Tag poeta
Quantos Judas vi!
Fiquei pasmo,
melindrado,
me senti encurralado...
Vi o mundo cão.
Um susto me ocorreu:
Vi muita gente correndo,
gritando, xingando...
Queriam o Judas linchar.
Vi trinta moedas ao chão, largadas
ninguém se atreveu a pegar...
Vi muita gente tremendo,
com medo e achando
que iriam pagar o preço.
Entre elas também tremi,
(não pude, pra mim, mentir)
Lembrei que também beijei,
e como Judas, eu sei
que tantas vezes traí.
Beto Acioli
21/04/2014
Os caminhos tortuosos que trilhamos em alguns trechos da vida, são simplesmente consequências do que fizemos em algum momento do passado, noutras vezes não, apesar de não acreditar que exista algum efeito sem causa, parecem mesmo serem pagamento de pecados.
O pecado nada mais é do que o conflito, na mente, daquilo que abominamos e ao mesmo tempo praticamos. Em outras palavras, é o que chamamos popularmente de peso na consciência.
Ter a percepção das cores naquilo que nos rodeia é sentir a alegria em algum nível, pois quando estamos tristonhos quase nunca percebemos as cores, tudo parece preto e branco, tudo parece cinzento.
É impossível, na vida,não precisarmos de alguém. O que devemos evitar, quando possível, é depender de alguém.
O prazer de viver não está apenas no que conquistamos e sim no que desfrutamos disso. Alegrias e prazeres não se acumulam, têm que ser vividos, a vida não espera.
O aborto é um homicídio doloso e covarde, uma vez que a vítima não oferece a mínima chance de defesa. Não existe o aborto involuntário, a isso damos o nome de acidente.
Alvorada
Raiar. Madrugada. O fulgor
E mais cintilante talvez
E uma brilhante palidez
O cerrado no seu alvor
Não a beleza apenas
Do horizonte multicolor
Mas a das cenas plenas
Que no delírio é revelador
A voz do dia grita
E da magia responde
Numa formosura infinita
Que no flexuoso esconde
Mas quase sem ruído
A alvorada no outono
Deixa na noite o sono
E do sublime é possuído!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 de maio, 2020, 05’05” – Triângulo Mineiro
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
O balão voa à mercê do vento.
Um vento forte soprou do Ocidente e causa um estrago no Oriente. Dizem que ele chegou no Brasil em Janeiro e também dizem que alguém sabia que ele era letal. Para não prejudicar a economia e nem o carnaval vamos nos calar.
O Coronavírus teve o carnaval para se divertir: o sambódromo do Anhembi, a Marquês de Sapucaí. Viu as mulatas cariocas, em são Paulo as lindas dançarinas. Deitou e rolou nas ladeiras de Olinda.
Em Salvador o Coronavírus se escondeu e ouviu aquela velha frase:" Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu."
Eu não digo é nada a tu.!
Em Pernambuco o Coronavírus se encantou com o Maracatú.
E no resto do Brasil onde tinha banda de axé, carro com "paredão" e concentração de gente,o Coronavírius estava presente.
Professor, cadê o balão?
"O balão é o pobre povo Brasileiro. Que assim como o vento, está à mercê da própria sorte. O vírus está matando no Brasil, do Sul ao Norte. Muitos estão entre a vida e a morte, esperando por um leito de UTI." É duro ver a moça desesperada e com as lágrimas expressar a sua dor:
"meu pai morreu porque não conseguiu um respirador."
Esse vírus é uma coisa que a gente nunca viu ataca de noite e dia. Mas a situação no Brasil EU já previa: uma Catástrofe.
Adailton Ferreira
Ser-se Poeta
Ser-se poeta é ser-se sentimental
( - ou mais do que piegas talvez...)
É pôr-se no romantismo especial
E ter a sofrência nunca em escassez
É devanear sem arrecadar nada
Consciente da redoma lhe posta
Nos versos da poesia traçada
Estar sempre em busca de resposta
É saber rir e chorar sem por nome
Ter no olhar um querer por alguém
Um amor que sempre lhe consome
E uma trateia que o leva para além...
