Tag outra
Muitas vezes, o preconceito é um mecanismo de defesa que as pessoas usam para mascarar suas próprias inseguranças frente ao novo.
A energia do homem precisa ser canalizada para algo que lhe forneça uma identidade, um papel social. A pessoa precisa ter uma ocupação em que se sinta produtiva, mesmo que não seja remunerada. Precisa de reconhecimento de seu local no mundo e também precisa transmitir características que são só suas, o que caracteriza a herança cultural de um povo.
Porém, se o meio em que vive dita como, quando e com quem devo fazer algo, toda a espontaneidade acaba. Transformamo-nos em máquinas responsivas, ansiosas e muito angustiadas pois, apesar dos bens alcançados, não existe realização pessoal real.
Acredito que precisamos sim nos enquadrar socialmente, porém sem perder o olhar a frente e nem nossa criticidade. É necessário que o homem saiba o real motivo de suas escolhas para não retroalimentar ciclos e mais ciclos de auto-sabotagem emocional.
Precisamos sentir mais, mesmo que o sentimento seja ruim. Precisamos questionar mais, mesmo que o rosto do colega não seja o mais satisfeito (isso previne depressão). Porém, mais do que tudo isso, precisamos viver mais e melhor. Enquanto estamos vivos podemos aprender e repensar nossos valores.
O preço de ser uma pessoa minimamente inteligente é saber o peso e as consequências dos próprios atos. É, apesar das loucuras da vida, perder-se sim, mas voltar para a realidade o mais rápido possível. Que nossas cegueiras momentâneas e auto-sabotagens sejam perdoadas...não pelos outros, mas por nós mesmos. Existe a obrigação de seguir.
Detesto essa "mania" que as pessoas têm de achar que tudo deve estar bem o tempo todo. Isso simplesmente não existe. A realidade nos pede tempo para todos os sentimentos e a única coisa que consigo pensar de alguém que se diz "zen" o tempo todo é que essa pessoa é do tipo "zen" noção.
Alguns comportamentos humanos não passam de reflexos do que transmitimos. Se você não se achar interessante,dificilmente outros acharão.
Pode passar o tempo que for, a dor que ainda dói não faz parte do passado. Sentimentos são atemporais.
Acredito que muito da violência que vivemos não vem só da pobreza, mas da dor que não é expressa em palavras, da dor que é sentida profundamente na exclusão e na invisibilidade.
Se eu perder as palavras...não me sobra nada. Todos meus sentimentos, vínculos sinceros e amigos mais íntimos passam por elas...
Outra vez me peguei sozinho, pensando onde poderia me apoiar. Outra vez você esteve aqui, mesmo de tão longe, me estendeu a mão pra me ajudar. Outra vez eu quis chorar, no silêncio, pra ninguém escutar, pra aparentar forte porque eu também sou um Pilar. Outra vez deixei de ser só, quando você disse, que estará sempre aqui, pra me levantar quando “cai”.
Seja sua outra metade e jamais andará no desconhecido, nunca vai ser perfeito mas estará lhe dando com seus próprios monstros. E combater eles, isso sim leva a perfeição.
Outra Vez
Outra vez, eu tive que me ausentar
Os sonhos foram levados ao vento
E agora não adianta mais chorar
Os pensamentos estão ao relento
Se buscar bem no fundo do meu olhar
Verás gotas de desalento e sofrimento
São estações que continuam a passar
E eu um passageiro neste seguimento
Outra vez, eu tive que me calar
Neste silêncio de isolamento
Ali pode minha alma poetar
E a poesia me trazer total alento
Mas talvez ninguém possa entender
O que para muitos é pouco fundamento
Quando se ama para valer, faz viver
E só vive quem tem amor no sentimento
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
fevereiro de 2016 – Cerrado goiano
Vão te julgar sem saber o real teor do assunto.
Talvez um dia mesmo os desavisados entenderam que não é frieza.
Mas sim uma incapacidade de lhe dar com uma causa sem futuro positivo.
Então ficar longe é a mais sensata decisão.
Decida se recolher.
Decida viver por você.
Não viva por outros. Prepare-se!
Um dia de cada vez.
Entenda que no final de tudo é como um quadro onde você pinta. Rabisque, apague, amplie e colore. Você pode mudar a aquarela desse quadro por você. E se não for por você. Jogue-o fora!
E preciso estar e sentir-se bem.
Confie! Ja nascemos sabendo o que é bem e o mal. É instintivo!
Estou tão acostumada a interpretar um personagem que é difícil para mim agir normalmente. Com uma câmera por perto, eu viro outra pessoa.
Acreditarmos numa outra VIDA após a morte desta em nós tida…
"Nisi credideritis, non permanebetis!"
Isaías- 765-681 a. C.
Em isto não acreditar
Será não permanecer;
Quando esta vida acabar!...
Será viver; pra morrer.
Por em tanta mentira acreditarmos;
Nesta breve passagem pela vida;
Que pena, ao olharmos pra uma outra havida;
Sequer acreditar, NELA; pensarmos!
Que pena, nesta era em que na ciência;
Em que todos firmamos, bom saber;
Por bem provado em nosso conhecer;
Nos tão falte da TAL, ainda a evidência!
Vamos, pois, lá tentar acrescentar;
Evidências a nós apresentadas;
Por quem, sem ter mentido; outra viveu!...
Mas nem sequer a nós, falou em ver Céu!
Nem sequer de um lugar, pra Almas penadas;
Mas trouxe, outro VIVER; pra a nós contar.
Pós tanto MORTO, em nós, já regressado;
São horas, de deles factos, apurarmos!
Pra na de nós, ciência, acrescentarmos;
O vivido, por tais; nesse passado.
Com Carinho;
