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Não há juiz que não tenha se arrependido de ao menos uma de suas sentenças, assim como não há professor(a) que nunca tenha se arrependido de uma de suas avaliações.
Cada indivíduo tem um juiz capaz de se deixar corromper dentro dele, a cada suborno ele acaba perdendo seus valores morais.
Se és juiz! Aplica a lei! Põe na cadeia, aqueles que devem lá estar! Mas não te esqueças depois de visitar os presos e ama-los! Pois deves fazer isso!
Se em nome da segurança jurídica,
o operador do Direito renuncia ao princípio da razoabilidade,
ele se torna cúmplice de condutas imorais ou transgressoras
e coloca em risco o próprio ordenamento da sociedade.
A segurança jurídica não pode ser utilizada
como subterfúgio para que se promova a injustiça.
Julgamos as pessoas pelas nossas crenças, costumes e verdades.
Somos o juiz, os jurados e a plateia.
Só não podemos esquecer que, seja qual for o veredicto, ele só tem validade dentro das paredes do nosso eu.
Muito das injustiças sofridas pelo povo brasileiro no Poder Judiciário,
está atrelado ao fato de que nossa elite cultural é constituída
basicamente de analfabetos funcionais.
Deste modo, os ditos doutores da lei,
que mal conseguem juntar lé com cré,
quando se vêm diante de temas mais complexos,
cometem equívocos que fazem os menos favorecidos
os colocarem em suspeição,
quando a realidade é que tudo não passa
da imensa incapacidade de interpretação.
Nossos doutores precisam, urgentemente, aprender a ler.
Sabe qual é a profissão mais importante da vida? não é a do médico, do policial, juiz ou promotor, do engenheiro ou motorista, nem mesmo o cientista, nem qualquer outra; decerto a profissão mais importante do mundo é a do Professor; é ele o grande arquiteto responsável por ensinar a todos.
O Direito é a força.
Só que a Justiça é aquilo que está além do “além do texto”.
O ingrediente social: o antropológico.
A figura do juiz, então, é o indizível, o incalculável, o elemento humano que modera, interpreta e aplica a força.
Sem o elemento humano chega-se ao ilógico, ao absurdo em sua forma mais crua – e mais violenta.
Aquilo que não se define. Que não tem linguagem.
A aniquilação da Justiça é a exaltação do Mal Absoluto.
O julgamento
E aconteceu que houve um julgamento inédito, lá na terra dos sentimentos. O juiz era o Equilíbrio, muito conhecido em sua região. Então, logo trouxeram os réus: a Raiva, a Tristeza, o Medo, a Inveja e a Ignorância. Todos eles eram acusados de cometer crimes graves, ao influenciar o comportamento dos seres humanos.
Ao iniciar o interrogatório, a Raiva foi a primeira a ser interrogada. Em sua defesa ela relatou:
- Eu não sei bem o que acontece, só sinto que estou dormindo e, de repente, passa dentro de mim uma onda de energia que de tão grande, queima por dentro. Neste momento, como forma de amenizar a dor, grito bem alto e o resto vocês já sabem!
Seguida da Raiva, a próxima foi a Tristeza:
- Olha, o que eu sinto é um vazio profundo,
onde sou acometida de uma fraqueza intensa. Quando estou assim, para amenizar a angústia eu grito com toda a força, o resto vocês já sabem!
Após terminar, a Tristeza sentou no banco, e veio então o Medo. Ele assim confessa:
- Tenho um problema que não consigo resolver comigo mesmo. A fobia do futuro! Só a ideia de pensar nele me causa um desespero tamanho, que me faz ficar inquieto, então para amenizar esta loucura, eu grito incessantemente, o resto vocês já sabem!
Depois da confissão do Medo, vem a Inveja que depois de muito relutar, se dispõe a falar:
- Meus caros, parece até uma ironia dizer isso, mas eu sinto tanto medo ultimamente! Medo de ser esquecida, e nunca mais lembrada! Assim, para amenizar isto, sou tomada por uma onda de choro, a fim de despertar a atenção de alguém que se importa comigo, o resto vocês já sabem!
