Tag poesia
Sol escaldante
que retina foi essa que fulgurou?
segue esse embuste trôpego
essa poesia sem lei...
[CONFIDÊNCIAS[1] in Confidências de Guardanapo]
Você é uma linda poesia
Você é uma linda poesia
Um lindo soneto
Um lindo momento
Enclausurada de segredos
Você tem versos que não consigo interpretar
Versos passíveis de complicar
Coisas que guardo no meu coração
E só eu sei rimar
Sua vida está escrita
Em mudas canções que não canto
Apenas me encanto
Versos que vão desenhar
Desenhados pela sua silhueta
E declamados pelo brilho do seu olhar
DIALÉTICA
Qual minha linha poética?
Linha poética?
Não a tenho...
tenho a alma poética.
Serve?
Em mim a poesia nunca se conclui
Estou sempre me transfigurando
Hoje crisálida
amanhã
perversão...
...Amor
revolta
ilusão
Sonho
Melancolia
Raiva
Utopia
Borboleta?
Quem poderá saber?
Sou tantas no poema, meu bem...
E o poema é tudo em mim!
Ele me liberta de todo
Pré( conceito)
Não o escrevo para agradar à ninguém
Não o escrevo nem mesmo para me agradar
É uma necessidade. Entende...?
Varro as madrugadas em busca constante do poema
Sou dependente do poema
Das suas leituras de mim
Perdoem-me por eu ser assim...
Intensa demais
Loucura demais
Dor demais
Afeto demais
Amor,
ah, se soubesses...
Quanto amor
Demais!
Mas não sabes
E nem poderás, jamais
saber...
Mas não importa
Não muda nada
A poesia em mim é tudo o que sou
O que fui um dia
e o que talvez nunca venha a ser!
Razão de ser...
No mais
nada mais a dizer...
Elisa Salles
UM POEMA CHEIO DE RAIVA
Só de raiva vou escrever
Vou escrever a raiva de não alcançar o poema
De não ter visto poesia alguma no meu dia
Por não me deslumbrar ante a vida, hoje
Por não enxergar o sol atrás das nuvens escuras
Por me deixar intimidar pela ausência do toque
Do beijo
Do abraço
Do carinho
Da afeto
Pela ausência da tua transparência
Pela ausência do teu desejo
Pela ausênsia do teu amor
Que imenso terror ser poeta de dor!
De melancolia
De nostalgia
De noite fria
De cama vazia
Até mesmo de boemia
Que Azia!
Dói-me o estômago até o âmago
... Ser poeta de saudade
Ser poeta que escreve o que sente sem fingir
o verso que sente em verdade.
Somente por raiva escrevi este poema horrível
E não vou termina-lo com leveza alguma
Hoje não houve levezas
Nem ventos nas roupas nos varais
Nem o cantar de pardais
Nem a panapaná à revoar sobre a margarida
Hoje não houve vida
... Juro,
não houve
Ou não vi ( se houve)
Ou não senti ( se houve)
Só esta raiva de não ter tido tua presença
E esta ausência é a ausência de tudo
Porque tu és tudo
Alheio à ti,
esta raiva,
este dia cinzento.
Nada mais.
Pronto,
só de raiva escrevi.
DESVELO...
Venha querido
Vem amar-me em meio às estrelas
Não peça permissão às horas,
nem à Deus
...nem à mim.
Ama-me mesmo quando eu não disser sim.
Tu entendes os meus silêncios
Ouves o meu olhar como ninguém mais
Entendes o dialecto do meu corpo
Decifras todos os meus enigmas
Tu, meu doce bem,
é todo o bem que há em mim!
E quando eu estiver quieta
faça festa nas minhas entrelinhas.
Estando eu séria, borda sorrisos na minha boca
com a boca tua...
Cheira meus cabelos
Beija a ponta do meu nariz.
Ternura que eu sempre
quis.
...E quando eu estiver pronta, me leva às nuvens,
tão alto, tão alta,
embriagada na tua saliva,
inocentemente lasciva,
eternamente cativa
do amor teu
nos versos e mundos meus.
