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Chega um momento em nossa vida que por mais árduo que seja, é preciso assumir a debilidade do conúbio, abrir a porta da gaiola que o aprisiona e deixar ir esse pássaro da convenção, que do começo a libertação do conúbio foi conexão árdua.
Pássaro Dócil.
O pássaro, enquanto voava, calava;
E quando encantado, assobiava;
Subia, voava livre como gostava;
De longe, sempre sussurrava;
Falava sobre felicidade, amplidão;
Desprovido de malícia, sobre justiça;
Por ser provido de asas, sobre tubarão;
E pela liberdade, em árvores, sobre preguiça;
E se aproximava sempre... para perto;
Para ver a mais bela proeza;
Beleza do certo e do incerto;
E se em, cantava com a natureza;
Mal sabiá ele, que seria levado;
Com força, desprezo e angústia;
De suas penas foram tomadas um bocado;
Penas que escrevem com harmonia;
Em uma gaiola foi enfiado;
Levado também foi o carrasco;
Que com um assobiar debochado;
Entre dentes amarelados mostrou se rouco;
O pássaro bateu suas asas fracas;
Com uma confusão de sentimentos e agitação;
Porém a prisão com farpas;
Tornou gaiola, libertação.
E há passados tão aprisionadores que deixam os "pássaros" ressabiados.
Alguns sentem um medo tão grande de sofrerem novamente que sequer tentam, outros vão se aproximando pouco a pouco quando sentem alguma confiança.
E é preciso ser muito paciente, para não espantá-lo, pois as vezes eles podem apenas ir para uma árvore próxima, noutras podem até voar para longe de nossa vista...
Sou pássaro livre para voar com um canto majestoso a mostrar, mas sem ninguém disposto a escutar, com muito medo de mostra ser livre para tentar ser feliz e reamar, sou pássaro livre, trancafiado no medo, preso na escuridão da solidão, por não mais querer tentar, voar e o céu novamente tocar
E se em um dia qualquer, um pássaro pousar à sua varanda, dá-lhes o que para ti és migalha, mas aos bons olhos, serás mais que o suficiente.
Como um pássaro, quero ouvir o seu canto, aquecê-la com as minhas penas nas noites frias, sufocá-la de amor debaixo de minhas asas, alçar voo e pousar em seu coração.
Desfrutar do momento e ser levado pelo vento suave, bem-te-vi, linda.
Saber também das tempestades noturnas, das ventanias mais fortes, mas mesmo assim, acordar feliz, bem cedo, pois seu canto me encanta,
todas as manhãs.
O lado bom de alguém fazer você amar é que você abre seu peito igual uma gaiola, espalhando sentimentos. E caso essa pessoa pouco se importe, você está a dois passos de abandonar um cativeiro. A dúvida é se você se torna um pássaro livre ou um animal desesperado. Vai tomar novos ares ou ficar se debatendo contra as mágoas?
REENCONTRO
Aquele moço é uma viagem
Dessas que só embarca quem tem coragem
Para se perder no tempo
E esquecer que existe
Qualquer cumprimento
De longe me avistava
Pronto para qualquer parada
Seu elemento é o fogo
E o meu é a água
Livre como um pássaro
Voa pelo espaço
Buscando o que não se acha
Perdido na grande massa
Eu me lembro muito bem
Na vida do outro lado
O guerreiro está de volta
Que bom reencontrá-lo.
(21/02/16)
Não queime a terra proteja a natureza, plante uma árvore e liberte um pássaro por dia, em nome senhor Jesus.
Vôo
Pego carona nos teus sonhos e
Vôo livre ao teu encontro,
Escondo-me de mim mesma e
Alojo-me nos teus braços
Como pássaro que encontrou o ninho.
Miudezas
Meu amor é um pássaro pequeno, daqueles miudinhos,
voa e pousa em qualquer lugar,
sem pressa e ambição alguma de ficar.
Um dia encontrei um amor, ele não me devolveu minha beleza.
A melodia que cantava, com o tempo,
entristeceu por ficar num mesmo canto.
Meu amor, esse pássaro pequeno, muitos desejaram deformar,
transformar,
reformar.
A miudeza era feiura. Não era beleza.
Não entenderam que feiura e beleza são aspectos da mesma arte.
Eu, porém, sou poeta dos contrários,
profeta dos caminhos tortos.
Sou um amante de miudezas.
Que a primavera me assopre seus ventos,
aromas diversos de amores,
eu irei.
Meu amor. Adeus.
Era um pássaro preso
Vivendo em uma gaiola
Um dia foi lhe dada a liberdade
Porém, não foi embora
Decidiu ficar
Se agarrou a prisão
Pelo menos ali ele não estava só
Faça o que estiver em suas mãos,
(Há)penas.
O que de você não depende, que não te prenda,
- não se prende!
É pássaro voando, deixa voar.
O nosso amor é a raiz de uma flor, é o cantar dos pássaros, é o sorriso liberto de uma criança. O nosso amor é vida que continua, é pressa que nunca chega ao fim, é a música que nos faz dançar, o silêncio que nos preenche. Pois, o nosso amor é tudo que eu nem sei dizer, porque do amor nada se diz e tudo se entende, ou melhor, tudo se sente; e sente bem, e sente forte e sente... Nada mais do que sentir, num sentimento de grande êxtase, de profundo acordar, onde faz o coração adormecer e o mundo parar. Onde faz tudo simplesmente do amor em ser, eu e você.
Ai está, a solidão de um lado que fica sem encantos!
De um pássaro de manhã pela sensatez.
O que acontece no mundo de dentro. Nada!
Sem evazar algo de si.
Não se surpreenda se um pássaro alimentar o filhote na sua janela.
Não se surpreenda se uma criança na rua sorrir a você.
Não se surpreenda se o vento desenhar uma flor na areia da praia.
Não se surpreenda...
A vida nos reserva algo belo mesmo nos momentos mais sombrios.
Quando um pássaro machuca suas asas, passa dias no ninho, tendo de observar outros pássaros circularem pelas árvores, darem os loopings que ensinou a muitos deles... A subirem, descerem, sumirem e voltarem. Pode acontecer durante a primavera, estação mais linda e colorida, durante a qual é esplendoroso voar entre os bosques cheios de flores; às vezes durante o verão, quando os mergulhos no mar satisfazem tanto quanto a brisa que sentem nas penas quando o sol finalmente dá uma trégua; ou durante o outono, quando tem que se preparar para o inverno, observando tudo ao seu redor ir de cores vivas e quentes a mais amenas e frias; durante o inverno, voar, apesar de não parecer, aquece seu coração, faz o sangue circular e com que ele se sinta vivo.
E durante estes momentos ele se questionará "Mas por que comigo?". Aos olhos dele ele é o infortunado que machucou as asas durante sua temporada preferida... O que na verdade é mentira, pois ele ama todas elas. O que não suporta é ter suas asas podadas como a copa das árvores as são por crescerem demais... Ele quer sempre poder crescer mais e esse tempo em que é impedido de voar, tira dele toda a satisfação e a sensação de liberdade que corre por suas veias. Ele se torna um observador, enquanto na verdade, seu interior anseia por sentir o vento por entre as penas e o poder da imensidão ao seu dispor.
Mas todos passamos por fases necessárias e "impuláveis", se é que essa palavra existe, e todos somos obrigados a lidar com elas quando elas chegam. No final das contas vira tudo aprendizado.
E quando a fase passa, a gente suspira, ergue as asas e voa outra vez.
Pois afinal, qual pássaro desistiria de voar?
NG.
