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Eu queria ficar com raiva, mas até as pedras da minha raiva, em vez de se manifestarem em gritos e acessos de raiva, permaneceram dentro de mim como pedras nos rins.
No meio de tanta crueldade, de tanta hipocrisia e de tanta injustiça, fazemos bailes com a música alta para não ouvirmos os gritos dos que sofrem.
Eu não sofro, meu amor...
Espero-te apenas...
Os ventos me arrastam...
Não é fácil amar o vencido...
Amo e não sou amado...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Tenho esta contemplação...
Mas não chego a desfazer...
Das velhas ilusões que achei no meu caminho...
No desolado coração...
O vácuo mudo adormece o meu pensamento...
Porque na noite, farto de sofrer…
Interrogando o destino...
A sua sombra escondida...
Procuro e não encontro...
E perante esse abismo...
Da única realidade no momento possível...
Escondendo os meus gritos...
Continuo a te esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Nos silêncios que ninguém viu.
Fui aquela que chorava baixinho, pra não acordar o coração da mãe.
Sorria ao sol do café da manhã, mesmo depois de noites travando guerras dentro de mim.
Fui irmã de dores ocultas, parecia feita de gelo e tempestade, mas era só medo de deixar cair o mundo que eu segurava sozinha.
Fui a menina que engolia gritos, que dizia “tá tudo certo” enquanto tudo desabava por dentro.Sem colo, por receio, me fiz abrigo.
Na infância fui também a estudante considerada burra, a que não entendia os números, tirava notas abaixo da média, que escrevia torto aos olhos da professora, porque ela nunca enxergou
que eu era maior do que seus moldes podiam conter.
Hoje entendo que minha mente era livre demais, minhas ideias corriam fora da linha e isso, pra ela, era erro,pra mim, era essência.
Aprendi a orar em silêncio, a fazer de Deus minha conversa mais sincera, nos dias em que a mente era caos e o coração, campo de batalha.
Foi Deus quem enxugou meu pranto escondido, me ensinou a caminhar, mesmo com feridas abertas.
Com cicatrizes que ninguém nota, sigo , talvez ainda sem saber direito o que é crescer.
Mas sei:
a força que me sustenta não é desta terra.
Vem do alto, o céu que me cobre, e da fé que, mesmo entre ruínas,caindo… Ele não soltou a minha mão.
Foi Deus quem não desistiu de mim.
Os silêncios da minha alma
São feitos de ecos que se arrastam,
Com o peso do medo e da dor,
Que se enterram fundo no peito
E a voz se apaga antes de sair.
São silêncios de batalhas invisíveis,
Onde o corpo sorri, mas a alma sangra,
Onde os gritos não são ouvidos
E as palavras se perdem nas sombras do medo.
Na multidão, a solidão grita, em meio ao riso, o vazio se esconde,
A mente, uma tormenta constante,
Que nunca se aquieta, que nunca se rende.
São silêncios que falam muito mais
Do que qualquer palavra poderia dizer,
Dúvidas e certezas que dançam
Em um ciclo que não termina, mas insiste.
São silêncios de uma luta silenciosa,
Onde o corpo resiste, mas a mente se curva. E, no fim, talvez o silêncio seja apenas o grito que nunca se permite ser ouvido.
Meus silêncios podem causar muito mais barulho que meus gritos de euforia
E minha euforia pode lhe fazer silenciar eternamente...
Minha Maria
E quando você chegou com todo aquele brilho e energia,
com os olhares te aplaude,
com o coração dei gritos de felicidade,
noite perfeita, você é meu mundo.
tanto pra gritar,
mais as palavras apenas ecoam no meu coração,
as vezes sai um sussurro, as vezes cai uma lágrima,
mas só aqueles que me amam se importam
Os lábios se fecharam tantas vezes, as palavras estavam lá ...
Prontas. Sinistras, ficavam molhadas na garganta...
Olhar doce, passos sem pressa. Fitando o horizonte...
Só a alma e próprio DEUS; escuta os Gritos...