Acabando o depoimento da Inveja, vem o último sentimento, a Ignorância, que então
diz:
- Todos me veem como algo ruim, mas isto é injusto ao meu ver. Tudo que prezo é pela minha essência natural! Então como forma de me proteger de qualquer tentativa de mudança, eu me isolo em um canto escuro, vendo os meus olhos e tapo meus ouvidos! O resto, todos vocês já sabem!
Tendo todos os réus falado perante o juiz, este ouviu atentamente cada um, em silêncio. Em seguida, segurando uma caneta, se pôs a rabiscar no papel que estava em sua mesa. Assim ficou alguns minutos, enquanto os sentimentos, ansiosos e com um certo temor, se entreolhavam buscando entre eles um conforto.
Foi então que o Equilíbrio resolve levantar da cadeira, olha a todos no tribunal, respira fundo e começa a discursar:
- Senhores sentimentos, depois de ouvir a defesa de cada um de vocês e, com base na denúncia feita pelo mundo dos humanos, eu os
declaro absolvido!
Percebe o espanto daquela sala cheia, pigarreia rapidamente e continua:
- Os seres humanos são criaturas incríveis dotadas de uma inteligência notável! Desta forma, há uma razão para que estes réus não sejam culpados: eles são meros artefatos criados pelos homens!
- Se me perguntarem de quem é a culpa eu digo, de nenhum dos dois lados! A culpa é de um terceiro fator chamado de "Extremo"!
- Cada sentimento aqui hoje indiciado, se manifesta na essência das pessoas por meio da energia canalizada por estas mesmas, que de acordo com o momento de suas vidas podem ser extremas!
- Ora, a Raiva na dose certa, pode ser uma aliada para se conquistar a coragem e a força. A Tristeza, na medida certa pode instaurar um momento de reflexão com um foco mais espiritual. O Medo em quantidade certa, pode despertar a atenção e resgatar
um cuidado, outrora precário e imaturo. A Inveja? Em uma porção equilibrada ela pode incentivar uma admiração, seguida de um espelho para a motivação em não ficar inerte. E a Ignorância ... em um limiar certo, tem o poder de poupar situações desagradáveis onde possa futuramente, levar ao Arrependimento!
O juiz faz uma pausa, e conclui, olhando para os Sentimentos:
- Mesmo eu absolvendo vocês hoje, não significa que não voltarão a este tribunal! Infelizmente, é preciso tempo para que os humanos entendam o que acabei de explicar aqui. E enquanto não chega o entendimento, inúmeras queixas continuarão a chegar aqui, contra vocês e outros tantos sentimentos!
- Mas lembrem-se que apesar de estas queixas não diminuírem, elas mudam de emissor. Os mais experientes, com o passar dos anos, compreendem a realidade e chegam até mim. Pois acusá-los é a única chance
deles, de alcançarem a liberdade do Equilíbrio!
- Declaro encerrada esta sessão!
Bondade e justiça fazem parte da essência de Deus - Davi, rei de Israel, reconheceu isso: "Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada". (Salmos 68.5)
"Deixemos os “deuses” para o Olimpo e aos estudiosos da mitologia, pois na justiça, Advogados, membros do Ministério Público e Magistrados devem ser humildes, respeitosos mutuamente e dignos de honrar a profissão que exercem."
Juiz, delegado, procurador não devem ficar fazendo pirotecnia com a vida das pessoas. Provem, condenem e ponham na cadeia.
Como se enganam os que acreditam que nossos castigos provenham de Deus. Desde o início dos tempos a Infinita Inteligência delegou à consciência esse papel de juiz quando fazemos sofrer os que nos amam para que o Amor Supremo cuidasse apenas de coisas mais nobres. E como esse juiz me encontra onde quer que busque esconder-me, ah...como ele sabe se mostrar implacável!
O crítico de Deus, o eleito e aprovado por Ele, enriquece, julga as intenções do povo; mas, o próprio Deus é o Juiz de todos.
Todo mundo um dia vai permanecer diante em um Trono Branco à espera de ser reconhecido como santo; mas, antes cada um ouvirá de pé todas as suas ações, palavras e pensamentos e então poderá receber o veredito final do Supremo Juiz sobre suas responsabilidades praticadas na terra.
