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Alvorada
Raiar. Madrugada. O fulgor
E mais cintilante talvez
E uma brilhante palidez
O cerrado no seu alvor
Não a beleza apenas
Do horizonte multicolor
Mas a das cenas plenas
Que no delírio é revelador
A voz do dia grita
E da magia responde
Numa formosura infinita
Que no flexuoso esconde
Mas quase sem ruído
A alvorada no outono
Deixa na noite o sono
E do sublime é possuído!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 de maio, 2020, 05’05” – Triângulo Mineiro
Sendo Poetisa
Minha sombra
Se concretiza
Nas minhas verdades
De poetisa
Pois devo viver
Com tudo que tenho
Pela porta vou conhecer
No mundo me embrenho
O balão voa à mercê do vento.
Um vento forte soprou do Ocidente e causa um estrago no Oriente. Dizem que ele chegou no Brasil em Janeiro e também dizem que alguém sabia que ele era letal. Para não prejudicar a economia e nem o carnaval vamos nos calar.
O Coronavírus teve o carnaval para se divertir: o sambódromo do Anhembi, a Marquês de Sapucaí. Viu as mulatas cariocas, em são Paulo as lindas dançarinas. Deitou e rolou nas ladeiras de Olinda.
Em Salvador o Coronavírus se escondeu e ouviu aquela velha frase:" Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu."
Eu não digo é nada a tu.!
Em Pernambuco o Coronavírus se encantou com o Maracatú.
E no resto do Brasil onde tinha banda de axé, carro com "paredão" e concentração de gente,o Coronavírius estava presente.
Professor, cadê o balão?
"O balão é o pobre povo Brasileiro. Que assim como o vento, está à mercê da própria sorte. O vírus está matando no Brasil, do Sul ao Norte. Muitos estão entre a vida e a morte, esperando por um leito de UTI." É duro ver a moça desesperada e com as lágrimas expressar a sua dor:
"meu pai morreu porque não conseguiu um respirador."
Esse vírus é uma coisa que a gente nunca viu ataca de noite e dia. Mas a situação no Brasil EU já previa: uma Catástrofe.
Adailton Ferreira
Ser-se Poeta
Ser-se poeta é ser-se sentimental
( - ou mais do que piegas talvez...)
É pôr-se no romantismo especial
E ter a sofrência nunca em escassez
É devanear sem arrecadar nada
Consciente da redoma lhe posta
Nos versos da poesia traçada
Estar sempre em busca de resposta
É saber rir e chorar sem por nome
Ter no olhar um querer por alguém
Um amor que sempre lhe consome
E uma trateia que o leva para além...
É enredar com perfume a dor
E acha-la formosa e humana
Porque lhe faz eterno amador
Com sensações de rara porcelana
Ser-se poeta é ser-se sonhador!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/05/2020, Triângulo Mineiro
abajur
mesmo estando escuro
havia aquele abajur
mesmo sem poesia
havia o lusco fusco da lua
iluminando o teu olhar que luzia
na inspiração, com rima nua
poetando o que não dizia
a paixão... e onde era sua
a minha vontade, o meu amor
hoje, solitário pela rua
os meus versos sem sabor
vai... chora... calado
por onde for
e o abajur apagado...
aí que dor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/05/2020, Triângulo Mineiro
ARTE
A arte é sentida
Tem vários nomes
é algo que inquieta.
de seus traços então
da arte sai o poeta.
Pensar em ti, é me completar
dos gestos a ideia
me faz sorrir, me faz pensar
São várias formas,
Sonhos, viagens profundas
pois ninguém é igual a ninguém,
o caminho é o mesmo,
evolução
buscando, compressão,
respeito e compaixão.
o abismo do sonho,
alheia a todo desejo,
me da força, recomponho.
conheço o que vejo.
metade de mim é segredo
a outra é canção.
da minha loucura
surge então
a inspiração.
Ta no corpo, na alma,
vem do coração,
tua existência,
é um mero espaço evita e consome:
mas não fico sem sua ausência.
é não ter medo da dor, é procurar um significado pra vida,
a arte está em tudo
é perceber que nas coisas mais simples se escondem os segredos da felicidade, na sutileza, da forma,
é aproveitar cada lágrima, sorriso,
cair, levantar,
arte não tem pressa
é pulsante, borbulha, se esvai
explode em todas direções
arte é brilho, o sol,
tem sabor, desejo
sem você não me vejo
Só se dá mais sentido
luar a beira mar
tudo fica mais lindo
basta saber amar
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que às vezes me deixe sozinho e ao mesmo tempo feliz e alegre.
Que me saiba esperar e vi até a mim.
Sem ter pressa de amar e de aconchegar.
Que me saiba querer quando há lugar e coração à tua espera.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que se sente tão devagarinho mas ao mesmo tempo feliz.
Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.
Sabe a paz e a pão quente da aldeia e bem gostoso e caseiro.
Eu quero uma aventura uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho e nos diz eu estou aqui.
