Tag lamento
Poucas esperanças
Só há de haver lamentos,
Em noites escuras o medo nos atormenta
E deixamos esperanças de lado e ficamos cegos,
Cegos, cegos, cego
É o que eu queria ser, para não ver as coisas,
Aquelas coisas que nos atormentam quando não temos fé
Não maldigo...
Reconheço!
Sem elas, até aqui não teria chegado.
Refiro-me às tristezas, angústias, desilusões, frustrações e decepções que;
Sobre meus ombros tenho carregado.
Em excesso, erros indesculpáveis foram perpetrados.
Grandes amizades desfeitas,
Assim como amores errados.
Lamento meu passado, forças tenho buscado.
A maturidade aos poucos tem me alcançado.
Agora, só me resta a solidão que eu sempre senti,
Pois a alegria de tão pequena e singela, perdi.
VÁ PENSIERO / VERDI
Va', pensiero, sull'ali dorate.
voa, pensamento, com tuas asas douradas;
Va', ti posa sui clivi, sui coll,
voa, pousa-te nas encostas e no topo das colinas,
ove olezzano tepide e molli
onde perfumam mornas e macias
l'aure dolci del suolo natal!
as brisas doces do solo natal !
Del Giordano le rive saluta,
Cumprimenta as margens do rio Jordão,
di Sionne le torri atterrate.
as torres derrubadas de Jerusalém...
O mia Patria, si bella e perduta!
oh minha pátria tão bela e perdida!
O membranza s'i cara e fatal!
Oh lembrança tão cara e fatal !
Arpa d'or dei fatidici vati,
Harpa dourada dos grandes poetas,
perché muta dal salice pendi?
porque agora estas muda?
Le memorie del petto riaccendi,
Reacendas as memórias no nosso peito,
ci favella del tempo che fu!
fale-nos do bom tempo que foi!
O simile di Solima ai fati,
como Sòlima fez com o destino
traggi un suono di crudo lamento;
traduz em musica o nosso sofrimento,
o t'ispiri il Signore un concento
deixa-te inspirar pelo Senhor
che ne infonda al patire virtü
che ne infonda al patire virtü
para que nossa dor se torne virtude!
Um dia você precisa. E muitos te ajudam, te arrumam um emprego, te dão um pouco de sossego, te ensinam, te iluminam, te dão um prato de comida, uma grana escondida. Te dão apoio moral, um pouco de sal. Te dão um sorriso, o que for preciso. Te estendem a mão, na contramão do Mundo que acha que você não existe. É triste! Um dia você se sente só, tua garganta tem um nó, teu orgulho vira pó! Tem dia que a manhã se faz noite, que o sabor de hortelã é insosso, que teu frango só tem osso. São apenas dias ruins, sem querubins. Teu pastel é de vento, teu corpo ao relento, teu sorriso um lamento. São apenas sonhos sem sono, sentimentos de abandono, como cães sem dono. Um dia você se redescobre, tua alma sempre foi nobre, teu coração nunca foi pobre. E você precisa retribuir, tua paz distribuir, a grandeza da gratidão sentir. Porque se te acolheram é porque te escolheram como merecedor da doação. E doamos porque amamos nosso próximo, pelo menos respeitamos. Agora você, com orgulho, abra o embrulho e veja o magnífico presente que a vida te deu. Ser grato é gesto nato, amor sensato. Somos todos passíveis de ajuda, a coisa muda, nossa vida segue um curso às vezes sem recurso . E a flecha de amor que atira e acerta na mira vem com paixão declarada, emoção dobrada, vida que segue, não negue, diga sim, simples assim!
Eu estava lá na rua olhando as estrelas e pensei comigo: Vai dormir Sandro há ainda um longo dia pela frente para se lamentar
“prego”
Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando
Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG
Desistir... Um verbo que representa infindáveis realidades vividas, mas que pesa bem mais, quando a vida e sua manutenção entra no contexto. Muitas pessoas conhecem o seu sorriso, mas nunca sentiram a sua dor, ou de perto, dividiram o seu lamento. Mas do pequeno grão de areia, o que realmente tem lá fora? No cosmos, onde o desconhecido habita? Antes do Big Bang, o que havia? E depois da morte, o que virá?
São perguntas que Deus não nos permitiu termos as respostas, enquanto aqui carregamos nossos fardos, aqueles que muitos buscam fugir, seja pelo pneu do carro que furou, a comida que no fogão queimou, o cargo não alcançado no trabalho ou o singelo e reprimido amor aquebrantado.
