Tag moderna
Com a pressão da vida moderna mal administrada e suas multitarefas, o desequilíbrio físico e mental tornam-se mais graves, proporcionando manifestações psicofísicas através de processos inflamatórios e auto imunes.
A censura moderna não nos prende nem nos manda calar. Atormenta-nos a vida e diz-nos que temos a boca bonita quando está fechada.
Sobre o relacionamento com os outros... aí vai de saber escolher os amigos, as relações e quem estará do teu lado. E talvez mais ainda sobre o relacionamento consigo mesmo...
Mulher moderna, inteligente, autoconfiante, dinâmica, não se intimida diante dos obstáculos, nem dos desafios do mundo. Apesar de toda essa segurança, existe uma mulher como qualquer outra debaixo de toda essa eficiência. Mas, curiosamente, este é o tipo de mulher que intimida alguns homens.
"O tempo que se perde"
"Um dia voce vai olhar e vai ver que jogou algo fora...
E pela janela se foi o futuro...
A esperança em outrora...
O coração rasgado que era seu somente...
Marcou a carne e roubou a alma que sonhava inocente...
Morre a flor junto a lembrança...
Trai a carne quando assassinam a esperança...
Para o coração quando se enxerga o tempo que passou...
Eu morri!
Voce me matou!"
"Nicanor Bessa - Poeta de periferia"
"Tempo"
Pensar em voce só me faz entistecer o espirito...
O coração bate no compasso do ponteiro do relogio...
Porque sofremos?
Porque esperamos que um dia mudará?
Caira do céu a solução para o nada que é a vida do homem?
Passamos seis horas diarias dormindo...
No minimo oito trabalhando...
Duas horas para aumoço e janta...
Mais duas ou tres, iludindo a cabeça com as correntes alienativas...
E que sobra da vida para nós mesmo?
"Óh homem, que goza tu da vida que realmente possa me provardes que é usufluinte de seu livre harbitrio?
Ou serás apenas mais um escravo no tronco ao qual o feitor mais odeias?
Se tens direito de escolha, escolhestes errado!
Pois vives uma ilusão medonha... Enlouquecido, desesperado, Escravo do produto de suas mãos!
Ao acaso é Deus seu escravo?
Ele precisa de ti para seres Deus verdadeiro?
Como podes tu teres virado escravo de tua criação óh homem?
Porque o Deus ao qual realmente tu segues, não pode nem devolverdes o tempo que passou!
Tú não sois guerreiro....
Sois escravo!
Ansiedade moderna: O pressurosismo
'Depois', para quem sofre de ansiedade, não é menos que um instrumento de tortura.
'Sobrecarga', para quem sofre de ansiedade, não é mais que uma consequência recorrente do querer e do fazer imediato, do "tudo agora".
'Angústia', para quem sofre de ansiedade, não é senão o efeito da consciência do tempo corrido em vista do que ainda não foi realizado, da decepção corrente ou mesmo da perca definitiva/temporária da esperança.
Um artista tem que ser livre, e transmitir através da sua arte essa liberdade a pessoas quadradas que querem ser livres, aqueles que se dizem artistas mas são presos a formas, normas, convenções, não são artistas, são pessoas quadradas reproduzindo o passado.
Esse é o retrato de uma mulher moderna, dessas que vai a luta, estuda e trabalha. Paga tudo o que consome e não depende de ninguém. Ela é forte e destemida. Decidida! Faz o que tem que ser feito!
Cumpre suas missões com maestria.
O mundo pode estar desabando que sua cabeça continua erguida. Ela vai equilibrando, equilibrando e coloca tudo em seu lugar. Do nada outra bagunça acontece e lá vai ela arrumar.
Flexível, se adapta rápido as mudanças.
O segredo do sucesso? Ela nunca desiste. Se não der certo hj, ela dorme e ao amanhecer, ela tenta mais uma vez. Ela vive por um fio. Mas o sorriso está estampado na boca que diz: tá tudo bem!
E está tudo bem! Quando não está ela faz ficar. Ela arruma um jeito de amar. Amar é o que faz essa bombinha não estourar.
Quem conhece essa mulher?
Os tempos mudaram muito, e os sultões da era moderna,
perigam ficar presos a apenas uma odalisca que saiba prende-lo
em seus laços e entrelaços...
UMA ODALISCA MODERNA
Marcial Salaverry
Bernardo sempre gostou de namorar. Sempre dado a muitas conquistas. Rapaz de conversa fácil, muito sedutor, tinha muita facilidade para conseguir namoradas.
