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SACOLA DENTRO DO PEIXE
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De pronto senti pavor
Ao escutar esta conversa
Que me pareceu ficção
Mas é real e perversa:
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“𝘛𝘦𝘮 𝘴𝘢𝘤𝘰𝘭𝘢, 𝘱𝘰𝘳 𝘧𝘢𝘷𝘰𝘳?
𝐄𝐥𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐢𝐱𝐞.”
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O peixe vira sacola
E a sacola vira peixe
O Homem mata e esfola
Pra vender tudo num feixe.
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A gente comendo plástico
E a mídia entrando de sola
Divulgando: “isso é fantástico!”
Que nos resta? O que nos consola?
Ela estava irresistível
e sem dizer uma palavra
veio logo na minha direção
puxando-me pela gravata,
surpreendido, fiquei sem reação
e como um peixe,
fui fisgado pela a boca
por seus beijos intensos e molhados,
uma aprazível sensação foi tomando conta
e em alguns segundos,
já estava entregue aos seus encantos
naquela ocasião bastante inusitada
com a noite apenas começando.
O atum e muito diferente
da sardinha, porém, os dois peixes vivem no mesmo ambiente, saiba ser diferente.
Em todos os lugares do mundo, as iguarias e alimentos, são pontos penetrantes da cultura, e em Belém do Pará, o açaí e o peixe pirarucú, são uma combinação perfeita.
"Fácil identificar um preguiçoso. Geralmente espera encontrar a comida pronta. Dei-lhe um peixe com escamas e ele o abandonará"
Como peixe morto é o homem que vive pescado pelas águas putrefatas de Satanás, quando ele obedece aos desejos da sua carne.
Bem mais fácil a convivência afetuosa solitária com os animais, pois eles não falam e não reclamam.
Tamoatá
Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.
Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.
É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.
Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.
Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
O que me levou a tomar certas decisões, foi o meio em que vivi e que não mais me encaixei. Sentia-me como um peixe fora d’água.
O pescador
O pescador arremessa a isca
Que ultrapassa as barreiras
Do agitado mar de janeiro
Que deveria ser a calmaria do verão
O quebrar das ondas agitadas
Impede o lançamento da linha mar adentro
Devolvendo a isca que volta ao seu dono
Rompendo o desejo tão sonhado
É o pescador e a isca lutando
Para a sobrevivência e objetivos de ambos
O peixe sem nada a entender
Continua sua jornada normalmente.
Estamos num mundo extremamente conectado; uma ilha para o homem é o aquário para o peixe, mas se soubermos aproveitar ao máximo essa conexão veremos que o mundo é o céu em movimento e o oceano um imenso caminho para as estrelas
