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Nossa! que delícia como nos velhos tempos, café alá mineiro, bolo de fuba!
Mesa pronta, recheada de quitutes, daria até um pedacinho na sua boca!
Está frio lá fora,mas aqui dentro está bem quentinho!
Seria bom, estar nos seus braços depois desse cafezinho!
Mas não sei o seu paradeiro!
Se lembrar de mim, não esqueça de procurar no ar o meu cheiro!
O que é certo é que mesa alguma nos pode agradar sem o condimento da loucura. E tanto isso é verdade que, quando nenhum dos convidados se julga maluco ou, pelo menos, não finge sê-lo, é pago um bobo, ou convidado um engraçado filante que, com suas piadas, suas brincadeiras, suas bobagens, expulse da mesa o silêncio e a melancolia.
Problemas conjugais sempre se resolvem na composição de quatro, em cima de quatro e com grandes emoções; entre quatro paredes, e em cima de quatro pés. Sejam esses pés, de uma cama ou da mesa de um juiz.
O delivery ainda não substitui a importância dos encontros e conversas olho no olho regadas a um bom lanche.
A MESA
A mesa tem seis ou mais cadeiras
circundada dos lugares
entre conversa e cafeteiras
flores, alimentos e familiares
De fazer parte, dares e tomares
Também, conciliação e, nas beiras
Discussão, brincadeiras, milhares
Silêncio, espertezas e besteiras...
De madeira, ouviu histórias sem fim
louças de cor e brancas marfim
Carregadas de emoções
Enfim, entre o olhar pueril
E a velhice, lá está ela, gentil
Servindo a diferentes gerações
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/10/2020 - Cerrado goiano
E é de uma mesa de bar que guardo memórias divertidas, de um passado bem distante... O bar hoje se deteriora pela ação do tempo, a mesa ao seu tempo, de certo, já nem existe mais... Mas, em pensamento, a mesa de bar parece que em cada esquina continua sempre a nos esperar.
Eu acreditei em você desde o dia em que te conheci. (...) Mas acreditar não põe comida na nossa mesa nem roupas no nosso corpo.
A ceia
A mesa está pronta!
Ódio, rancor e muito sangue.
O preparo para a comemoração foi lenta.
Passou se quase um ano.
Na mesa o reflexo de uma pessoa gélida e pálida, não há mais coração.
Ela olha a mesa posta, admira com frieza , o jantar está na mesa, não há convidados nessa noite tão sombria.
Suas receitas ninguém provaria.
Na taça o mais puro fel, cultivado nas montanhas das angústias, colhido nas noites sem céu.
A sua direita uma travessa, uma sopa de lamentos, uma entrada delicada que pede acompanhamento.
Pães feito com puro ódio, com a força do horror.
O prato principal, ela não esquecerá o sabor.
Servido em travessa elegante, grande pedaço de desamor, temperado com lágrimas e até com rancor.
Está frio, e sem sabor, mas ela provou.
De sobremesa um sorvete de coração pisoteado e triturado com calda solidão.
Na sua mente ela repassa todas as receitas que usou.
Percebe que de tudo nada mais tem sabor.
Ela olha para o lado e percebe que nada mais ficou.
E nessa grande ceia ela planejou, gostaria de receber um convidado.
No meio do tempero ela veneno usou.
Mas como não tinha convidados ela mesma o provou.
Um dia houve convidado, porém ele nunca mais voltou.
O veneno usado matou todo seu amor.
Nada mais de ceia, nada de amor
Nada de felicidade, ela nunca mais superou.
E num suspiro o jantar se findou.
Renata Batista
26/12/19
Construa uma mesa forte e resistente, pois quando a tempestade vier, ela pode servir de escudo;
Reúna-se sempre em volta dela para comemorar, agradecer, compartilhar... jamais esqueça a
importância de estarem juntos em volta da mesa, para que os laços fiquem ainda mais fortalecidos!
Sabe aquele momento que você senta em uma mesa de um bar e de repente chega um grupo de pessoas berrantes, sentando na mesa ao seu lado?
Aí você pede ao garçon que queres mudar de lugar pois a gritaría está insuportável, escolhe uma mesinha mais isolada no canto mais tranquilo do bar, o mais silencioso mesmo aonde você queria ficar com a sua namorada/o, senta, pede mais um chopp e dá um sospiro de alívio: "finalmente um poucos de paz...!"
Mas, de repente, chega um grupo ainda mais numeroso de pessoas, ainda mais barulhentas daquelas anteriores e senta exatamente na mesa ao teu lado, gritando no seu ouvido!!!
Sobre essa coisa de escrever um novo capítulo na sua vida: eu já derrubei o nanquim na mesa toda faz tempo
Nem tudo que é bom te faz bem!
Devemos estar atentos aos beijos no rosto daqueles que ceiam conosco, pois com o tempo não estaremos a mercê da sorte e sim da verdade.
Preparemos para lidar com a verdade, pois esta será a cruz a ser carrega.
Desejemos discernimento para ver a luz.
Que o dia amanheça logo!
Pode dormir tranquilo
Quando você acordar
Vai ter surpresa
Nesse deserto
Deus vai preparar pra ti uma mesa
Com a providência que
Você há muito tempo esperou
A MESA
Mesa que apoio meus braços
Por laços a tenho há anos
Mogno maciço curado
A pena, lamentos e prantos
O tempo e o vendaval
O tempo vem com um vendaval, e leva-se tudo...
Tudo se destrói...
Algumas coisas se constroem.
E o tempo é amiga da perfeição
E se voltássemos ao passado,
Apenas, atravessando uma esquina.
De um lado, os nossos sonhos.
Em outro canto, uma estação...
As nossas lágrimas desgarram em nossos olhos.
É como uma paixão que não envelhece...
Mesmo que permaneça algumas semanas,
O vendaval veio para ficar...
Ficaremos bem, meu amor?
E eu não quero ficar sozinha.
E diante do espelho, não quero mais chorar...
O tempo, geralmente, é cruel conosco.
Não chora, meu amor! O mundo nos dará recompensas.
Essas lágrimas são perdidas...
O tempo é cruel conosco.
É capaz de transformar o paraíso em cidades...
E sobre a mesa de bar...
As nossas lágrimas são os goles intermináveis.
O vento é o tempo...
Que nos corrói por dentro.
E a ideia de envelhecer sem você, não me satisfaz.
Então, ser mais um no meio da multidão, também não satisfaz.
Mesmo que os nossos passos sejam diferentes,
Encontrara-me no mesmo bar...
Só o tempo seria capaz de modificar tudo...
O vendaval destruiu os nossos sonhos.
E é por isso,
Que eu estou recomeçando, como a Chuva ensinou-me.
Titânico Mello
