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Algumas pessoas são como flores, decoram o ambiente por um dia, servem para uma conversa, um riso ou algo mais, mas apenas flutuam e se esvaem no ar, sem um lugar para pousar e, raras são as almas que se curvam para escutar nossos medos, acender uma luz nos nossos planos, beijar as cicatrizes que a vida nos deixou ou ter intimidade para adentrar nos nossos jardins, como um sussurro do vento, com a consciência de que caminham sobre os nossos sonhos.
A gente só entende o valor de uma foto quando não tem mais a chance de tirar outra. Só percebe o peso de uma conversa que não aconteceu quando o tempo se encarrega de fechar portas que nunca mais se abrem.
Quantas vezes ignoramos sentimentos por medo? Quantas vezes deixamos de ser quem queremos, só para não dar o braço a torcer? E então, o que sobra? Histórias que nunca foram vividas, amores que ficaram no “e se...”, amizades que eram apenas ilusões bem montadas.
É fácil olhar para trás e perceber onde deveríamos ter sido mais corajosos, mais atentos, mais vivos. Difícil é mudar isso enquanto ainda há tempo. Porque, no fim, todos vão olhar para alguma coisa e pensar: “Eu poderia ter aproveitado mais…”.
E quando esse momento chegar, não se engane. Muitos não vão atravessar a rua para te ver, mas vão andar quilômetros para te enterrar. No fim das contas, o adeus sempre vem a questão é se, até lá, você realmente viveu.
Quando a Vida Ensina em Silêncio
Há lugares que nos ensinam mais sobre a vida do que qualquer livro. Um deles é o leito de um quarto, onde alguém trava sua última batalha com o tempo.
Ali, entre o som dos aparelhos, o olhar cansado e os gestos silenciosos, a vida se revela em sua forma mais crua e verdadeira.
É no leito que a gente entende o quanto tudo passa rápido. O quanto somos passageiros. O quanto gastamos energia com mágoas tolas, disputas de ego, silêncios que nunca deveriam ter existido e orgulhos que hoje parecem ridículos.
É ali que percebemos que um abraço atrasado faz falta. Que um pedido de desculpas nunca deveria ter sido adiado. Que o “depois eu ligo”, o “na próxima eu vou”, o “um dia eu falo” talvez não tenham mais espaço.
No leito as prioridades mudam. O que antes parecia problema vira detalhe. O que antes parecia pequeno ; como um sorriso, uma mão segurando a outra, uma palavra de carinho vira o que realmente importa.
A injustiça social também dá sinais ali, quando se percebe que nem todos têm o mesmo direito ao cuidado e à dignidade.
E é no leito que se aprende, de forma definitiva: que no final, o que fica é o amor dado e recebido. As presenças, não as posses. Os afetos, não os feitos. Os gestos simples, não os discursos bonitos.
A vida é agora.
E quem a gente tem por perto… é o que faz tudo valer a pena.
AetA 🙏🏽
Aquele que contempla estrelas está perdido em meio a um paradoxo, você não está vendo o estado real de uma estrela mas sim oque ela era a vários anos atrás em seu passado , porém ao mesmo tempo você vislumbra o futuro onde tudo tem seu respectivo final sendo o brilho da estrela sendo apagado e só restando o vazio ou o escuro infinito do universo.
Noticiar a morte causa mais impacto do que noticiar o pedido de alguém para conseguir uma vaga num hospital público e ser atendido devidamente. O ser humano com seu lado egocêntrico, mesquinho, vil... sofre e gosta de se despedir!
A gente paga imposto até na compra de uma bala, difícil é você achar uma bala no valor de cinco centavos para chupar. Você pode achar uma bala perdida e ser morto por um sistema que marginaliza parte da sociedade para se manter acima da mesma.
Funeral é um treco doido. Basicamente um monte de pessoas se reúnem ao redor do corpo pra olhar e confirmar que o morto morreu.
Como, ou quando?
Uma vez me fizeram essa pergunta relacionando-a à morte.
Você prefere saber como morrer, ou quando?
Eu obviamente escolhi "quando", até porque eu iria ficar paranoico com simples ações que tem algo a ver com como eu irei morrer.