Sim meu bem...
Ama-me até a lua se despedir do céu de breu
e o sol nascer nas curvas do meu corpo saciado,
devaneado,
pelo apego teu.
Elisa Salles
( Direitos autorais reservados)
Te amo tanto que dói
amo que arde
é amor sem fundo
amor sem fim
sem mundo
amor sem tamanhos e nem dimensões
amor sem comparações
O amor é raro é dificilimo de achá-lo. É totalmente diferente daquilo que você chamou de amor, achando que era amor!
DIGA QUE ME AMA
Meu amor...
Mesmo que seja mentira
ou.. Sei lá, desvio, curto pavio,
quem sabe, ato mesquinho...
Diga que me ama...
A razão... A razão não importa!
Seja para varrer, abaixo do tapete
ou para se esconder atrás da porta
mesmo que não seja de você essa trama
... Se você não se importa em dizer,
então diga... Diga que me ama.
Primeiro de abril, ou não...
Eu não me importo a razão
essa frase... Eu te amo
invoca-me, me toca como cartas de tarô
e eu fico assim... Como cores de primavera
feliz, como despertar de um pesadelo,
desabrochar de uma flor,
ou, sonhar com o mundo inteiro,
diga que me ama
... Esse dizer de amor...
É bacana, e espairece a minha dor.
Antonio montes
SAUDADES SECAS (soneto)
Saudades secas, no cerrado, banham
De lágrimas as lembranças já findas
E assim choram, tristonhas, e choram
Enxugando o soluço em sujas nerindas
Quando entardece as noites revindas
É hora de preces que os céus imploram
Oram de mãos postas, e ali tão pindas
Que tristuras secas, molhadas choram
Ao juntar estas secas dores na oração
Em vão as rezas murcham na emoção
E as saudades bebem fel na cacimba
São nostalgias que vivem de ilusão
Choram, oram, imploram recordação
Se quando no peito esquecer catimba
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
A poesia revela-se nas entrelinhas do poema.
***
A poesia transcende as palavras;
ela pode manifestar-se até mesmo
no mais absoluto silêncio de um olhar.
***
Um corpo sem alma é um corpo sem vida;
assim é um poema sem poesia.
***
Por aonde anda a poesia?
Tenho a encontrado mais na natureza
do que nos versos dos poetas.
***
Não concordo que o poeta seja um fingidor;
O poeta tem a missão de cantar
A realidade da vida.
***
Escrever é emoldurar sentimentos
com a linguagem do coração.
***
O encantador de palavras
tem o poder de transformá-las
em poesia.
***
A poesia e a filosofia são irmãs
que, quando se unem,
conseguem explicar a vida
com mais beleza!
***
Para mim o bom escritor é aquele
que descomplica a linguagem,
De maneira singular,
facilitando a compreensão
da complexidade da vida,
através de sua literatura.
***
Filosofar, para mim, nada mais é
do que escrever poesia com sabedoria.
***
A poesia canta o mundo
enquanto a filosofia questiona-o.
***
Quando a filosofia e a poesia andam juntas,
formam um elo de sabedoria e beleza!
***
Admiro as palavras porque elas não têm corpo, não têm cheiro, não têm cor, mas algumas podem, além de mudar nossa vida, ficar morando em nosso coração para sempre!
***
A vida é muito bela
para não sermos poetas.
***
Ninguém estuda para ser poeta,
embora o poeta estude
para aprimorar sua poesia.
***
Escrevo o que satisfaz o meu coração,
com a linguagem nativa de minha alma.
***
Não me importo se não me leem;
às vezes escrevemos para a posteridade.
***
Sinto necessidade de escrever
como sinto necessidade de comer,
beber água e respirar.
***
Não escrevo o que os outros querem...
Escrevo o que não consigo guardar mais
na mente e no coração.
Não escrevo exclusivamente para ser lido,
compreendido ou aplaudido;
escrevo porque sinto necessidade de dá vazão
à aquilo que não cabe mais no meu coração.
***
O verdadeiro poeta não sobrevive de poesia;
sobrevive de sonhos.