Quantas frustrações humanas! Estão todas aí, elas nos cercam, consomem e validam a máxima de que temos uma única oportunidade de gerirmos nossa própria história, buscando fazermos tudo diferente e, isso independe de quaisquer efeitos colaterais causados, deixando o ciclo sempre em aberto, até que alguém não o compreenda e se proponha um fim. O mais simples, "desistir"...
Convenhamos, aqui estamos apenas de passagem, nos cabendo a compreensão de como por aqui nos multiplicaremos, digo do "pluralizar" que nossa história pode gerar, principalmente em outras vidas.
A menos que o "desistir" nos valha mais que o "persistir"... E, viver!
(Mettran Senna)
Quando então ele partiu,
sem tempo para despedidas,
já passavam dos dezesseis,
o compartilhar das nossas vidas.
Sem remorso,
e sem disfarce,
sem lamento,
e sem perdão,
o singelo desenlace,
de uma ausência viva em mim,
na eterna presença de quem um dia chamei de Pai.
Pelo fato de você não ficar se lamentando o tempo todo, as pessoas acham que você não tem problema nenhum.
Raízes
Estreitam laços, laços estreitos
com as linhas do carinho, um choro,
entre nossos sentimentos, em coro,
no peito, antigos tristes lamentos.
Um choro enfeito, como confeito,
depois, o choro desfeito, perfeito,
que choramos sozinhos, conosco,
da saudade que tínhamos do chão fosco.
Esperei tanto por concelhos, esperei tanto para não errar, mas o meu maior erro foi esperar, agora eu percebi que as coisas não acontecem quando somos cautelosos demais, quando temos medo, mas eu já não tenho mais a mesma energia, aparência ou tempo disponível, todos os dias o espelho me lembra o tempo que perdi. Preciso correr, preciso recomeçar.
Em sua busca incessante por riquezas materiais, o homem não escuta a felicidade bater em sua porta.
Não percamos tempo com lamentos. Os sábios sabem sempre tiram grandes proveitos das circunstâncias adversas e das necessidades que os limita.
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra,
diria com o coração apertado e cheio de lembrança:
Querida Rio Verde das abóboras,
Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin",
"fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta.
Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível,
mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo —
um velho retrato da botina suja de poder.
“Como, agora, olvidar-me de ti?” —
verso do hino que ainda ecoa no meu lamento.
Saudoso, jamais esquecerei do que vivi.
E é mesmo estranho sentir saudade
de um lugar marcado por dor e violência,
mas mesmo com tudo isso,
eu olho pra você hoje e digo com orgulho:
Que bom te ver melhor, Rio Verde!
Ai de Mim, Idealizadora!
(Raissa Santos)
Creio em conexão
Vivo de amores e paixões
Não sei suportar o tédio de NÃO amar.
De não buscar.
Mal de nós: idealizadores!
Pecado meu:
Querer com tanta verdade.
Encontrar...
O que?
Talvez nem eu sabia!
Ai de mim!
Descobrir que existem outras formas de respirar.
Imagina só,
Falar e não sair poesia:
Das mais cruas,
Mais duras e cruéis,
Dessas que rasgam o peito
E nenhum curativo é suficiente.
Ai de mim, se ei não tivesse cicatrizes de amores passados.
Dores vivas que não me largam.
Como vivem os não poetas?
Os avisados?
Os ateus?
Como pulsam?
Ai de mim saber!
O que me restaria viver?
Nada!
Só a vida.
E a vida anda meio desvivida pra mim.
Para que eu não morra em vão!
Faço preces ao universo
para que ouça meu coração,
trazendo a mim o que mereço
e mantendo o que me faz bem.
Guiando minha mente aos seus planos,
livrando-me do sofrimento das ausências.
Que meus desejos não tenham mortes súbitas,
como as que anseio aos meus medos.
Rogo!
Ouça as ritmadas sinfonias que ardem em mim,
para que assim eu não me perca em devaneios.
Se seu poder maior me proteger,
não temerei viver.
Não me impedirei de sofrer,
pois irei crer
que você não permitirá
que eu morra em vão.
Só lamento!
Quero dizer que, aqui dentro dela, ela que trabalha, que ama o que faz, que às vezes toma a frente de tudo e resolve. E que às vezes não, quase sempre! Não é à toa que sempre que tem algo para resolver a procuram.
