude e todas as forças do Universo são favoráveis ao homem que vive sua Lenda Pessoal.

Inserida por robertogarcia

⁠O POETA MARGINAL

Nada é por acaso:
Música, poesia,
teoria literária.
Por acaso:
será pecado
ser poeta marginal?

Inserida por NonatoNogueira

⁠O POETA DA PRAÇA DO FERREIRA

Em seu escritório instalado na Praça do Ferreira
O velho poeta ri do tempo
Tempo de delírio
Punhal que corta a carne branca
Da amada morta.

Vestido com seu paletó surrado
O velho filósofo
Com seu riso canalha
Caminha impune
Ao encontro de Dante
Ao meio-dia adormece em seus versos profanos
No final da tarde goza no céu infinito
A noite padece no inferno astral.

O velho dândi repousa no inferno de Dante
Alimenta-se do poema
Que se cala
No instante em que fala.
Absorve a tristeza
E o tempo perdido
Punhal traído
Corpo que padece
E por vezes entorpece os passos
E adormece nos bancos da praça.

Inserida por NonatoNogueira

⁠O poeta não precisa de barco para navegar
Do mar para mergulhar
Da luz para ver a claridade
Do amor para ter um par
Dos braços para um abraço
Da boca para beijar

Inserida por SandraQueiroz55

baobá

procuro nos outonais trâmites do teu corpo
o insofismável vestígio das tuas raízes
salgueiro que jaz e se curva obliquamente
eterna a bênção, terrível o fim do tempo
deserto, areia, sol, miragem, saudade
serás sempre o antes e o depois de nós
e nós seremos tão pouco e tão poucos
depois de ti secarão todas as welwitschias
África não renascerá da força dos tambores
mil homens sangrarão entre solenes rituais
as grávidas abortarão com sede de terra
e o céu encher-se-á de conchas e espinhas
e virão os deuses deste mundo e do outro
velar a desgraça efémera da sabedoria
ninguém saberá mais falar, escrever ou viver.

Poema dedicado a Catarina Pereira do Nascimento

(Pedro Rodrigues de Menezes, “baobá”)

Inserida por PoesiaPRM

SENSAÇÃO TANTA

É tão supremo o angélico amor
Uma bença que graça a paixão
Cheio de agrado, de doce alvor
Cortês sentimento e de emoção
Peregrina no sentido, inspiração
Arde n’alma, tom maior, sedutor
Uma imaculada e bela tentação
Da existência, um precioso valor

Tem a essência e terna formosura
E a luminosa aliança sacrossanta
Do afeiçoar, é predestinação pura
E, quando o olhar, então, encanta
Inundado de uma singular doçura
Tudo cativa, neta sensação tanta!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 abril, 2023, 16’40” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠MAIS INTENSO AMOR

Eu que proclamo a falta, eu que proclamo
Reclamos no versejar, com suspiros e dor
Mal sabes o prosar que lágrimas derramo
De uma saudade que vive cheia de rumor
E, neste verso sofredor, sem o eu te amo
Tudo é incolor em um canto desesperador
Mal sabe que, na composição, a ti chamo
Ó meiga paixão, paixão que saiba compor

Mal sabe que, a sensação, que se sente
Em uma inspiração vazia de aqui sozinho
É, eternamente tenra, do agrado ausente
Eu, pra esquecer deste penetrante rancor
Juncaria a poesia com todo o meu carinho
Em verso de amor, com mais intenso amor!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 abril, 2023, 19’40” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

BEM ACEITO

Suspira a alma, satisfeita, embriagada
Que brada, que celebra e engrandece
Alegrias assim singulares, as merece
Ornando a emoção de cor enamorada
Ó agrado afeiçoado, ó ventura ritmada
Pulsa o sentimento tal uma doce prece
E então, sensação, que o peito aquece
Causando está melodia tão encantada

Como é sonoro o versar, ao amor feito
É Deus, que tudo vê, assim, abençoa
A devoção, a cumplicidade, o respeito
Sim, o amor, que no bem tem sua sina
Quando no olhar há simpatia... perfeito
Pois, tudo sublima, onde a paixão ecoa

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03 de maio, 2023, 05’59” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POÉTICA QUE ATRELA

Ó verso, que se enfada, ó verso, que brada
D’Alma cansada. Tão inquieto, e pobrezinho
Nunca foste amado, na tua estrofe, sozinho
E vives buscando aquela prosa encantada
Tua poesia anda vazia, deserta sua estrada
Tão frígida cada rima, sem calor do carinho
Ferido. No teu íntimo aquele certeiro espinho
E, a inspiração com o silêncio da madrugada

E, amanhã, quando a luz do sol fulgir, radiosa
Ó poesia sem sorte, importuna, com saudade
Traga em seus versos uma ventura formosa
E então, já não será ignoto, e numa viradela
A solidão será oculta na buscada intimidade
E, dum canto isolado, terá poética que atrela

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03 de maio, 2023, 19’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DOR

Desbotada, à rima da poesia sombria
Sobre a agonia da sorte predestinada
Tal qual a lua na noite, esbranquiçada
O versar na prosa é de pálida melodia
E nesse tom lúrido e de sensação fria
A inspiração pela solidão é embalada
No silêncio das ideias, cheio de nada
Onde cada verso, de agrura se vestia

Chora o verso, e o verso vai chorando
Sofrença palpitando, as quimeras indo
Da imaginação. A tortura no comando
Não rias da poesia, ó vil dita, convindo
Pois, o versejar vela a tristura rimando:
Com muitas lágrimas no papel caindo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de maio, 2023, 15’55” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TODA DOR DO SONETO

Toda dor do soneto, por mais que doa
Na própria ilusão encontra o refrigério
As lágrimas doídas de um despautério
Veda-as no desabafo duma poesia boa
O que conforta, a sensação que povoa
Que faz sonhar, um refundir, o critério
Que nos repara, nos valida, o cautério
Da gana n’alma. O amor tudo perdoa!

Quando a poesia compõe o outro lado
E, depois de descarregar a amargura
Do verso que sentiu... tudo é passado!
Noutra parte há de, acalanto, a ventura
Conjurando aquele instante apaixonado
E o poema segue num adeus à tristura!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 de maio, 2023, 12’59” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A vida do poeta/escritor não pertence somente a ele e pode ultrapassar os limites do tempo... A palavra pode torná-lo eterno.

Inserida por suzanadamiani

⁠POETA NILO DEYSON & SEU GRANDE AMOR 

Quem saberá como reza a história da vida que dancei, onde no palco do Teatro da vida cantei, contei e encantei; fiz e desfiz, sem lei desfilei e, por amar demais matei sonhos, fiz nascer outros sonhos e no fim, por todos os amores que me amaram, permaneci, mas sou dela, pequena morena, apenas dela...