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Flores
Flores me são poesias
Onde há tão bela flor
Os poemas são magias,
Bálsamo do poético amor...
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
Julho de 2020, Triângulo Mineiro
“vieste entre espinhos e odores, alojados nos canteiros de flores, onde o amor e a saudade, inermes, se encontram a sós. Dialogam sobre a ausência e as dores; Sobre a carência e as cores; Sobre a indiferença oceânica que há entre nós.”
simbora viver a vida porque a vida vale a pena, viver sonhar e fazer o sonho realizado
Foi o Senhor quem nos deu a vida
Por isso
Eu agradeço te meu Deus muito obrigado
Vamos fazer uma dupla, duetos trio ou que seja quartetos
Precisamos fazer um lindo coral agradecer pela vida
Pois a vida vale a pena...
Não importa as cores
Façamos de nossas vidas uma cortina de flores !
Enquanto o mundo briga .... Eu sigo meu caminho fazendo versos e semeando a linda semente da paz de Deus e plantando flores...
Palavras
Palavras ditas,
mal ditas, as palavras são flechas espalhando medo por onde passam.
Palavras ditas, bem ditas, as palavras são flores espalhadas ao vento perfumando a vida de quem tocar.
As palavras são curtas
ou longas linhas, escritas pra ficar
ou partir sem voltar.
O amanhecer é o primeiro milagre do dia que nasce junto com o sol. Aproveite todos os outros que Deus reservou pra você.
O chão cercado de lindas pétalas organizadas em espiral, tão belas, tão meigas mas tão mortal! A dor em buquê expõem o que deveras sente, gracioso, virtuoso, estupendo e ardente... Todavia sufocante, um verdadeiro "estrangulado amor", que brota no coração, justamente como flor.
Quando aprendo fazer de verdade o que me compete, colher flores é consequência. Não me permito prender-me a sonhos, pois o que me chega vem por mãos divinas.
“As procissões são símbolos de nossa devoção, belas como as flores que enfeitam a charola de Nossa Senhora, abençoando com o seu manto de luz e amor, oferecendo paz e proteção e iluminando nossos caminhos”
Ginaldi Maria de Araújo, Nen Araújo (1920-2015)
Beata e escritora Markenciana
Início da Primavera
Hoje começa a primavera
A estação de todas as cores
Que contemplamos o desabrochar das flores
Essa estação é muito linda
Tudo parece ganhar vida
A paisagem é bem colorida
Vamos aproveitar cada dia
O sol está presente para completar a beleza
Vamos observar cada detalhe dessa nossa natuteza
Logo o sol já vem surgindo, iluminando as flores
trazendo a esperança de que toda dor um dia vai passar
Logo vai passar
Sua natureza exigia e amava essas flores do coração, mas não havia esperar que as fosse colher em sítios agrestes e nus, nem nos ramos do arbusto modesto plantado em frente de janela rústica. Ela queria-as belas e viçosas, mas em vaso de Sèvres, posto sobre móvel raro, entre duas janelas urbanas, flanqueado o dito vaso e as ditas flores pelas cortinas de caxemira, que deviam arrastar as pontas na alcatifa do chão.
Queria inundar a minha casa, o meu quarto de flores,
enfeitá-lo com pétalas de rosas de todas as cores...
perfumes e aromas como de uma sinfonia de amor.!!
Ter medo de ser esquecida é o pior dos medos. É como tentar fugir da velhice, não adianta, ela sempre chega. E as vezes, você já é velha e nem sabe. As vezes, você já foi esquecida, até por você mesma. A ignorância nunca pareceu ser tão atraente não é? Ela te chama, ela quer te agarrar, e você deixa. Você deixa. Você deixa se levar. Não há como resistir a uma boa dose de ilusão fantasiada de felicidade. Mas como toda ilusão acaba, o produto é negativo, o resultado é negativo. E tudo se torna escuro. Você se sente esquecida. Você está se perdendo. E a gente sabe, na vida, na vida, ninguém está disposto a te encontrar.
“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores
“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”
Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores
Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:
“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”
Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).
Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.
É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?
CAMPO MINADO
"Todos os dias, atravessamos o mesmo jardim, onde as flores têm espinhos virados para dentro e o perfume esconde venenos suaves. Os passos são medidos, não por medo do chão, mas pelas sombras que sussurram. Os sorrisos são máscaras de porcelana: belos, frágeis, e ocos por dentro. E ainda assim seguimos, como quem dança em cordas esticadas sobre silêncio, torcendo para que o amanhã seja menos afiado."
Flores e Raízes
Se as pessoas se apaixonam pelas flores,
pelos risos fáceis, pelas cores,
pelo brilho que enfeita a estação...
quem ficará quando cair o coração?
As raízes, invisíveis no chão,
guardam a dor, a luta, a razão,
mas não encantam olhos apressados,
não seduzem corações apressados.
Quando o outono enfim despontar
e as pétalas começarem a soltar,
quem verá a beleza no que resiste?
No que permanece, mesmo triste?
É fácil amar o perfume que passa,
o instante de luz que logo se esgarça.
Mas amar o escuro, o silêncio e o peso —
isso é amor com raiz, com apreço.
Flores murcham, vão com o vento,
raízes sustentam o firmamento.
Se só as flores ganham atenção,
o que restará quando chegarem ao chão?
Vincas, as Marias que não têm vergonha, mas têm natureza forte e resistente, e geralmente brotam em pares, ensinando que é melhor andar junto... Na ancestralidade, foi considerada a Flor dos Poetas e das Bruxas, era evocada e manipulada na feitiçaria para expandir a memória... Na espiritualidade, a flor revela inspirações, sentidos sublimes, profundidade, buscas e doações espirituais aos que necessitam de cuidados...
