Tag nostalgia
O sonho do impossível é que desistamos de lutar, de ver além e acreditar na nossa capacidade e sagacidade de viver.
Em minha vida
Jazia a alegria
Disfarçava a nostalgia
Em um rosto que sorria
Até que veio este dia
Que me trouxe
o que eu já sabia
Um novo tempo de
Amor e poesia
"""""""""""""""""""Ínfima Existência"""""""""""""""""""
Se eu tivesse que dizer exatamente o que sinto, te poluiria.
Quando pequeno desconhecia o todo que me rodeava e desde então o mesmo me encanta. Vai segundo vem segundo, e não me esqueço. As experiências que tenho só servem pra me acarretar mais dever. Dever com a ínfima existência da minha pessoa. Essas palavras que deixo são a esperança de manter a mesma.
A química e o magico se misturam de uma forma desconfortável. Gostaria de poder amar um e odiar completamente o outro, contudo não sou dono do cosmos, mas filho dele.
Sinto falta de chá de erva doce pela manhã...
Nostalgia
Nostalgia!
Na fazenda, nosso televisor de cubo.
Quem a possuiu, sabe como era o giro da antena do lado de fora....
Quem nunca viu, jamais saberá dos tempos nostálgicos..
Em noites de frio,
O vento balançava o objeto de alumínio...
E o desejo de assistir um programa de TV subestimava toda coragem...
Restam saudades...
Os vazios foram preenchidos com novas tecnologias.
Hoje, tudo é diferente.
Só vejo notícias desastrosas.
As redes sociais estão aí.
Entre muitas, só se fala em ódio, desigualdade, carência, descrenças, desavenças e depressões e muitas outras notícias ruins...
O verbo passar, nunca saiu do trilho.
Tudo passou, voou e não voltou.
É um filme que passa na alma.
Naquele tempo, eu pensava que era a criança mais infeliz da terra..
O que transitou, perdeu seus faróis.
Na atual fase, estou perecendo em uma descontínuação ultrapassando décadas.
Pensando como adulto,
Eu fui,
A criança mais feliz do passado....
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Há um tempo atrás, eu me lembrava de você com saudades, com uma nostalgia bonita do que foi sem nunca ter sido. Hoje, nas raras vezes que penso em você, eu sinto saudades de mim, da pureza que você levou, dos meus sonhos que você matou e do horizonte que se estendia à minha frente cada vez que eu abria as janelas da alma e olhava pra dentro de mim.
O sol amanhece tímido, sem pressa alguma de acordar.
A brisa do amanhecer sopra fria, trazendo a nostalgia do outono.
Nesses dias tão cheios de poesia o meu pensamento vaga saudoso pelas lembranças de um tempo remoto e silêncioso chora pela dor do que eu tive que esquecer sem que jamais tenha esquecido.
Às vezes fico pensando
O tempo que ficou para trás
O tempo que podia ser tempo
Mas que há tempos deixou de ser
Cadê o tempo
Que era tempo?
Será que dará tempo
De tempo ter tempo?
O tempo que era...
O tempo que está...
E o tempo que há de ser..
Tempo...
Será em breve um novo tempo?
Ah o tempo, quanta saudades deixou...
Espero ter tempo de tempo ter para aproveitar tudo aquilo que desejo ter...
TRANSBORDAR
Porque nós somos pequenos demais;
Pequenos para a imensidão,
Imensidão que não conseguimos abrigar.
Sendo nescessário expandir, transbordar...
Expandir em versos,
Expandir com amor,
Expandir com atos e sorrisos e a leveza dos nossos sentimentos, sobre a brisa do vento que leva o pensamento,
Leva o pensamento aos velhos tempos,
Às memórias, doces momentos...
Viajo, navego, penso, em acontecimentos que nunca vivi,
Mas que estão por vir; na tragetória do destino intenso.
Com movimento, com movimento,
Com o movimento do vento...
CARA NOSTALGIA
Saudade! Da tua voz balbuciando
E o bafejo na nuca dando arrepio
Saudade! Do teu olhar tão gentio
E os nossos sentidos se tocando
Noite de junho, frio, carinho macio
Ao luar e, nosso coração vibrando
Piando ao vento, ao vento brando
Acalmando a alma, doce fascínio
Saudade! De ter-te no sentimento
Sussurros atraentes, tão sedento
O teu toque, tão pleno de paixão
Saudade! Do que era importante
E que agora se senti tão distante
Saudade! Cara nostálgica sensação!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 junho, 2023, 19'34" – Araguari, MG
Nostalgia é falta de sabedoria, mas minha melancolia traz a nostalgia, em um ingênuo e disfarçado ato de bondade que me destrói e desgasta. Odeio não ter o controle das situações, não suporto minhas lembranças bobas. Se não fizer sentido, lembre-se, estou nostálgica.