É enredar com perfume a dor
E acha-la formosa e humana
Porque lhe faz eterno amador
Com sensações de rara porcelana
Ser-se poeta é ser-se sonhador!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/05/2020, Triângulo Mineiro
abajur
mesmo estando escuro
havia aquele abajur
mesmo sem poesia
havia o lusco fusco da lua
iluminando o teu olhar que luzia
na inspiração, com rima nua
poetando o que não dizia
a paixão... e onde era sua
a minha vontade, o meu amor
hoje, solitário pela rua
os meus versos sem sabor
vai... chora... calado
por onde for
e o abajur apagado...
aí que dor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/05/2020, Triângulo Mineiro
ARTE
A arte é sentida
Tem vários nomes
é algo que inquieta.
de seus traços então
da arte sai o poeta.
Pensar em ti, é me completar
dos gestos a ideia
me faz sorrir, me faz pensar
São várias formas,
Sonhos, viagens profundas
pois ninguém é igual a ninguém,
o caminho é o mesmo,
evolução
buscando, compressão,
respeito e compaixão.
o abismo do sonho,
alheia a todo desejo,
me da força, recomponho.
conheço o que vejo.
metade de mim é segredo
a outra é canção.
da minha loucura
surge então
a inspiração.
Ta no corpo, na alma,
vem do coração,
tua existência,
é um mero espaço evita e consome:
mas não fico sem sua ausência.
é não ter medo da dor, é procurar um significado pra vida,
a arte está em tudo
é perceber que nas coisas mais simples se escondem os segredos da felicidade, na sutileza, da forma,
é aproveitar cada lágrima, sorriso,
cair, levantar,
arte não tem pressa
é pulsante, borbulha, se esvai
explode em todas direções
arte é brilho, o sol,
tem sabor, desejo
sem você não me vejo
Só se dá mais sentido
luar a beira mar
tudo fica mais lindo
basta saber amar
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que às vezes me deixe sozinho e ao mesmo tempo feliz e alegre.
Que me saiba esperar e vi até a mim.
Sem ter pressa de amar e de aconchegar.
Que me saiba querer quando há lugar e coração à tua espera.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que se sente tão devagarinho mas ao mesmo tempo feliz.
Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.
Sabe a paz e a pão quente da aldeia e bem gostoso e caseiro.
Eu quero uma aventura uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho e nos diz eu estou aqui.
Que vem e que vai até aos confins da terra e do universo.
E que vem e que vai até a ti.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te e abraçar-te.
Eu quero uma aventura, uma amizade um amor de domingo.
A janela da chuva e do vinho e do amor e da aventura.
De horas cheias de nada te aquecem.
Melhor nada da vida e do momento.
Só e mais nada te diz assim.
Tu e eu, e a almofada e a cama e a lareira.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
De aconchego infinito deitado ao teu lado.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho para te dizer o quanto te desejo e te quero.
Que vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem dizer-te estou aqui e vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e fazer amor contigo.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te todinha.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e sermos felizes neste domingo clássico.
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
O pacato cidadão que mora lá no Sertão.
Os calos nas mãos de tanto puxar a enxada.
Da vida moderna não sabe nada.
Levanta o chapéu e da testa pinga o suor.
Pega o lençol e dá nó.
E com a habilidade de uma das mãos apanha feijão.
Olha pro Céu e diz:
“Vixe Maria!” O Sol está no meio do céu! Já é meio-dia.
Em casa o feijão está cozinhado.
De lá do roçado ele sente o cheiro do cuscuz.
Pensando consigo diz:
Ah Jesus! Vou cuidar, ainda tem a carne pera assar.
Almoça o feijão com carne e cuscuz.
Agradece a Deus com muita ternura.
Adoça a vida com um “pedaço de rapadura".
Poeta Adailton