Já parou pra pensar que você vai morrer tomando banho?
Você acha que continuaria tomando banho com a mesma frequência?
Diante disso eu comecei a questionar algumas coisas
Se o "como" me desse a informação que eu morreria baleado, o que me impediria de pular de um avião sem paraquedas?
Eu conseguiria?
Ou o fato de eu saber o "como" mudasse completamente a minha vida?
Afinal, o "como" ainda não aconteceu, certo?
Você evitou morrer diversas vezes por conta das suas ações ao longo da sua vida
E na grande maioria, você nem sabe
As vezes eu penso nas pessoas que decidiram fingir que estavam doentes pra não irem trabalhar no dia 11 de setembro
Penso nos alunos que acabaram dormindo mais do que deveriam, e não foram para a aula no dia do massacre de Columbine
Penso nas pessoas que decidiram tirar férias no dia que ocorreu a explosão da usina nuclear de Chernobyl
Mas de qualquer maneira, essas pessoas que decidiram faltar o trabalho, ou que dormiram mais do que deveriam
Aquele não era o "como" muito menos o "quando" deles
Se não houver uma ruptura na linha do tempo entre o passado e o futuro, é impossível escapar do seu destino
Uma coisa é certa, você nunca vai deixar o destino acontecer, você vai fazê-lo acontecer
Ninguém pode escapar do seu destino, e quanto mais você tentar, mais perto do mesmo você estará.
Bem... diante disso, você deve pensar que o "quando" é um mar de rosas
Mas ele consegue ser ainda pior
Você pode ter medo de aranhas, de lugares apertados, de altura, mas o verdadeiro terror, é saber o dia da sua morte
Vários presidiários no corredor da morte já relataram: o que mata não é o choque, não é o gás, nem o veneno, o que realmente mata, é a espera
Todos vamos morrer algum dia, e isso é um fato
Agora saber o dia... é um fardo
Imagina que o "quando" te dê mais 7 anos de vida
Logo de cara, você se assustaria
Você não gostaria nem um pouco de receber apenas mais 7 anos de vida
Mas de qualquer jeito você enxerga essa sabedoria como uma dádiva, e crê que graças a esse dom de saber o "quando", você vai poder aproveitar a sua vida
Você então larga tudo, se demite do seu emprego, larga a faculdade de medicina, e vai aproveitar seus últimos 7 anos de vida
Você então vai viver sua vida intensamente, mas em menos de 6 meses, você vai perceber que está estranho
Vai ver que não está mais se divertindo, o dinheiro tá acabando, e você percebe que ao saber o "quando" você vai morrer
O sentido da vida passa de desconhecido, para inexistente
E você acaba os últimos 6 anos e 4 meses em um apartamento barato em Londres, vivendo de pão e água
Passando o dia na frente de um aparelho televisor, com a mente desligada, apenas esperando o dia em que seu tempo se esgotará.
A vida é formada pelas consequências das nossas escolhas e atitudes. Já a morte, bem, a morte é a consequência de se estar vivo
Escrever já não é mais suficiente, a vontade toma conta quando os fatos se comprovam.
Vejo imagens na minha cabeça onde rasgo meu pescoço. Eu preciso ser dilacerada como um porco. Rasgada.
Alguém precisa me partir ao meio, pois sou covarde.
16/05/2021
O medo da morte é a mais pura invenção do mal; o prazer pela vida, a mais genuína ilusão do bem; a solução destes problemas é simples: morrer para esta vida.
Tempo ao Tempo.
Bem escrito.
Se o fim é inevitável , se é que existe fim, ele deve ser bem escrito...e assim foi.
Pessoas perdem entes queridos e têm dificuldade em mantê-los vivos. Elas se recuperam rápido, seguem suas vidas e se sentem péssimas. Pra outras, o difícil é mantê-los mortos. Não as deixam em paz pelo resto da vida. É amor e luto, querida. Não existem regras.
Dizem que apenas os bons morrem jovens, mas isso é apenas uma frase de uma música idiota que costumávamos cantar. Não é real. Não é verdade.
