Tag peito
Sou apenas uma letra perdida
Tentando encontrar sua linha
Vagando sem ter a guarida
Da poesia que no peito se aninha
Saudade é um violino preso no peito, vibrando as cordas numa canção que sufoca, mas a queremos tocar e reviver em cada nota o que se passou no palco de nossa vida.
Eu tenho uma serpente em meu peito.
Quem me abraça se machuca.
Quem machuca a serpente é quem me salva.
Mas mesmo por um fio, eu glorifico a vida daquele último instante. Embora saiba que o veneno mais letal é o amor, e que me mato em doses lentas, ainda sim, o prefiro como a morte. Eis a sorte que devora o último instante em cada abraço que te entrego.
:p
Pingos de felicidade em conta gotas até preencher o peito e o coração possa flutuar como um barquinho de papel, tão leve e pueril que até num suspirar a gente avista o mar...
"...Poucas coisas me pertencem.
Os olhos que me deixaste na sombra.
Aquele beijo soprado no eclipse.
O dia em que te bordei em meu peito.
Poucas coisas me seguem.
A estrada em que teus pés me nasceram.
Tua voz chamando quando eu amanheço,
Com a memória acessa de tuas mãos..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Inventário
Das Grandezas
Gosto do tamanho de algumas coisas.
O voo de uma borboleta ao entardecer.
O pouso do pássaro num raio de sol.
Teus pequenos passos dançando na terra.
Uma gota despindo-se numa flor.
Aquela brisa que umedeceu teu beijo.
O olhar que perpetrou a sombra.
A última cantiga deixada na noite.
Em não me querendo modesto, a deslumbrar dimensões,
Não faço apologia da métrica ínfima.
Meço-me pelo sentir desterrado.
O que me segue, cabe em meu sonhar a andar.
Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
"...Andas em mim quando te percorro.
Para superar o instante, ir-me em ti além,
no ventre do tempo, me lavro em teu peito..."
Carlos Daniel Dojja
Fragmento Poema Semente Recolhida
Se
Se muito te quero,
versejo teu peito.
Se muito me faltas,
engendro tuas mãos.
Se não me vens,
me parto em teus olhos.
Se me vens, me desperto com a lua,
banhado em teu céu.
Carlos Daniel Dojja
DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.
Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.
Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.
E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.
Carlos Daniel Dojja
TUA LUZ AUSÊNCIA
Quando tua luz,
sobre meu peito,
for ausência.
Eu semearei teu olhar,
em minhas mãos:
Assim ficarás em mim,
como o princípio,
do que só sei,
quando em mim, te revelo.
TUA VOZ
A tua voz acostumei-me,
Quando ela em meu peito era anuncio.
Feito presságio da noite desperta,
Por sobre o tempo reverberado.
Não aprendi pouco em teu olhar.
Fitei a luz e murmurei a sombra,
Para fazer-me, num só instante,
Andante aprendiz em tua estada.
".. E assim é que me percebo em vivência.
Registro vozes em afetos tangidos.
Ora as trago como uma junção do peito,
Ora as desejo andarilhas para se enlaçar nos dias..."
No frio deste inverno
Aqueci o meu coração
Com as palavras do teu amor.
Toda dor que habitava em meu peito
Deixei a tempestade levar.
A tormenta já passou
Você trouxe a primavera!
Flores!
Com você tudo são flores!
Em meu peito
Você estava perdida
Entre minhas artérias.
Eu só não tinha a menor ideia
De como tirar você dali.
Carreguei tempestades no peito sem alagar ninguém, atravessei madrugadas de insônia sem cobrar alívio alheio, dei sem pedir troco e caminhei entre espinhos sem lamentar as feridas. Agora, se me virem colhendo minha própria paz, não me julguem, pois aprendi que doar sem medida a quem não valoriza é cavar a própria ausência.
A última gota
Eu estou aqui ainda
O que posso eu fazer
enquanto vivo?
Eu estou aqui ainda
Posso ser juiz
ou ser juízo!
Eu estou aqui ainda
Posso lamentar
ou saltar o abismo.
