Tag lembrança
Morri no passado. Me enterro lentamente em lembranças. Me velo sem murmúrio. Infungível tristeza que detenho, e por ela sou consolado.
Quero ficar o mais
Próximo possível,
De você
Pois eu sei que
Uma hora ou outra
Você vai achar alguém
E eu vou ser só mais uma
Lembrança.
Melhor ter uma ótima lembrança de um grande amor, que ficar por aí se "misturando" com quem só te usa e não te ama.
1+1=1...
Roubaste-me de mim
Lento e desejosamente
Em fim de noite que abraça a madrugada
Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas
Ali, no quase raiar do dia
Já não sabíamos mais qual corpo
Era parte de mim ou a ti pertencia
A magia somou dois... em único amor
Nossa melhor amiga: gratidão!
Pela vida, pelo encontro... por nós
Pela cumplicidade das marcas
Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão
Trespassado...
Já não conto os dias de sua ausência
Dou por certo que nada restou vazio
Sabemos nós que a saudade ainda é boa
E flutua leve, no eu da emoção...
Conta ela, em alegria prestante
Que fomos sim, namorados, não amantes!
Por isso brotam versos falantes
Que viventes, valem mais que diamantes
Olhe só
As lágrima ainda banham lembranças
Afinal, a perda foi por falta de coragem
Não de amor cessante...
Porque no decorrer da vida vamos nos transformando num resumo clichê das auto versões que deixamos pelo caminho, e não importa o quanto a gente aprenda, quebre a cara, vire jogos, ensaie modos ou se enquadre nos padrões sociais, no que esperam de nós e no que nos dizem que é ser maduros, a nossa versão principal será sempre aquela mais antiga da qual se tem lembrança.
LEMBRANÇA
A casa era branca como a lã branca. Nos fundos: o cachorro rottweiler, as mangueiras, carambolas, forno a lenha, varais, ruínas do cantinho deleitoso da finada Narda e o chiqueiro. Centro de Mucurici. Os coqueiros-imperiais a chilrear um canto melindroso acompanhados dos sinos de Fátima compunham as auras interioranas.As solidões de pores alaranjados já enterneciam o poeta da família. A casa era branca como a branca neve. Na varanda: verde-mato. Vértices e colunas prestes a desgarrar da construção. Vez em quando, sentíamos a noite. Branco-breu, sem fundos, sem varada, sem mato. Mas havia a cadeira de balanço e nela vovó sentava-se.
; é como se, diante disso tudo, eu visse (sozinho) a aguinha do córrego marejar debaixo de uma ponte velha. Lembro-me sempre daquele belo quadro da copa de minha avó a figurar pieguices de camponesas, pobres camponesas. O lustre não suportou tamanho calor: frangalhos. Onde ficou meus suores, meus pelos despetalados, os beiços cintilantes? Sei lá.
... só ficou a poesia. O restante na estante, o mar levou. Subverto sinais gráficos, afronto a língua, blasfemo as compilações e sintaxes. Deus habita nas ruas vazias de minha alma, naquele solzinho gostoso que, vez em quando, põe a vista barquinhos fagueiros.
? Onde está você. Pois seja cada linha dessas não-ditas nas entrelinhas: inevitável e inconscientemente: saudade:
Amor
O que é o Amor?
Sentimento que acalma e ao mesmo tempo te dá pavor
É algo inexplicável aos mente fechada
O que resta é seguir a vida e por fim quebrar a cara
Pois não é uma coisa que se mostra
É sim que se sente
Se eu penso em amor, logo me vem ela na mente
Já sofri e já chorei
Por poucas e boas já passei
Hoje só quero paz
Mas sempre tem aquela lembrança que a felicidade me traz
O que quero da vida? Não sei de verdade
Talvez um pouco de sossego e tranquilidade
Só que lá no fundo sei que estou apaixonado
Não tem como resistir ao sorriso que me deixa encantado
Sei que está aqui dentro escondido
Basta apenas um "oi" pra voltar a mexer comigo
Por isso digo que o amor mora nos detalhes
No sorriso, no cabelo e até na maquiagem
Então se você a ama de verdade, não deixe essa oportunidade passar
Eu não segurei a minha a tempo
E ela nunca mais vai voltar.