E as meninas de sua cidade não lhe resistiam. Por estar sempre com três ou quatro namoradas ao mesmo tempo, acabou conseguindo o título de “Sultão”, e as meninas que cediam à sua sedução eram conhecidas como suas “odaliscas”.
Mas todo conquistador tem seu dia fatal.
Um dia, conheceu Elvira, encantadora morena de lindos olhos verdes. Ao vê-la, não perdeu tempo, e logo quis coloca-la em sua lista de “odaliscas do sultão”.
Apesar de conhecer a fama do rapaz, ela se encantou com seu jeito matreiro, mas decidiu que não seria apenas “mais uma odalisca”, e não cedeu de imediato, procurando resistir sem cair na rede.
Pelo contrário, usou de sua sedução para conquista-lo. Com muito jeito, fez o rapaz sentir que não teria as mesmas facilidades que sempre tivera em conquistas anteriores.
Bernardo sentiu-se meio perdido. Pela primeira vez encontrava resistência. A danada da morena era linda demais, e acenava-lhe com jeitinho matreiro, prometendo delícias mil. Mas teria que saber conquista-la. Quanto mais insistia, mais se enredava na teia preparada pela esperta menina.
Quando ela sentiu que o conquistador estava conquistado, deu a cartada final.
Não seria apenas mais uma das “Odaliscas do Sultão”, mas sim, apenas aceitaria a condição de “Favorita do Sultão”. Aliás, do “Ex-Sultão”, pois Bernardo teria que esquecer as outras odaliscas, vivendo apenas para Elvira, a Odalisca Moderna, que com seu encanto sedutor e fatal, encerrou a carreira do Sultão de Arcoazul.
Ninguém acreditava naquele casamento, pois todos acreditavam que logo Bernardo estaria de volta às suas conquistas. Mas o conquistador foi irremediavelmente conquistado.
E hoje, ele olha para seus netos, e não se arrepende de ter mudado de vida. Ficaram as doces lembranças das aventuras antes vividas, e os gostosos prazeres de uma vida em família.
Realmente, a vida tem suas surpresas.
Marcial Salaverry
O Google é como um vírus da gripe no mundo, um dia ele te pega. Em algum momento da sua vida pessoal ou profissional você vai contrair esse vírus da era moderna, que está presente em quase tudo. Será que isso é bom ou ruim?
“As experiências utilizadas no passado onde se era imposta à violência para se adquirir o controle não deram certo. Descobriu-se que é necessária uma autonomia, mesmo que ilusória, por parte do controlado, no sentido de permitir o controle sobre si. Foi com esse objetivo que nasceram as redes sociais. Então, nós, movidos a like's prestamos conta aos nossos controladores sobre o que vestimos o que comemos, para onde vamos é com quem nos relacionamos. Atualmente a servidão voluntária tem sido a forma mais inteligente de se escravizar."
Na sociedade moderna, o tamanho do bíceps, do celular e do ego, aumentam na mesma proporção que a massa encefálica diminui.
ATRAVÉS DA JANELA DO ÔNIBUS
(...)
As pessoas não nos ouvem porque estão em seu caminho andando rápidas demais, ou então caminhando como zumbis surdos-mudos. Quando sofremos, paramos diante do sofrimento, pois, enfim, algo de extremamente real está a nos deixar perplexos. O conforto da ilusão acaba, e a boa vida, simples, tranquila, é interrompida por algum fato traumático, insólito, estranho. Algo nos arranca da hipnose coletiva e nos põe sozinhos, não por estarmos sozinhos no mundo, mas por nos acharmos fora da catalepsia cotidiana de quem levanta da cama, toma café, põe o mesmo uniforme ou terno e vai para o mesmo trabalho quase que sem lembrar-se em que dia da semana está. Para uns, isso é a glória e o orgulho por se sentir um herói fora do gado humano. Para outros, experiências dolorosas ou alegres, desde que excedam o "script", são sintomas de que estão fora da realidade.
(...)
Naquela noite, não pude dizer nada à garota, pela distância em que me encontrava dela. Os policiais já tinham se encarregado de soccorê-la, além de, eventualmente, servirem de psicólogos de improviso. O gado do ônibus seguia para seu estábulo, bem disciplinado e anestesiado. A garota ficou lá, à mercê do princípio que diz que seres humanos não devem estar fora do convívio social. O ser humano é um animal domesticável, interdependente de seus pares. Nenhum de seus pares parecia lhe ouvir, as manadas humanas lhe passavam sem notá-la. O ritmo do mundo a atropelava e a redoma em torno de nossos ouvidos impedia que seu uivo ecoasse em nossas mentes. Apenas o vidro da janela do ônibus me permitiu ver a paisagem do medo e da perplexidade. A banalidade da Vida veloz e sem conteúdo impera sobre o sabor das lágrimas daquela garota.
