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O tempo as vezes nos adoece. A vida não é uma sala de espera ou a possibilidade de um assento em um trem.
Nos descuidamos, tentando encontrar uma mistura possível para que ambos pudéssemos amadurecer em nossas fraquezas.
Descobrimos que nem toda doença adoece e nem toda a saúde cura. Descobrimos, que o amor foi inventando.
Hoje, pouco importa se você ou eu dizemos eu te amo. Nossos códigos de sentimentos são outros.
Inventamos a nossa vida a dois.
Voei bem alto, mas, nunca soltei da sua mão. Quando você me puxou para seus voos, eu fui. Contudo, quando precisamos voar sozinhos, nos permitimos, afinal, todo amor precisa de um pouco de solidão.
Nossa relação sempre se firmou em quatro pés. Às vezes, íamos para a direita, e, outras, para a esquerda. Nunca nos amarramos. Afinal, primeiramente, aprendemos andar a sós, para depois vivermos à dois.
Liberdade? Estou pintando a minha vida de todas as cores, nenhuma delas foi escolhida para te agradar.
Cansei das minhas expectativas; de criar realidades. O amor nunca foi essa cor avermelhada em formato de coração.
Liberdade? Estou pintando a minha vida de todas as cores, nenhuma delas foi escolhida para te agradar. Voei!
Você me obrigou a ficar. Estabeleceu regras para que a relação desse certo. Para quem? Vende o discurso de mudança com lágrimas nos olhos, mas, esqueceu que nessa relação quem mudou foi eu. Parto para outros caminhos, e neles, não te carregarei mais.
Me rasguei com a promessa que neste novo ano tudo seria diferente. Inocente pensar! Eu já estava mudado desde antes. Não precisei de outro dia ou outro ano para me remendar, e, as vezes ser feliz.
Passei tanto tempo procurando meu eu em você, que acabei me esquecendo... "Olá, prazer em te conhecer novamente!"
Adormeci em seus braços; descasei meu corpo dolorido pelo tempo.
Como uma chuva em manhãs de domingo, você me trouxe paz.
Eu abro meu sorriso toda vez que você abre seus braços. Ahhhhhh!!!! Se meu abraço falasse, diria que você cheira a cafuné.
DIA DA POESIA
Há poesia na vida que passa
Pela janela do barco
E por baixo do arco.
Na vida que vai adiante
Há uma poesia que pulsa constante
Que brilha nos olhos de quem a lê
E contagia e estremece
As mãos daquele que a escreve.
Há poesia em todos os tons e sons
No som da palavra sussurrada com carinho
E no tom do dia que começa de mansinho.
Há poesia em todas as cores e sabores
Nas amizades em preto e branco
E naquelas repletas de nuances
No encontro do sabor Romeu e Julieta.
Há poesia no aperto de mão
Na sinceridade do coração
No abraço amigo
No calor do abrigo.
Ah! E não se engane não
Poesia é para todo dia
Para toda alma que se acalma
Para todo olhar, eternizar.
LABIRINTO DA SOLIDÃO
Sem nem um passo para suar o tic-tac
sob seus paralelepípedos, pontiagudos,
as calçadas encontravam-se sozinhas...
As ruas movidas por suas tenras solidão,
nem denunciavam, vultos a se esgueirar
pelas sombras das suas tristezas.
Não tinha ventos, não tinha lagrimas
os rostos denunciavam choros em seus
semblantes pálidos... Enquanto o sol
caia pelo desuso da tarde, as luzes
pendulas em seus soquetes, anunciavam
suas amarelas chegadas. Em fim, descia
a noite e essa se fazia fria, a esperança
agora, era apenas um fio invisível a
perambular pelo labirinto do sonho.
Antonio Montes
VOU-ME EMBORA PARA LONGE
Vou-me embora para longe,
Talvez Bom Jesus da Lapa,
Ou, então, algum lugar
Que nem existe no mapa.
Vou-me embora para longe,
Talvez a Ponta da Serra,
Ou, então, algum lugar
Além do planeta Terra.
Vou-me embora para longe,
De meu só levo o chapéu.
Meu destino é o lugar
Onde a terra beija o céu.
Vou-me embora para longe,
Mas não é tão longe assim.
Vou adentrar as fronteiras
Que me separam de mim.
Vou-me embora, vou-me embora
Com meu cajado de monge.
Se alguém perguntar por mim,
Fui-me embora para longe.
Sou menino criado na cidade
nunca tive uma infância na fazenda
o sertão para mim foi uma lenda
que pairou sobre a minha mocidade.
Conheci o sertão, isto é verdade,
assistindo o cinema brasileiro;
Glauber Rocha me deu esse roteiro
e eu que sou bom aluno fui atrás...
Os chocalhos são sinos matinais
nas dolentes canções do bom vaqueiro.
Que a fome não seja somente de pão,
que a sede não seja só de Coca-Cola:
a fome de livros, a sede de escola
contêm a semente da revolução.
Com Braulio Tavares, amigo e irmão,
esgrimo palavras no meu poetar,
que têm dois poderes: ferir e curar
e na noite escura são nossos faróis;
parecem centelhas, mas são arrebóis,
nos dez de galope na beira do mar.
Admiro o pica-pau
Numa madeira de angico
Que passa o dia todim
Taco-taco, tico-tico
Não sente dor de cabeça
Nem quebra a ponta do bico.
O cosmos é uma orquestra
Regida por braço destro,
Os planetas e as estrelas
Aos quais dirijo meu estro
São sinfonias compostas
Pelo Divino Maestro.
Poesia luz...
(Nilo Ribeiro)
Hoje a poesia vira luz,
a escrevo como história,
é uma passagem de Jesus,
que ficou na memória
eu dormia no hospital,
acompanhava minha mãe querida,
ouço um anjo celestial,
que mudou minha vida
“a medicina fez o possível,
tua mãe foi desenganada,
mas Deus faz o impossível,
e tua mãe está curada
querido e crente poeta,
que sempre doou e orou,
para você a porta está aberta,
por tua fé tua mãe se curou
faça um sinal da cruz,
na testa da minha escolhida,
em honra do Meu Filho Jesus,
dou a tua mãezinha mais vida”
é um testemunho minha poesia,
pois, vivo um milagre a cada dia...