No Tempo dos Trens...
Era ali uma antiga e desativada estação
Bancos em madeira desgastadas, pés de ferro
Placas indicando setores, alertando cuidados
Pisos cimentados, cinza, mal conservados
Recordo dos dias em que muitos ali iam
Se postavam em espera sob a coberta plataforma
Uns, com bagagens, outros, à espera do apito
Que, soava em meio à fumaça da locomotiva
Havia ali a presença de ambulantes e passageiros
De anfitriões, de amigos saudosos, gente simples
Olhares sendo trocados... ansiosos por abraços
Meninos curiosos, pais saudosos, férreos trilhos
Namoradas vestidas de “para ver Deus”
Sem maquilagem, inquietas, prendadas
Acompanhadas, como manda o bom alvitre
Desejosas do beijo que teria de esperar
O tempo, discretamente, levou a estação
Desativou a alegria de chegada e partida
O progresso fez da ferrovia vaga lembrança
Onde parava o trem, hoje, passa vento e boiada
"Cada um tem a sua razão para esquecer, mas deveria experimentar a sensação de se lembrar de algo ou alguém, quando não sempre, vez em quando!"
Lembro que quando na vida algo acontece não importa bom ou ruim, sempre terá aquele que te anima sem esconder emoções, onde e que errei quando te magoei. O pedido de desculpa não da mais! Sempre será tarde, porque com suas palavras nunca se superei mais quando no final o orgulho sempre nos tomou, imagino teu sorriso mais sempre me lembro da dor, no dia em que as desculpas se tornaram amor, teu olhar mudou, já não era mais de amor, teu sorriso me hipnotizou sem jamais a ver dor, no fundo era só ilusão mais só quando sofremos vemos o quanto doí uma paixão.
" Nenhuma dor é pior do que a dor da SAUDADE .
SAUDADE que é SAUDADE , nunca deixa de doer.
SAUDADE que é SAUDADE , nunca lembrança vai ser !.
Depois que tudo acabou resolvi me desfazer de vez desse passado sem futuro. Sentimentos com prazos de validade vencidos. Receitas de amor eterno prescritas.
O vento da liberdade se encarregou de levar para longe cada pedacinho de saudade que tinha sobrado. Precisei abrir espaço para o amor próprio e a autoestima.
Juntei os momentos inesquecíveis e os enterrei no túmulo dos indigentes, sem nomes, sem identidades. Apenas vestígios de duas vidas conhecidas que já não se reconhecem mais.
Silenciei a lembrança dos sorrisos e das gargalhadas pois com o tempo se transformaram em um barulho incompreensível. Perderam a graça.
Recolhi as lágrimas de tristeza que esvaziei da alma para regar uma nova semente de amor plantada. Será o meu jardim particular de uma flor só.
Por fim cancelei todos os bilhetes daquelas incontáveis viagens e fiz reserva para um destino inexplorado. Passagem só de ida rumo a um coração acolhedor, receptivo e disposto a me amar plenamente.
Tem sentimentos que não cabe em uma palavra;
Tem saudade que não cabe em um abraço;
E tem momentos que não cabe em uma lembrança.
Um passado olvidado
Este é um fato verídico e sua narrativa advém de um homem com a mente senil, dotado de imaginação obsoleta. Não há em nenhum ponto de sua memória, resquícios das lembranças de sua juventude, no entanto evidencia o total desterro de suas recordações. A narração será, naturalmente lenta e compassada, pois com o passar dos anos o indivíduo extenua e perde toda a sua inerente diligência. O estranho neste enredo é que em nenhum momento lhe faltará decoro, pois o assunto em questão é peculiar e se afeiçoa a hombridade do narrador. Ao engajar o seu início, em momento algum deve ser interrompido, pois uma abrupta intervenção fará com que os corredores de sua mente se entrelaçam, pondo em risco a retidão de suas recordações. O motivo de todo esse desvelo é para com a integridade do palestrador, pois um pequeno vislumbre em sua atenção descarrilará a locomotiva dos trilhos de suas memórias, pois ministrar o seu relato é atribuir valores ao fenômeno imêmore de um passado olvidado.
