Tag poeta
Não dá mesmo para confiar em nossos superpoderes quando são estimulados pela indústria do entretenimento.
Ser poeta é enxergar na sombra de uma vela
numa noite sem luz, a dança periférica
Da sofrida dona de casa da favela
É saber retratar tudo, mesmo que de cara pra viela.
Eu procuro por mim tal qual o poeta procura nas palavras o desejo ardente de exteriorizar o grito de sua alma.
O arte que em minha casa companheira
O arte que em minha casa companheira
acabou de chegar com grande amor,
tudo alegrou com luz dessa quimera
que sempre almeja um pobre coração.
A quimera do bem e do prazer,
do goze da vida e do morrer
de quem ao suspirar hoje como ontem
só conhece o mundo do sofrer.
Pobre de mim se ela não me desse
o pão que vai aliviando meu passar,
pobre de mim, grande Deus, se não sentisse
o murmúrio do santo verbo amar.
Arte, arte divina concebida
para meu coração e qual bandeira
foi no caminho de minha vida
luzindo bem valente uma quimera!
Por que, meu Senhor?
Por que, meu Senhor, sem pena condenou
meu cérebro a pensar?
Por que, meu Senhor, da mão conduziu
meu espírito em seu andar?
Por que, meu Senhor, por vosso nobre mando
meus olhos vão chorando?
Por que, meu Senhor, talvez por amor?
Sou filósofo, poeta, amante, escritor, um sem vida que escreve sobre a vida, Sou alguém que procura a liberdade em palavras.
Terra nova
Percorro um deserto vegetativo
Onde tribos
Exaltavam beleza
E a luz infiltrava perante os soldados que erguidos aguardavam.
Nao se sabe ao certo o porque,
Já que para o povo, a resposta dos porquês era mística.
Somente com a chegada de povos distantes as coisas mudaram.
Soldados nao mais aguardavam de pé.
A luz ardia em meio ao duro trabalho
Mas nada podia ser feito aquela altura.
Fugitivos, sim, existiam!
Massacres também.
Cultura, nenhuma sobrevivera,
Exceto aos fragmentos deixados por entre o inabitado
A natureza agora guarda em seu DNA,o código
E lembranças e o ódio,
De uma terra sofrida pelos intrusos de uma cadeia tão bem resolvida.
Aquilo que desejares encontrar no seu ponto de chegada, dependerá apenas dos motivos que lhe impulsionaram no seu ponto de partida.
Me encontro agora entre delírios que se ocupam na idéia, que renascer só faria sentido, se fosse para amá-la novamente.
