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Um advogado de um malfeitor é tão cruel quanto o próprio; utiliza suas façanhas desprezíveis para o mal, não recebendo o seu castigo por ir contra os princípios morais.
Ninguém deve usar o altar para vomitar indiretas! O Microfone não é arma, o culto não é tribunal, você não é juiz e os membros não são réus!
O direito deve ser a garantia da paz social e da distribuição da justiça ao povo. Não podemos aceitar uma ciência para abrigar favores pessoais e interesses de larápios de toda espécie.
Algum dia um juiz teve esse poder, de matar uma criança para outra poder viver? De ser ao mesmo tempo salvador e carrasco? Uma família saía ganhando, a outra perdia tudo.
Quando uma autoridade abusa de suas prerrogativas, o resultado não poderia ser outro se não injustiça
Não procure tornar-se juiz, se não tiver força para eliminar a injustiça. Do contrário, você se acovardaria diante de um poderoso e mancharia a sua própria integridade.
(Eclesiástico 7,6)
Quem sou eu para julgar qualquer pessoa acerca do que faz, vive, ou deixa de fazer. Esse dom é exclusivo de Deus. Os que fazem julgamentos precipitados e sem fundamentos, colocam-se no lugar do justo juiz e como isto faz mal.
O requisito para alguns cargos é a própria história do candidato. Para ser juiz não basta conhecimento intelectual, é preciso aquele toque dado pela vida, que torna sábio o homem, acarinhado pela leveza do ser. O que não se diria de outros profissionais, como o advogado, o médico, o membro do Ministério público, o presidente da república ou, o mais importante deles, o professor.
“Se o teu passado vive te condenando, liberte-se enquanto você ainda é o juiz do tempo que pode resgatar o teu futuro”
Para o cidadão comum, constitui uma verdadeira aventura constituir um advogado e mover um processo judicial para defender algum direito. Além dos custos advocatícios altos, o cidadão corre o risco de, na reta final, ver sua causa classificada como improcedente pelo juiz. Além de não ver seu direito reconhecido pelo juiz ainda tem de arcar com os honorários do advogado da parte vitoriosa.
Quando um magistrado profere
uma decisão que vai além da órbita jurídica, essa jurisdição passa a ser
um tribunal de exceção com decisões teratológicas.
O clamor social em apontar um culpado é maior que o exercício da efetiva justiça.
A mesma pedra que pode erguer um castelo pode tirar uma vida o resultado está em nossas mãos.
Não importa a geração a humanidade sempre teve uma forma grotesca de julgamento, a punição aos pecadores sempre foi um marco atemporal.
Nos primórdios os errantes eram apedrejados, a medida que evoluímos passamos a usar fogueiras, a crucificação, forcas, guilhotinas... as gerações mudaram, mas o animalesco clamor de senso de justiça continua latente.
Quem seria você em uma geração passada, o acusador que atira uma das pedras, o promotor que assiste vibrante na plateia a forca entrar em ação ou o juiz que está pronto a exercer seu senso de justiça com uma tocha na mão?
Talvez o mais óbvio seja retrucar: Ah! sou evoluido demais para agir assim... Eu não! Eu seria a diferença nessas sociedades retrógradas.
Seria mesmo?
As gerações mudaram, mas as condenações continuam, hoje, o fervor digital é tão perverso quanto uma pedrada, tão cruel quanto uma forca ou tão destruidor quanto uma fogueira ardente.
Nossa nova geração de paladinos da justiça é sutil e talvez a mais ardilosa de toda a história da humanidade, os julgamentos são instantaneamente definidos no espectro da suposição e suas ações são covardemente executadas.
Atrás de uma fachada de hipocrisias desvairadas vidas são devastadas pelo patético poder de um clique, sem perdão algum.
Somos mesmo a diferença ou somos parte de mais uma geração de "juízes" perversos?
Reflitamos!
Dizem que juiz tem que ganhar muito porque estudou muito... E o professor que o formou quando deve ganhar?!
O maior juiz do mentiroso é ele mesmo, pois carrega o peso dos falsos testemunhos que tece. E carregar essa única verdade é insuportável.