***
Quando a poesia se cala, o poeta engaveta-se.
***
Podemos encontrar poesia até numa pedra;
porém nunca num poema mal feito.
***
Poesia é a essência do belo.
Podemos encontrá-la
tanto num ninho de passarinho
quanto na arquitetura
dum suntuoso castelo.
***
A beleza da poesia
transcende ao beletrismo
das palavras.
***
Um texto sem essência poética
(mesmo que escrito em versos)
pode ser tudo — menos poesia.
***
O bom poeta é zeloso com as palavras,
mesmo quando fica em silêncio.
***
Existe poesia sem poeta,
mas não existe poeta sem poesia.
***
O maior poeta do mundo é Deus.
Não existe poesia mais bela
do que o esplendor da natureza.
O poeta tolo anda mais preocupado
com o reconhecimento de seus versos
do que com o primor de seus poemas.
***
Se eu não fosse poeta seria poeta.
***
A inspiração está para o poeta
como a chuva está para o agricultor.
***
O poeta sábio nunca está satisfeito
com sua produção literária.
***
Quando a vida de um poeta
torna-se poesia, ele eterniza-se!
***
O poeta livre é aquele que tem liberdade
de escrever da forma que lhe apraz;
quer seja seguindo o rigor de um soneto,
ou, simplesmente, enveredando-se
pelo caminho da poesia livre,
com sua forma inusitada
de composição poética.
***
Geralmente um poeta quando amadurece
torna-se conciso em suas palavras
e mais contido em suas emoções.
***
A maior universidade de filosofia
e poesia do mundo...
é a própria vida!
***
O poeta contempla a seca do sertão...
enquanto chove poesia em seu coração.
SEU SUMIÇO
Eu estava inteiro
quando você partiu...
Me partiu a sua ausência!
separando-me ao meio
me dividiu em pedaços
e acabou com meu inteiro.
Hoje...
Eu tento ajuntar meus cacos
Mas depois que você sumiu...
eu me caço, mas não me acho.
As vezes, te encontro no sonho
e n'aquele sonho de encanto
cai as lagrimas do meu pranto
só porque... Te amo tanto.
Antonio Montes
CALAR DE AMOR
Beija-me, como beija um beija-flor...
Esse néctar, esse aroma florido
esse doce, do doce amor.
E como uma flor de rosa
abrocharei, a prosa da alegria
nesse momento de esplendor.
E no aroma desse dia
flutuarei com meu sentimentos
sobre o céu da nostalgia.
Beija-me como beija um beija-flor
no calor desses lábios fartos
que por ti, cala de amor.
Antonio Montes
O ÁLBUM
No álbum da minha saudade
você estava lá...
Toda linda em sua foto
troce-me lembranças d'aquele amar.
Do tempo que registrou-se
... Fiel no meu coração
do sorriso que apagou-se
no dia que me disse, não.
Hoje, o álbum me leva
nas recordações do passado
flechando-me como se fosse fera
no amor inconformado.
Antonio Montes
VERDE ESMERALDA
Seus olhos são...
Duas esmeraldas de verde encanto
que com seu fitar me encanta,
és dona desse atirado fado
e desse meu escorrido pranto.
Me perdi no seu olhar
essas minas que me fascina
cintilando o meu amar
estonteando a minha rima.
Antonio Montes
BI-TREM DE POEMAS
Quantos poetas...
Quantos poemas?!
Poetas lendo poetas
poemas que ninguém vê
poesias estão sem tema
hoje, ninguém mais que ler.
E o peso de uma pena!
Ai, que pena, ai... Que pena...
Poema agora sem treinar
navega por alem mar
entre hiatos e novena.
O arco-íres, agora sem cor
o céu esta sem diadema
estrofes estão incolor
nesse bi-trem de poemas.
Antonio Montes
TÃO SILÊNCIO
De repente... Silenciou
mas um silencio, tão silêncio!
Que chegava ser intenso
o bradar d'aquele silêncio.
Um silêncio d'aqueles que...
O ar, deixou de fazer zoada
e nada, nem ninguém
ouvia nada.
Antonio Montes
