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Eu tenho a impressão
Eu tive a impressão
Sempre tenho quando olho alguém
Vem sempre antes da opinião
Não importa quando, onde e quem.
E o resultado que logo aparece
Depende da porosidade da razão
E do contato da tinta minuciosa
Conhecida na cor e no tom, como sensação
Tentei ser preciso nas palavras
Na compressão estava o ato de abstrair
Para o leitor deixo este poema como um papel
Pois a mente é a única impressora
Em que não há limites para imprimir.
"Somos artífices de nosso destino, e podemos escolher o papel que a partir dele cumpriremos em nossa sociedade, porquanto sendo ela desigual temos a escolha de contribuirmos para que se acentue essa condição, ou ao contrário fazer de nossos atos um contributo para promoção da justiça necessária à essa correção."
CRÔNICA DO ESCRITOR
Um escritor e sua esposa discutem a relação.
Esposa: "Você não tem mais tempo para nós."
Escritor: "Como assim?"
Esposa: "Você só escreve!"
Escritor: "Não seja injusta."
Esposa: "Então me diz o que está fazendo agora?"
Vendo o lápis e o papel nas mãos, o escritor os larga e começam a namorar. O clima vai esquentando...
Esposa: "É tão sublime essa troca que poderia ser eterna."
Então, o escritor interrompe o ato e pega o lápis e o papel novamente.
Escritor: "Espera. Vou anotar isso."
O papel da universidade é multiplicar formadores para que nós construamos um Brasil melhor com qualidade para todos nós, qualidade de vida para todos nós.
Quando um líder deixa de exercer alguma etapa do seu papel, alguém assume esse lugar... a indiciplina, a desorganização e a discórdia são ávidas por tomar este espaço.
Quando uma carta rasga, dizem que é porque a mensagem é tão forte e revolucionária que não cabe no papel.
Às vezes fazer o nosso papel não é o suficiente, é preciso fabrica-lo, moldá-lo, fazer várias dobras e ainda sim corremos o risco de sermos o papel de rascunho.
Quando eu transbordar, traga-me papel e caneta para enxugar minha verborragia em linhas e pontuação informal.
Pois é via escrita que estanco o que já não cabe em mim, então deixe meu coração sangrar.
QUEM ME CONTOU?
.
Tamborilando nas folhas
Hoje, ela veio de mansinho
Sem raio e sem trovão
Passo a passo miudinho,
Mas cumpriu bem o seu papel
Houve até lua de mel
Quem me contou? Um passarinho!
Um dia uma carta quase apagada será saudade. Ou talvez apenas mais um papel a ser jogado fora. A vida tem apenas uma história: A que já se viveu. Se há alguma outra, é preciso viver cada letra, vírgula e acentos ... E em todo o tempo, tudo que vivermos terá sido "ontem"...
Sei da fragilidade da minha existência, nesse impetuoso lugar
Sou um barco de papel e não posso ancorar.
Sei que toda tempestade, ao mar se lança com vontade
Nas suas ondas faz alarde, para que eu possa me afogar.
Sei bem mais sobre a calmaria, e nela sigo com agilidade
Pois é onde Deus faz caridade, para que eu navegue com vontade
E sobreviva mais um dia.
Difícil é ser barco de papel,
nesse mar de incertezas
e só saber com clareza,
que tem prazo para acabar.
Mesmo assim, continuar a navegar
para esquecer sua sina
e fazer da alma pequenina
grande para enfrentar o mar.
Os planos que nada vão resolver são aqueles que ficam guardados na memória, anotados no papel ou trancados na imaginação.
Se você escreve seus sonhos em um papel e joga no mar da indecisão, a água da incerteza se encarrega de apagar tudo o que nele for escrito.
Num passado recente tínhamos caneta e papel para registrar o pensamento ideal, hoje tudo se resume numa tela e teclado virtual.