Os dias foram passando, as horas pararam...
Olhos embaçaram com a verdade!
Gritos e trovões. Outros gritos; quanto eco...
Outros trovões, raios caíram, muitos raios...
E o Sol gigante tinindo, ofuscando...
Os lábios seguem colados,
A verdade nunca foi vista pela metade.
CÓPULA COM SABOR A PIRI-PIRI
Pela necessidade de sustentar o elo
Combinamos na data, hora e fomos
Nada mais importou, pois era vital
Que associássemos, o agradável
Ao agradável…!!!
Ao mais alto nível de entrega e prazeres
Sem muito campo para preliminares
Assentes, sobre aquela toalha ruborizada
Numa banca extensa de seis lugares
Foi feito, amor com sabor a Piri-píri
Nos comemos e bebemos, com apetência
Aditivamente, com os beiços húmidos e atiçados
Ante as curvas da loura de cabelos brancos
Quatro horas de tempo e cinco rodadas
Bem dadas…!!! (diga-se de passagem)
Nessa parada, trocamos impressões inéditas
Análogas aos nossos seres, gemidos brandos
Sob gritos em silêncio, gozamos com Fortúnio
Concedendo o prazer de nos prendar com gosto
Fazendo bem, amor com sabor a Piri-píri
Não podia haver azo ideal para o efeito
Com o condimento no ponto de ser servido
Na melhor companhia e mútua, degustamos
Sem dúvidas, do amor com sabor a Piri-píri
Por fim, para apimentar um pouco mais a teia
Com direito a mais uma para o caminho,
O amplexo tântrico! Em pé, intenso e imoderado
Partimos, com apetência de se ver, sem ver
A hora de repetir a fezada, com aquele gosto
No palado, de amor com sabor a Piri-píri
opoetadafogueira
A prática intencional da gentileza em casa é como plantar sementes de paz no solo mais próximo: nossa família. Não é à toa que o respeito e a paciência devem começar com quem está ao nosso lado diariamente. Então, evite os gritos ou o tom áspero só porque a convivência é íntima.
Vibre amor e receba amor em todas as coisas.
No turbilhão da discórdia, nos perdemos,
Gritos ecoando enquanto o carro avança,
Corações dilacerados, palavras ferinas,
Em meio ao caos, nossa dança.
Nossas visões se chocam, diamantes ásperos,
Cada qual um universo a explorar,
Mas no calor da ira, esquecemos,
As nuances que nos unem a amar.
Lágrimas vertidas em travesseiros molhados,
Desculpas sussurradas na noite fria,
Mas o vazio persiste, profundo e cortante,
Como se a alma se despedaçasse, vazia.
Responsabilidades, fardos que pesam e sufocam,
Cuidados que entrelaçam, laços que se formam,
Num mundo onde a luz parece desvanecer,
O fardo se torna montanha, difícil de se erguer.
E assim, no silêncio da aurora, a vida inteira,
A tragédia se insinua, sombria, passageira,
O peso das mágoas, da adversidade,
Esmaga nossos espíritos, sem piedade.
Sem verdades...
Sou grito
Dos gestos errados
Recomeços intensos
Sou tendência de reinventar
Onde busco sempre o melhor.
Nós somos as vozes dissonantes, como gritos que ecoam do inferno e fazemos isso para que as coisas mudem, não em horas, dias, meses ou anos, mas se não o fizermos, morreremos, sem a esperança de mudanças.
Às vezes, o silêncio diz mais do que qualquer palavra. Ele revela sentimentos escondidos, gritos não dados, dores que ninguém vê. É na ausência do som que ouvimos o que há dentro de nós. Quem aprende a escutar o silêncio nunca mais se engana com o barulho das ilusões.
Pode gritar ninguém vai te ouvir, o celular está ligado e os fones de ouvidos estão tapando os ouvidos da humanidade, que há muito tempo já não funcionava bem.
vivi uma vida em meio a gritos agonizantes das minhas antigas versões, até o momento que elas me tomaram.