("Através da janela do ônibus": http://wp.me/pwUpj-L6)
Para chegar à posição de hoje, muito lutou a mulher para vencer conceitos e preconceitos que ficaram para trás, mas muita coisa ainda precisa ser feita...
Ósculos e amplexos,
Marcial
REAPRESENTO A MULHER MODERNA
Marcial Salaverry
Coisa interessante vem acontecendo no chamado "mundo feminino". Aquelas criaturas submissas de algumas décadas atrás, iniciaram uma reação espantosa, em defesa de seus direitos, e assim surge a figura da mulher moderna, independente, lutadora, que nada tem a ver com a figura feminina da primeira metade do século passado, sempre submissa à autoridade absoluta do macho dominante.
Para conseguir essa reação, tiveram de passar por muitas lutas, muitas contrariedades. Muitos preconceitos tiveram que ser vencidos. Tiveram de dar murros em ponta de faca, e portanto, as jovens de hoje, que estão atingindo um ponto quase ideal nessa conquista feminina, devem saber olhar para trás, e reverenciar a figura das primeiras lutadoras. Vejam como era a vida de uma dessas pioneiras, cujo "crime" era querer trabalhar fora para auxiliar no orçamento familiar. Queriam, simplesmente adquirir aqueles eletrodomésticos que iriam facilitar a vida no lar, e o preconceito machista queria tolher essas iniciativas, pois eles não queriam perder a posição de "chefe supremo", que consideravam como "direito adquirido".
Tentem acompanhar o dia a dia de uma mulher moderna, dos anos 60, até o inicio dos anos 90, para poder analisar melhor, o que era "Ser Mulher Moderna", nessa época.
Tal acompanhamento era meio impossível, pois geralmente a mulher se subdividia em tantas, exercendo tarefas tão diversificadas, que se tornava cansativo acompanhá-las.
Tentem imaginar. Coloquem-se na época. Para quem pertenceu a essa geração, é fácil lembrar-se:
Levantar, e fazer os filhos também se levantarem. Preparar café da manhã para uma turma sempre atrasada, e que tem de fazer tudo correndo. Depois, levar filhos para a escola. Voltar correndo para casa, e "dar um tapa" na limpeza, porque tem que sair voando para o escritório onde trabalha, porque tem que "arredondar" o orçamento familiar. Chega a hora do almoço, tem que ir "a jato", pois antes de ir para casa e preparar o almoço, ainda tem que buscar as crianças. Tem que improvisar rapidamente algo para comer, e de novo sair "voando", porque antes de voltar para o emprego, ainda sempre tem que levar alguém para algum lugar. Isso, se não tiver que dar um atendimento porque um dos filhos se machucou na escola, e requer um curativo.
Depois de uma "tranquila" tarde no trabalho, tem que sair em disparada, porque tem que ir pegar aquele alguém que ficou em algum lugar. Aí, vai para casa. Beleza. Pode descansar o resto da noite. Sim, mas antes tem que fazer a janta, ver se aquele machucado sarou, atender o outro que está com dor de dentes, e, lógico, preparar o aperitivo do marido que voltou do trabalho, e exige atendimento da consorte (será com...sorte mesmo?).
Finalmente, pode ver sua novela e descansar... Sim, depois de lavar a louça, colocar a roupa suja na máquina de lavar, e mais alguma coisinha que aparece. Aí, vai assistir sua novela sossegadamente, só que nos comerciais tem sair correndo para tirar a roupa da máquina, estender no varal, mas não é só, pois ainda restam ainda algumas pequenas tarefas, quais sejam: botar as crianças para tomar banho, colocá-las na cama, separar os irmãos que sempre começam a brigar. Aí, exausta, prepara-se para uma bela e reparadora noite de sono, só interrompida umas quantas vezes, para ver porque um filho está tossindo, ver o outro que fez xixi na cama. E quando tenta finalmente dormir, o marido está roncando do lado. É mole, ou quer mais?
Vocês notaram quantas profissões a mulher exerce? Anotem: Nutricionista, Conselheira, Cozinheira, Copeira, Encarregada do Setor de Limpeza (faxineira), Diplomata, Enfermeira, Professora, Motorista, Médica, Psicóloga, e tem mais, só que não lembro agora...
O argumento na época dizia que, já que as mulheres queriam ter igualdade de direitos, também deveriam ter igualdade de deveres.