Mas o que eu quero realmente dizer é que, aqui, bem do lado esquerdo do peito dela, existe um coração que anseia por vida, por amor e carinho. Desses que se dá sem intenção alguma. Anseia pelo carinho e pela atenção verdadeira. Não precisa ser física ou palpável sempre. Não é desta que ela precisa. Ela precisa saber que você gosta tanto dela e que quando ela sentir o chão fora dos pés, você vai estar lá e vai dizer pra ela: "Não se preocupe, estou aqui". Nem que seja por mensagem.
Para seguir em frente com toda a energia que ela carrega no peito, ela precisa daquele que vai unir a sua vida. Sabe por que ela precisa? Porque ela precisa se lembrar que tem uma feminilidade, tem uma mulher cheia de amor, paixão e desejo dentro dela. Caso contrário essa pessoa linda vai sumir e vai petrificar. Ela não precisa de um homem que a sustente, que lhe dê uma casa ou bens materiais.
Ela precisa daquele que vai olhar nos olhos dela e vai brilhar só porque ela existe. Ele sabe que o que ela precisa é ser e ele saberá ser para ela. Já diria um certo padre: “Quer saber se ama alguém? Pergunte a si mesmo. ‘Qual é a utilidade?”.
Se não souber qual a utilidade, mas não sabe viver sem a pessoa, se quando acontece algo pensa em contar pra ela, quando acorda pensa nela, quando vai dormir pensa nela, quando do nada ri de uma lembrança de vocês…
Quando você entender que não importa mais nada além do que você sente quando está com ela fisicamente ou em pensamentos e deixar isso acontecer, então você encontrou e foi encontrado por aquele tal fio vermelho.
Existe algo além e ela sabe disso, mas sabe também que isso é raro. Da última vez que ela sentiu isso e simplesmente acabou, ela decidiu fechar-se para o mundo e para entrar foi difícil. Desfizeram o muro, a redoma em que ela se encontrava. Mas não foi para ficar que desfizeram tudo.
Dizem por aí que tudo é aprendizado, mas ela aprendeu, muito antes disso, e tinha jurado para si mesma que não passaria por isso novamente. Mas ela foi desarmada e do mesmo jeito que derrubaram o muro, ela o ergueu na maior velocidade.
E aqui mora o medo que tenho em relação a isso tudo! Ela jamais vai baixar a guarda, ela não vai! Pois a conheço bem. Ela vai ficar cada vez mais em casa, não vai se preocupar em ficar linda, vai deixar pra lá. Não vai existir mais magia para ela. Quebraram o último encanto. E não tem culpado, só lamento.
Ela vai focar na vida prática e sem emoção. Fogo isso viu! Eu a conheço e ela não vai mais ceder a qualquer tentativa, pelo contrário. Ela vai afastar as pessoas até que ninguém vai vê-la. Ela quer ficar invisível. E sabe o que mais? Ela não quer mais sentir-se indefesa. É como uma droga.
Ela ficou limpa por muito tempo e recaiu, agora vai se limpar e não vai mais tomar ou sentir. A regra de ouro é evitar pessoas, situações e lugares que te levam a ficar doente. Você não pode voltar para onde adoeceu. E ela sabe disso.
Sabemos que não foi por mal, mas fez mal porque abriu e deixou ali exposta sem a pessoa que a protegeria se algo viesse ferir seus sentimentos! Mas, não viram isso! Agora voltamos para aquele lado em que a magia perdeu. Saiba que isso é um crime! Aquela redoma ficou inquebrável, te garanto isso!
Ela não vai condenar ou vai culpar alguém além de si mesma, afinal, foi ela quem decidiu enfraquecer seu forte, foi ela que baixou a guarda achando que o mundo exterior já tinha mudado pois estava em silêncio tudo! Foi erro dela e nada que possa dizer vai fazer com que ela pense o contrário. Eu, ficarei aqui lamentando e vendo aquela que nasceu para irradiar ser apagada e enterrada viva pela última vez…
Bom era isso! Era isso que eu queria dizer! E como lamento dizer tudo isso!
Naquela noite ela chorou até as memórias renderem-se, mas no seu peito ainda podia se ouvir, o cântico das lágrimas aos poucos se desvanecerem.
Então, se estiver muito cansado(a) de prantos, sente-se ao meu lado, eu também sou muito experiente com lágrimas.
… as lágrimas se encarregam em expor coisas que permanece no coração, por serem grandes demais para serem escritas ou ditas com palavras.
"Nas tristes e amarguradas noites de março, me retraio no cobertor em saber que resolvi amar a pessoa errada da qual, sobre a certa tive medo de dizer o óbvio"
"Seu mistério me fascina, e dessa dúvida maldita transformo minha mente em uma oficina e destinada em desvendar seu enigma"