Quem ainda não foi tomado de profunda nostalgia sem saber de que ou por quê. Certamente tem uma razão de ser e porquê. Algo que ficou num passado remoto que, para o nosso bem-estar, a inteligência suprema - DEUS - não permite que recordamos, nos poupando de um sofrimento maior.
Sábado
Dia dos pensamentos longínquos
Dia da saudade
Do beijo não dado
Da vontade de abraçar...
Sábado
Dia de passar o dia procrastinando
Dizendo que tenho direito de descansar porque ontem foi sexta
Dia de deixar tudo pra depois e acumular.
Sábado
É dia de ficar quieta, inquieta até dá sono
Vontade de ficar mais um pouco e partir
Dia de ficar zangada, feliz, amuada no canto falando baixinho pra vida ir de vagar...
Sábado
É dia de querer dançar na chuva
Quando pela janela o sol tá rachando tudo.
É dia de esvaziar o coração e sentir o peso que ele carrega e, ficar ansiosa porque depois de amanhã já é segunda.
Já é sábado
E ninguém chegou.
Só saíram e esqueceram de voltar.
Ela, a saudade
Se ela de novo à minha inspiração
Dolorosa, para a minha serenidade
Hei de dizer-lhe tudo com exatidão
Dum mártir vingador, na crueldade
Pouco importa o gesto, a suposição
Não se fez crente a minha piedade
Pois bem, serei frio e sem coração
Dar-lhe-ei alheação, infiel saudade!
Mas, ai! sentir-te é ter uma fração
É suspirar, imaginar e fazer parte
Que ainda aperta o peito, emoção
Tento, evito, devaneio, desmedido
Caio num versar de ti, tão covarde
E, me ponho a sonhar, ter podido!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 agosto, 2023, 16’26” – Araguari, MG
Nas asas do tempo, a nostalgia suspira,
Momentos vividos, o coração ainda inspira.
Teu sorriso radiante, luz em noites escuras,
Nossas mãos entrelaçadas, memórias tão puras.
No eco suave do passado que ecoa,
O amor que vivemos, eterna pessoa.
Nostalgia que dança, como folhas ao vento,
Em meu peito, és o eterno sentimento.
Cinéfilo
Você me frustra como uma comédia romântica,
Me deixa triste como uma novela da record.
Já me alegrou como os doramas,
Tão previsível como os filmes de terror.
Já me encantou com as suas fantasia,
Criando alguns mundos imaginários
Já foi intenso como um filme de ação,
Que me deixava sem fôlego e coração acelerado.
Hoje você é um filme da sessão da tarde,
que ninguém aguenta mais ver.
Se tornou tão chato como Um príncipe em Nova York,
Tão esquecido como as novelas do SBT.
E, às vezes, em um misto de saudade e nostalgia, flagro-me costurando lembranças no tecido delicado do tempo.
Saudade é um punhado de recordações aromatizadas pelo passado no eclipse crepuscular do pensamento.
Realidade mental
Quer um feito mais extraordinário, que relembrar?
Projeções de momentos a frente se vaporizam
Condensam imagens que um dia os olhos filmaram,
Logo, é possível sentir o cheiro, o gosto, e toda a sensação espacial envolvida
Dá até pra revisitar os sentimentos daquele instante ...
E você se move nesta experiência sensorial fantástica:
A emoção te permite aprofundar no plano
Captando as coordenadas das percepções desta viagem,
Para então, te fazer posicionar frente aos detalhes.
Tecnologia inata e sofisticada
É esta realidade mental,
Onde você revive o que viveu
De uma maneira tão autêntica,
Que a nostalgia brota de um jeito bem natural.
...
Existem situações que nos levam a uma saudade imensurável, e aí vemos o Universo parar no tempo. Se melancolia remete a coisas não experimentadas, nostalgia é a lembrança vivida na prática.
Ontem senti uma agrura psicológica e quis ser 36 anos mais novo. Balbuciei uma juventude de barba e cabelos brancos.
Pensamentos escritos em uma das melhores fases da minha vida. O ano era 06/01/1996
Meu amor antigo por você é passado
Mas me deixou ainda mais preso
Deixando-me também magoado
Junto com o maior desprezo
Agora tento me livrar desse pesadelo
Que me atormenta todo a vida
Me pondo a lhe fazer um apelo
Em que sempre perco a medida
O tempo se passou rapidamente
Agora tento colocar-me em harmonia
Em um silêncio por completamente
Longe de dor, desprezo e agonia
À mais pura vida gloriosamente
Em termos de pura nostalgia.
Renê Augusto
06/01/1996