Só que a coisa ficou meio desigual, pois, além de trabalhar fora, como elas desejavam, também continuavam com suas antigas obrigações de donas de casa, totalmente "imexíveis",porque eles nem sequer cogitavam a idéia de auxiliar alguma coisa em casa...
Ou seja, quer trabalhar fora, vai, mas tem que continuar cuidando da casa e de todas suas "obrigações". Isso, porque ainda persistia aquele famoso ranço machista que a maioria dos maridos adotava, o famoso :" Mulher minha não trabalha fora". O famoso conceito do "mulher minha não pode isso ou aquilo". Algo que sempre doeu nos ouvidos de homens de bom senso que não pensavam assim...
Claro que as coisas tinham que mudar. Para tanto elas tiveram que juntar forças, e continuar a disputar palmo a palmo seu espaço no mercado de trabalho, sempre tendo que enfrentar o preconceito masculino. Tiveram que começar a "matar um leão por dia".
Quando mostraram claramente que seu salário era importante para a composição do orçamento familiar, tiveram condições de exigir a contratação de empregadas, para substitui-las nas funções domésticas. E a briga continuava, como veremos mais adiante...
E apesar disso, ainda poderiam ter UM LINDO DIA, algo que lhes é devido desde que o mundo é mundo...
Continuando a Parte Um, entendemos que para chegar à posição de hoje, muito lutou a mulher para vencer conceitos e preconceitos que ficaram para trás, mas muita coisa ainda precisa ser feita...
Ósculos e amplexos,
Marcial
REAPRESENTO A MULHER MODERNA - PARTE DOIS
Marcial Salaverry
Lembrando de que nossas heroínas começaram a luta, e logicamente resolveram ir até o fim, malgrado a oposição encontrada quase generalizada, inclusive mesmo de mulheres, que não concordavam que se tentasse mudar aquele estado de coisas.
Acontece que seus pais, irmãos, maridos, namorados, certamente criticavam toda e qualquer tentativa de conseguir alguma coisa. Eram boicotadas nas Faculdades ditas de "coisas de homem", como Engenharia, Direito, Medicina. Sempre eram direcionadas para Economia Doméstica, Belas Artes, Magistério, Música, enfim. o que era considerado como "coisas de mulher".
Apesar dos boicotes, contra tudo e contra todos, foram à luta. E foram conquistando seus espaços. Mas tinham que matar aquele leão diário, e para conquistar seu lugar no mercado de trabalho, tinham que mostrar muita competência, e assim, muitas desistiram, mas a semente da revolta estava germinada.
Começaram a "briga" doméstica, tentando conseguir melhores condições dentro de seus lares, pois devido ao acúmulo de funções, sentiam a necessidade de contratar empregadas. Os salários que ganhavam cobriam bem as despesas extras que vinham surgindo.
Muitas tiveram êxito, pois contaram com a compreensão de seus companheiros que, tendo uma visão mais aberta do que a maioria, começaram a dividir responsabilidades, abrindo diálogo amistoso, dividindo funções dentro de casa, e aceitando que as esposas também poderiam ter competência para cuidar de muitas coisas que a maioria dos homens queria manter intocáveis.
E essas mulheres, em sua maioria, mostraram que realmente "tinham algo a dizer". Começaram a mostrar no mercado de trabalho, que poderiam disputar postos com igual competência e eficiência do que os homens, e que as restrições absurdas não tinham porque continuar.
Mas nem todas tiveram a mesma sorte. Uma grande maioria continuava completamente castrada em seus direitos mais comezinhos.
Por incrível que possa parecer, conheci diversos casos, em que os maridos sequer permitiam que as esposas assinassem cheques. Que dirigissem carro, então, nem pensar. Prevalecia a famosa expressão que muitos enchiam o peito para dizer: Mulher minha é para cuidar de casa". Essa expressão, "Mulher Minha", nunca consegui digerir, sempre discuti muito por causa disso, inclusive com meus irmãos mais velhos...
A situação era tão esdrúxula que, por incrível que possa parecer, na década de 60, uma mulher casada somente poderia viajar sozinha de uma cidade para outra, com autorização escrita do marido. Juro que é verdade.
Claro que essas divergências domésticas começaram a trazer consequencias, pois as mulheres queriam porque queriam fazer valer os direitos conquistados. Começaram a chegar à conclusão de que a máxima que sempre gerira suas vidas, o famoso: "Ruim com ele, pior sem ele", não expressava a realidade.
Se elas estavam conseguindo trabalhar fora, começavam a ser bem sucedidas em seus empregos, por que deveriam continuar sendo subjugadas em seus lares?
