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Talvez eu nunca edite um livro.
Um livro.
Onde, cada um escreve o que bem lhe apraz.
Desde as memórias felizes, às mais tristes.
Onde as lágrimas, sorrisos, dores e mágoas...
São e serão sempre convidados muito especiais.
O mundo é feito de livros, muitos livros
Milhões deles, uns bons, outros maus.
Uns mais pequenos, outros maiores.
Livros mágicos de um leitura simples
onde nos agarramos as suas historias, delirados e encantados
Afinal a mais bela a ser escrita será sempre a nossa
A história mais importante, é a que se escreve num livro
É chamado de vida, é a nossa história.
É o que faz sermos tudo aquilo que somos.
Porque não há nada como voltar atrás e lermos aquilo que nos recorda mais.
Aqueles momentos mais marcantes.
Que vale a pena ler e reler as vezes que se quiser.
Nem toda a gente tem a facilidade e a oportunidade de escrever um livro.
Talvez eu nunca edite, ou talvez edite, só Deus sabe.
Hoje com sorriso escrevo poemas, textos, de memórias e recordações!
PALAVRAS
Palavras, são formadas por simples letras, de grandes frases
que tem o grande poder de amar ou destruir, guerrear ou dar a paz. Nao devemos joga-las ao vento, a procura de um ouvido, indisposto a ouvi-las.
Entre uma lágrima e outra Deus envia seus anjos para nos lembrar de onde viemos, quem somos e para onde vamos.
E em meio a muitas palavras ela me disse: Pregue o evangelho e se preciso use palavras.
3 coisas que aprendi em minha curta existência:
-As grandes conquistas não são dos espertos e sim dos resilientes
-Palavras, quando bem empregadas, tornam-se a melhor morfina do mundo
-Valorizar tudo o que o dinheiro não pode custear, é estar a um passo da autêntica felicidade
Mergulho as mãos no mar, como se quisesse aprisioná-lo entre os meus dedos, como se desejasse fazer dele teu corpo, moldá-lo, senti-lo como se fosses tu. Escrevo sobre a areia molhada, os versos que te não disse, sentidos reprimidos pela frieza do quotidiano. As ondas quebram as frases, apagam os desejos e arrefecem o corpo, molhado, arrastando para o fundo do oceano as esperanças escritas.
Abandono-me nesta praia deserta, esperando que a maré leve o corpo, pois a alma à muito partiu, quiçá me encontres ainda com a réstia de vida que faz bater o coração e alimentar a mente, mas, o espírito partiu, para uma viagem através dos desertos da eternidade, vales de sombras, florestas geladas, numa travessia da minha própria solidão.
Quando a alma se abre, como vela de um barco à deriva, recolhe em si todas as brisas, todos os ventos, enchendo-se, mas, a cada tempestade o pano cede às forças da natureza rasgando-se em pedaços, perde-se o rumo e o navio perde-se na solidão do vazio. A Noite, traz com elas a estrelas e o silêncio que lhe permitem adormecer embalado pela suavidade das ondas.
Quem sabe um dia, se descubra a alma deste corpo, que jaz inerte sobre a areia da praia. Quem sabe um dia alguém seja capaz de lhe devolver a vida perdida. Quem sabe um dia...
Palavras quando escritas são, de certa forma, uma materialização dos sentimentos... É tirar do nosso interior emoções que somente nós sabemos e transmitirmos aos outros
Somos os únicos seres a quem o Criador conferiu o dom da palavra. Porém, a maioria de nós faz uso deste dom muito mais para ferir do que para espalhar amor e abençoar a vida das pessoas.
Nunca é tarde para assumirmos uma nova postura perante a vida. O que recebemos do Universo é reflexo daquilo que espalhamos com desejos, palavras e atitudes.
Vivo na cavidade!
Na cavidade molhada da tua boca.
Donde cultivas os beijos ardentes.
Com o sabor a alecrim do vinho tinto.
Aroma de morangos, cerejas e chocolate.
Vivo com esta humidade que transporto.
No vento, agarrado a tempestade.
Tentando partir os vitrais do esquecimento.
Vivo todas as horas da noite.
Desejando.
Alimentando os suspiros da paixão.
Vivo tudo isto em ti.
Em ti meu amor nos teus "beijos" !
Se tu pudesse ouvir, as belas palavras, que ficaram trancadas em minha alma, saberia que sempre quis apenas você.
Cansei de pôr palavras na boca do tempo, desisto de falar por ele.. na verdade tentar falar, foram apenas tentativas, frustradas por sinal, o tempo nunca fala o que eu ensaio para ouvir, ele sempre me desmonta por inteira, e me deixa sem chão algum, sem norte, sem direção, me tornando somente um vento que sopra sem direção.
Da essência perder-se o perfume.
Aroma que se enrola no ar
Corpo desprendido do sabor
Lábios soltos,
Vento da minha alma
Transforma-se num espaço vazio da noite.
Transporto o olhar do mar
Entre as lágrimas salgadas
Revoltas de emoções
Silêncio das letras
Palavras feitas em melodia suave
Frases que crescem
Neste encontro onde os corpos fundem-se
Fundem-se em almas nos céus escuros
Num abraço apertado e eterno!
Somos palavras, sozinhas não temos sentido. Nosso sentido apenas se dá dentro da linha onde estamos; nessa linha encontram-se nossos familiares e amigos mais próximos. Damos sentido à linha e ao parágrafo em que estamos inseridos - o parágrafo é nossa vida social, nosso trabalho, nossos amigos, nossos gostos pessoais. E, obviamente um parágrafo sozinho, diferente de um aforismo, não faz sentido fora de um texto. O Texto é o mundo em que nos encontramos.
Não podemos sozinhos definir nada, mas definimos aquilo que nos cerca, damos sentido às outras palavras, temos o nosso peso dentro de nossa linha e de nosso parágrafo. Sem cada uma dessas palavras, que somos nós, o texto continua lá, mas não intacto; sabendo-se que dentro de nossa linha e de nosso parágrafo somos essenciais. Quando morremos, quando deixamos essa linha e esse parágrafo, o texto continua, mas ele se modifica. A linha talvez fique com um sentido mais vago, ou até mesmo sem sentido; o parágrafo muda pouco; o texto quase nada. Somos apenas palavras...
Navego pelas margens
Pelas margens da memória
Sinto-me perdida
Por favor
Não me deixem só
Sozinha
Nos momentos de solidão
Onde rasgo as águas do tempo
Como as gaivotas...
No horizonte
Carregando toda a tristeza deste mundo
O silêncio faz-se tão doce
Que o mar solta-se nos nossos olhos
Adormecendo a dor do coração
As estrelas despertam a solidão
Amor abraça-me
Abraça-me para sentir a emoção
Neste mar de águas profundas
Como um barco à deriva
Cheio de saudade que maltrata
Maltrata esta dor agarrada ao corpo
Que veste de negro esta ingrata alma
Poesia triste, feita em poemas
Na multidão, desta minha triste solidão!
O amor está na tranquilidade que, muitas vezes, o outro nos traz apenas de fazer-se ali, presente, mesmo que em um cômodo distinto da casa. Nem sempre é questão de cheiro e toque; ele está também no impalpável, na cumplicidade invisível de um sentimento que não demanda excesso de palavras.
