Tag palavras
Vontade, determinação e capacidade
é um trio poderoso de palavras mágicas,
que podem te impulsionar e te levar ao Sucesso!
Passou por mim
Deixou rastros.
Olhei de lado, vi palavras,
Senti escorrer nos ouvidos meus.
Bateu sono, vontade...
Acordar e adormecer
Ter você do meu lado
Abri meus olhos, escancarei.
Nossos olhos se tocaram
Trocaram olhares,
Silêncio ecoou.
Despertou desejos
Saudade,
Me aconchegou no teu abraço
Me deixou no teu colo
Me levou...
Jogou-me em teus braços
Adormeci nos sonhos,
Vivi de amor !
LUZ DO SOL
Como na manhã que brilha a luz solar
Ao amanhecer eu te darei a minha vida
Onde de luto esta o meu pobre coração
Deixei as minhas flores num túmulo roxo
De olhos abertos, no limiar do teu desejo
Eu sou a escrava, dos meus sofrimentos
De lágrimas nos olhos do esquecimento
Na sepultura do desejo, rasgo a mortalha
Como uma lâmpada acesa de óleo reflexos
Brasas de raízes, oliveira de madeira verde
De pérolas, do mar de uma viagem longa
Luz sol quente de ti, de mim, a cada manha.
Mil palavras e uma vida
Um pensamento para dissertar
Várias letras em um só verso
Muitas idéias para rimar
Uma caneta e um papel em branco
E uma vida para registrar
O tempo voa está falando
Que a poesia irá terminar
Palavras
Todas grifadas
Todas faladas
Todas usadas
Todas estudadas
Todas marcadas
Todas engraçadas
Todas guardadas
Todas acabadas
Todas sem mágoas
No meio do nada
TERRA QUENTE FRIA
Estas fragas da serra que eu tanto amo
Estas estevas que me aquecem o peito
Este ar que os meus pulmões respiram
Esta terra que vive agarrada a minha pele
Se minhas palavras parecem duras, é porque sairam de um coração calejado.
Nunca fiz por mal, apenas queria estar ao teu lado.
ARDÓSIA DE FISGAS
A ardósia é cega de palavras
No crepúsculo dos teus sonhos
Despida de letras em corpo nu
Comi, bebi, do teu belo corpo
Amei, desejei também ser amada
Na entrega de quem já me amou
Que conseguiu ler as minha páginas
Do que sou, cheia de sentimentos
Com a humildade de todo o meu ser
É não querer, viver só, por viver
Numa necessidade louca de amar
Fisgas de tantos loucos momentos.
O VENTO
É só o vento que me traz todos
Vestígios que me lembram de ti
O mar fala no horizonte já vago
O nevoeiro tece nuvens macias
Os suspiros de cores de aromas
Relata o inverno a tentar despertar
Não chove lá fora, chove dentro
Do peito profundo talvez molhado
De tantas memórias tuas já perdidas
Esquecidas de mim num sopro gelado
Para salvar a minha alma em ruínas
Afastei-me de todos os nossos silêncios.
Há ocasiões em que precisamos de um abraço, de umas palavras ou de um sorriso cúmplice, que nos faça sentir que ocupamos um pouquinho do mundo de alguém. Para quem vier comigo no meu caminhar, as vezes, não pela distância de quem a mede, mas na proximidade de quem a sente, quem lança palavras que procuram cruzar-se com as minhas, preenchendo assim os meus dias, sendo cúmplices do que penso, sinto e sonho, mesmo que em silêncio de um pensamento que existo, do desejo de ser feliz, de aventuras por viver, de experiências por sentir, Que sejam desenhados sorrisos e se apaguem todas as lágrimas, e no mundo de alguém, poder Viver sem desculpas nem limites.
MORTALHA NAS ONDAS DO MAR
I
O mar de mortalha, embalada por gemidos
Que rasgas a carne de uma dor, dilacerante
Embalsas, todas as dores, entre murmúrios
Desfalece, misteriosamente num total afligir
II
Martírio transfigurado já pela sua angústia
Sombra das noites pesadas de tanta agonia
De tanto pavor da morte, desaparecia longe
Madrugada desses pensamentos impacientes
III
Os corvos voavam ao seu redor já famintos
Enroscados a sua negra fria mortalha de dor
Desespero, na agonia da carne que se dilacera
Entre gemidos de chagas abertas sangue podre
IV
No chão que a carne se rasga, que se despedaça
Soberbo sol, assombro das lágrimas recalcadas
Dolorosa alma torcida num espasmo de angústia
Amargamente numa aflitiva treva de dilaceramento
V
O mar observara tudo, descida subterrâneos fatais
Era uma mortalha para tantos homens um túmulo
Criptas infernais onde trêmula derrama a sonolenta
Claridade de augúrios medonhos, indefiníveis sem
VI
Nomes nos túmulos tapados pelas ondas do mar - - Contemplativo.
Quando estou só procuro me encontrar entre linhas de uma folha de papel. Deixo a minha mente mergulhar no invisível do meu mundo buscando a inspiração que é VOCÊ...
Minha flor!
A se eu pudesse
por um instante
dar ao teu sorriso
merecido versos,
e contos, poemas,
poesias aplicadas,
e singelas expressões
de amor e carinho.
Nunca te faltaria ao
teu ninho o calor...
Poesia é imagem, é uma dança, onde as palavras se encontram de mãos dadas marcando o ritmo do coração do poeta...
"Chega de frases decoradas, recheadas de palavras vazias. Quero ver a verdade gritando, ao silêncio profundo de um olho no olho...".
Falam que a tristeza faz parte da vida mas ainda assim ninguém a quer em sua vida, pois que basta tira-la do nosso meio para alegria ser eterna...
Durante muito tempo, as minhas palavras guias eram PACIÊNCIA e SABEDORIA, mas agora, quero apenas me apossar da FELICIDADE. (2015)
"QUIS NADA"
Quis ler sem saber
Quis ter a beleza eterna
Quis a trama ser insana
Quis o silêncio cortar a alma
Quis o mosaico ser de cor
Quis as letras serem desconcertadas
Quis a liberdade ficar presa por fios
Quis os olhos serem frios
Quis o coração ser calculista
Quis a boca permanecer calada
Quis os movimentos ficarem ansiosos
Quis desafiar os sorrisos falsos
Quis amar sem dó nem piedade
Quis romper as teias que nos cercam
Quis parir o verso nas asas do vento
Quis sentir o coração no sonho a arder
Quis ter a liberdade de voar como um pássaro
Quis viver uma paixão assolapada
Quis escrever sedentas palavras
Quis tudo e com nada fiquei, mesmo sem nada
Certos momentos da vida eu não sei unir as palavras que formam o maior adjetivo que imerge o meu coração. O amor...
"CRISPA A DOR"
Invento ventos, tempestades
Acordo entre os lençóis na escuridão
Ofereço o corpo aos famintos lobos
As rimas, a poesia e aos sonhos
Perdem-se no longínquo horizonte
Na chuva canto e danço à volta do fogo
Transformo as minhas veias em vinho
No amor crispa a dor que se abre em flor
Entre as esperanças e o desengano
Nascem no jardim os espinhos desinteressados
O mundo deu-me um amor de céus irados
Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso.
2015