Tendo provado sua capacidade, mostrando ter condições de sobrevivência, muitas muniram-se de coragem, e puseram fim a casamentos castradores, querendo mostrar que realmente tinham condições de viver por sua conta e risco.
Só que começaram a enfrentar outro problema sério, o da discriminação que começou a ser feito, na época, à "mulher separada". Era discriminada por suas amigas ainda casadas, que temiam por seus maridos. Os homens, por sua vez, julgavam-nas "disponíveis" . Por ser "mulher sozinha" toparia sempre qualquer parada. Pelo menos essa era a idéia...
Realmente, a coisa ficou um pouco mais complicada, ainda mais que muitas vezes, eram perseguidas pelos "ex", que se achavam no incrível direito de vigiar seus passos para ver se não "prevaricava".
Só mais recentemente esta situação começou a se modificar, com as mulheres separadas e sozinhas, sendo encaradas como "pessoas normais", e não como "Mulheres a beira de um ataque de nervos", desesperadas para conseguir alguma companhia masculina.
Claro que, como qualquer pessoa normal, gostam e procuram companhia, mas, devido à experiência adquirida em vivências anteriores, tornam-se naturalmente seletivas, não desejando estar com alguém só para fugir da solidão, mas sim por acreditar que aquela companhia lhe poderá ser agradável.
Podendo assim, ter seu LINDO DIA, e que poderiam gerir sua vida como melhor lhe aprouvesse, sempre em busca da desejada felicidade...
O erro da filosofia moderna, foi abandonar a matemática. Pergunte para um físico experimental o peso de uma ideia, somada a uma tonelada de amor.
"Nada me adianta cursar filosofia para tentar criar uma filosofia, se vou ser reprovado por criticar a filosofia que já existe."
Eu queria te dizer que te amo, mas, ao mesmo tempo, não te amo.
Eu queria te dizer que te quero, mas, ao mesmo tempo, não te quero.
Quero me envolver com você, te fazer mais feliz, mas, ao mesmo tempo, não crie expectativas de futuro.
Eu queria te dizer que te acho linda em todos os detalhes, que te admiro muito! Mas, não vou te dizer isso sempre, na verdade, quase nunca, porque não quero que você confirme a sua grandiosidade.
Queria te dizer...só queria, na verdade não vou falar nada, tão somente que não crie expectativas e que não temos nada.
Vou me afastar quando você estiver triste, com problemas, mas fico perto se você vier atrás de um amigo.
Queria te dizer que você foi única, que o seu beijo foi mágico, o seu toque inesquecível, a sua risada inspiradora e que te quero para a vida toda. Mas, vou guardar tudo isso comigo, porque a vida é curta e quem sabe eu encontre alguém melhor do que você.
Enfim, não se iluda!
Eis a "relação" moderna.
Conversa (des)afinada, por Alexandru Solomon
Uma fábula moderna
Determinado cidadão incomodado com o visual do Lula, nutre o projeto de raspar-lhe a barba. Daí, sabedores dessa vontade secreta, um barbeiro e um ajudante (de barbeiro, obviamente) marcam uma reunião com o sonhador. Na reunião o barbeiro louva seu talento em raspar barbas e oferece-se para ajudar. No meio da reunião que decorre em ambiente cordial, discussões sobre qualidades de navalhas rolam soltas, meu personagem ouve uma batida na porta. Entra o tio... dele que pede desculpas pela invasão, mas como conhece o barbeiro cumprimenta polidamente e sai.
Terminada a reunião, o barbeiro liga para um amigo dele que não pode comparecer ao meeting (com o perdão pelo horrível neologismo) e comenta o que foi discutido. “O tio está acompanhando”, diz ele. Por acaso, a ligação é interceptada por autoridades (com autorização judicial, naturalmente) e a frase pinçada – “a barba do Lula poderá ser cortada e o tio participou da reunião” faz alçar sobrancelhas preocupadas nas mais altas esferas. Pergunta-se. O meu personagem deve ser preso por intenção de agressão ao melhor presidente que o Brasil já teve, na apreciação algo imodesta do próprio? O tio que entrou e cumprimentou deve ser processado também por participação na trama sórdida?
O maior defeito de fábulas desse gênero é induzir os leitores a procurar algum vínculo com situações reais, o que seguramente não é a intenção do autor (da fábula)
Como dizia Baltasar Gracián, uns séculos atrás: ´´Alguns fazem caso daquilo que pouco importa e deixam de lado o que tem muita importância´´. Mas isso valia no século XVII, não é mesmo?