Que vem e que vai até aos confins da terra e do universo.
E que vem e que vai até a ti.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te e abraçar-te.
Eu quero uma aventura, uma amizade um amor de domingo.
A janela da chuva e do vinho e do amor e da aventura.
De horas cheias de nada te aquecem.
Melhor nada da vida e do momento.
Só e mais nada te diz assim.
Tu e eu, e a almofada e a cama e a lareira.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
De aconchego infinito deitado ao teu lado.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.
Que vem e que volta ao ninho para te dizer o quanto te desejo e te quero.
Que vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem dizer-te estou aqui e vem e que vai.
E que vem e que vai.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e fazer amor contigo.
Ao domingo que sabe tão bem beijar-te todinha.
Ao domingo que sabe tão bem amar-te e sermos felizes neste domingo clássico.
Domingos clássicos.
Eu quero uma aventura, uma amizade e um amor de domingo.Que conversa à lareira com o vinho clássico para aquecer o coração de ambos.
O sossego e uma ideia de um gênio com uma mente brilhante e muito fértil.No silêncio que não está sozinho te vem dizer-te eu estou aqui.
De cabelo mal atado mas selvagem e belo.
Maquilhagem de lado porque uma deusa grega não precisa de maquilhagem.
O pacato cidadão que mora lá no Sertão.
Os calos nas mãos de tanto puxar a enxada.
Da vida moderna não sabe nada.
Levanta o chapéu e da testa pinga o suor.
Pega o lençol e dá nó.
E com a habilidade de uma das mãos apanha feijão.
Olha pro Céu e diz:
“Vixe Maria!” O Sol está no meio do céu! Já é meio-dia.
Em casa o feijão está cozinhado.
De lá do roçado ele sente o cheiro do cuscuz.
Pensando consigo diz:
Ah Jesus! Vou cuidar, ainda tem a carne pera assar.
Almoça o feijão com carne e cuscuz.
Agradece a Deus com muita ternura.
Adoça a vida com um “pedaço de rapadura".
Poeta Adailton
VISITA (soneto)
Nos paralelepípedos das calçadas
Leio os versos do viver de outrora
Meu, rimas sinuosas e poeiradas
Numa memória tão fugaz e sonora
Vou sozinho, outras as madrugadas
A trama diferente, e outra a hora
Outros destinos, e outras estradas
Desassossegado, o que sinto agora...
Choco na linha da vida, nas esquinas
Fico calado. Desfaço o laço de fita
Do fado. Tem cheiro de naftalinas
Corri ao encontro da velha escrita
Sorri, falamos, ofegantes narinas
Segui andando, na revinda visita...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/05/2020, Triângulo Mineiro
Só seremos pessoas melhores
O dia em que deixarmos de ressaltar
O que achamos, o que é pior no outro.
Enquanto fizermos acepções de pessoas
de direita, de centro ou de esquerda...
seremos sempre o zero absoluto.
O que me entristece de ver nas pessoas não é tão somente a falta de fé.
É perceber a fragilidade; a inconstância de crerem em si mesmas.
Prá todo mundo, a vida é feita de etapas.
Infelizmente, aqueles que insistem em pulá -las, tirando o "E" de Esperança dessa palavra, acabam se confrontando com as consequências do dia a dia e só ficando com o restante, que a própria vida nos oferece.
Quando achamos que somos o bom e os outros são os maus, estamos ao mesmo tempo pecando e sendo mau. À nós não foi dada outorga de decidir nem de julgar os outros. É sempre bom lembrar o que nos diz o Santo Evangelho : "Com a mesma medida com que julgares, sereis julgados."
A decisão, o julgamento final, todo poder e glória foi dada à Jesus. O único, reto e justo juiz, a ninguém mais.
O BEM (soneto)
Sim, no vaivém
de querer ser alguém
Sei de sobra
que a vida cobra...
Sei, que ir além
requer ser, também!
Ser, o que o jeito dobra
e ter mão a obra...
Sei, enfim, que
todo tem porque
e tem porém...
Contudo, a vida
se tem amor de partida
o propósito terá o bem.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/05/2020, Triângulo Mineiro
Música Pega ela de volta
Compositor Poeta Adailton
Eh!...
Não tem jeito não.
Vou guardar ela no meu coração.
Vou chorar cada vez que eu ouvir a nossa canção.
Pega ela de volta.
Faz com ela tudo o que não fiz.
Só assim ela será feliz.(Refrão)
Vou sentir os seus abraços cada vez que eu sentir frio.
Vou apertar o travesseiro no peito.
Vou tentar preencher esse vazio.
Pega ela de volta.
Faz com ela tudo o que não fiz.
Só assim ela será feliz.(Refrão)
Eh!
Vou dormir e acordar pensando na gente.
No meu quarto a sua ausência ainda está muito presente.
Pega ela de volta.
Faz com ela tudo o que não fiz.
Só assim ela será feliz.(Refrão)
Poeta Adailton
