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Freud disse que nossas vidas escapariam pelas pontas dos dedos, isso hoje é um fato, a maioria não vive sem um celular... a vida ficou virtualmente isolada e lá dentro de nós dizemos: "Não preciso de você", mas vejam só, nunca fomos tão dependentes uns dos outros como agora...
De Freud ouvimos: "A religião é a neurose obsessiva da humanidade”, “A religião é uma ilusão” ou, ainda, “A religião é inimiga da ciência”.
De Karl Marx: "A religião é o ópio do povo."
De Cristo: "Eu sou a religião."
Você crê em quem?
Sintetizando a ideia de Freud, Nietzsche e Sartre sobre o ser humano, somos um ser egoísta que não ama ninguém e só deseja saciar seus desejos sexuais.
O homem atormentado pelo sofrimento físico e mental obtém dos sonhos o que a realidade lhe nega: saúde e felicidade.
“O fundamento de sua queixa parece-me residir na restrição imposta por sua razão a sua imaginação. Tornarei minha idéia mais concreta por meio de um símile. Parece ruim e prejudicial para o trabalho criativo da mente que a Razão proceda a um exame muito rigoroso das idéias à medida que elas vão brotando — na própria entrada, por assim dizer. Encarado isoladamente, um pensamento pode parecer muito trivial ou muito absurdo, mas pode tornar-se importante em função de outro pensamento que suceda a ele, e, em conjunto com outros pensamentos que talvez pareçam igualmente absurdos, poderá vir a formar um elo muito eficaz. A Razão não pode formar qualquer opinião sobre tudo isso, a menos que retenha o pensamento por tempo suficiente para examiná-lo em conjunto com os outros. Por outro lado, onde existe uma mente criativa, a Razão — ao que me parece — relaxa sua vigilância sobre os portais, e as idéias entram precipitadamente, e só então ela as inspeciona e examina como um grupo. — Vocês, críticos, ou como quer que se denominem, ficam envergonhados ou assustados com as mentes verdadeiramente criativas, e cuja duração maior ou menor distingue o artista pensante do sonhador. Vocês se queixam de sua improdutividade porque rejeitam cedo demais e discriminam com excessivo rigor.”
Somos seres tão complexos, justamente pelo poder da subjetividade de cada um. Cada pessoa carrega um leque de emoções, sejam experiências negativas ou positivas. O diferencial é que cada indivíduo reage de um jeito, devido ao equilibrio ou não das pulsões inconscientes.
Quando uma pessoa se ofende com facilidade ao receber críticas, geralmente, em um ambiente saudável, a pessoa é aconselhada a refletir, a pensar. Não religião, ofensa se torna intolerância religiosa; a pessoa transfere para o falante a imaturidade dela. Isso mostra que Freud estava certo: religião é infantilidade do adulto. Isso mostra a imaturidade emocional dos religiosos, já mostrado pela ciência moderna.
Demorei para contar-te por conta dos ensaios. Freud explica: o pensamento é o ensaio da ação.
Talvez eu tenha ensaiado um pouco demais.
O amor.
4 letras que tentam descrever um sentimento.
Sim, é possível encontrar a definição de amor no dicionário.
Dizem que Freud explica.
O meu amor é meu.
Inexplicável.
Ateórico.
É fenomenológico.
Tudo que podemos observar é resultado de uma longa transformação da natureza humana e das raízes que construiram a identidade da humanidade. Tudo que é trazido ao mundo já existe, desde o início dos tempos a psique humana vem se desenvolvendo e criando vestígios de comportamentos originários dos seres primordiais.
O processo de análise é um mergulho profundo em águas mistas. Entre as amargas e as doces, haverá outros (dis)sabores. É você quem escolhe: segue, aprendendo a ritmar o fôlego, ou foge, alimentando aqueles ciclos nocivos que, assim, nunca terão fim...
No amor ideal, não há atos de ódio. Mas é um sadismo doentio que alimenta o processo místico da neurose obssesiva compulsiva, pois cria uma forte conexão entre amor e ódio que decorre de emoções incrivelmente vagas (ambíguas). (Freud, neurose obsessiva)
Um momento de dor pode permanecer eternamente lembrado por aquele que sofreu.
Não importa se passaram cinco anos, vinte anos ou uma vida inteira.
Para o inconsciente não existe tempo linear.
O que desconhecemos dita os rumos do que pensamos que conhecemos.
Não importa qual o nome que daremos, o inconsciente sempre tomará as decisões e o nosso ego encarregar-se-á de dar as justificativas.