Eu estou aqui ainda
Posso enfurecer
ou tornar-me aprisco.
Eu estou aqui ainda
O que posso eu fazer
enquanto a vida pulsa
em meu peito
em minha face
em minhas mãos?
há decisões que – ainda -
podem ser tomadas
e escolhas que prescindem dos nãos!
Bate o peito
Arde a pele
Sente o gosto
Não repele!
Brisa passa
Alma sente
Doce voz
Ao meu ouvido
Sussurrar.
(o dia seguinte)
a tristeza não cabe no peito
não cabe na alma
não cabe de jeito
NENHUM
dentro de mim
mas a tristeza acorda o sentido
já adormecido
do corpo que inflama
da mente que clama
um tempo melhor
então, tristeza, lava
com tuas penúrias
a face daqueles
que sonham
que pedem
o alvorecer
vem!
derrama a verdade
despida de medos
livre de segredos
no rosto que espera
o milagre de SER
e, depois de tudo,
a vida continua…
talvez a esperança
esta doce criança
chegue, enfim…
#TÃO #LONGE #DE #MIM #DISTANTE
Deixa em paz os passarinhos...
Deixa em paz a mim...
Deixe que eu trace meus caminhos...
Por esse mundo sem fim...
Ah , quem me dera alagar meu coração de esperanças...
Ter a alma leve...
Em todas minhas andanças...
O tempo é algo que não volta atrás...
Existe gente que precisa da ausência..
Para querer a presença...
Do perdido que já não tem mais...
Vai, minha tristeza...
Chega de saudade...
Porque eu não posso mais sofrer...
Um sorriso sincero...
É toda minha vontade...
O vento vem vindo de longe...
O dia está perfeito...
Olho para cima...
Felicidade se faz presente...
Em meu peito...
Quem me dera, ao menos uma vez...
Ter de volta minha aurora...
E assim eu sonhar...
Junto ao que nunca se alcança...
A #ROSA #VERMELHA
Entre pedras caladas no tempo...
Sob a magia do arco-íris florido...
Quando o coração bate acelerado...
A rosa vermelha sua história me contou...
Disse-me ela entre o vento...
Que nasceu entre as açucenas...
Entre as belas dálias...
Na calada do tempo...
Tão logo cresceu...
Viçosa cedo floresceu...
Apaixonou-se pelo girassol galante...
Que seu amor nunca percebeu...
Os lírios mais lindos...
De cores mais variadas...
A cortejavam com alegria...
Os gladíolos enchiam-se de cuidados...
Mas o carinho deles, ela não queria...
Cravos, orquídeas e jasmins...
Brotavam como pérolas no jardim...
Para ela o sabiá cantava...
Pouco ouvia o sussurro da fonte...
Nunca quis ouvir...
Em uma dia nublado...
Já prestes a cair um temporal...
O vento soprou mais forte...
E jogou ao chão o girassol...
Disse-me a rosa...
Que suas lágrimas foram confundidas com a chuva...
E no amargo dos dias seguidos...
Espinhos ela criou...
Ela bela com certeza...
Mas triste foi no amor...
- Arramque-me - implorou...
- Não quero ser aquela que morre...
-Aos pés pisada...
-Triste e tão só...
- Na sarjeta abandonada...
-Leve-me consigo...
-Guarda-me junto ao seu peito...
- E assim desse jeito...
-Terei eu a doce esperança...
-De ser seu amor...
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#AGUARDO
Na solidão em que sonho contigo...
Saudades dos belos dias...
Sigo agora o meu peito a doer...
Só pelos seus olhos...
Eu posso viver...
Ao menos resta ao sonhador o consolo...
De suas mãos dentro das minhas...
Suspiros, arroubos de nossa paixão...
É doce amar como os anjos...
Se aqui fomos amantes...
Seremos uma única alma no céu...
Se um dia tiveres saudades...
Sabes que desde já estou aqui...
Aguardo noite a noite a lua triste...
Aguardo você em mim...
No amor basta uma noite para fazer de um homem um deus...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
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