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Quando interagimos com pessoas que precisam da delicadeza por causa do estado de saúde que merece extrema atenção, nada havemos de falar sobre as políticas, os problemas nos sistemas financeiros, nem da precariedade e banalidade da vida em que se meteu o ser humano. – falaremos sim, da paz, das rosas, do perfume marcante, do doce existencial que permeia o pensamento das pessoas romanescas, falaremos mais, da criancice que não agride, da puberdade que se eterniza, do abril que explora o lado bom da vida, falaremos, portanto, das coisas boas, daquelas coisas que invadem a alma e nutrem o coração.
Velhice não é doença.
É pior. Doença a gente trata e muitas vezes têm cura.
Já a velhice em que pesem as muitas opiniões de gente nova, de que se trata da melhor idade, ela vai se instalando e minando tudo o que a gente tem ou já teve de melhor.
Não vou cair na armadilha de fazer da minha uma opinião geral mas contesto com veemência qualque opinião de quem não seja velho.
Também não vou repetir o que já disse, que a velhice é uma merda, mas fica bem longe da maravilha que é juventude, mesmo com toda a sua vasta inexperiência.
É preciso muita atenção
ao que a vida nos ensina:
A tristeza nos ensina a da valor à felicidade.
A ausência de alguém nos ensina
a importância da presença.
A dor vai nos ensinar a ser fortes.
A mentira mostra o valor da verdade.
A covardia nos mostra o quanto perdemos
por não termos coragem de lutar.
A doença nos ensina a dar valor à vida.
E em tudo isso Deus está somente nos ensinando.
É uma pena que a mulher norte-americana doente optou pelo suicídio. Pois ela devia aproveitar a mídia, para chamar atenção de especialistas em medicina de modo que estudem mais as doenças crônicas.
Quando uma doença grave se instala de forma óbvia, impossível viver isolado dela. Mas, se a cura completa chega, nasce outra luta: Preencher com opções conscientes e intensas tudo que a enfermidade ocupava como imposição.
Normalidade é doença! A loucura é a expressão da liberdade em uma sociedade burra, hipócrita e cruel.
Responsabilidade é como uma doença, involuntariamente se apodera do seu corpo e da sua mente e pode escravizar de forma perversamente dissimulada.
No começo era descrença
Ainda mais que isso, era indiferença
Não havia aceitação nem vontade
Por mais que houvesse melancolia
Durante era descrença
Que se tornou surpresa e medo
Apareceu a vontade e a excitação
Por mais que houvese medo
Depois era descrença
Regada por muita dor física e sentimental
Ocorreram as lágrimas derramadas e um sorriso
Por mais que houvesse o fim
Agora é descrença
Com muitas dores de tristeza e lembrança
Existindo coisas nunca contadas mas sentidas
Por mais que haja esperança
O pessimismo é a pior das doenças, sendo capaz de corroer o corpo mais saudável e o maior dos amores.
Em pedaços
Depois de algumas decepções, passei a crer em cicatrizes. Mas não naquelas que eu posso ver, essas sei que são reais. Aquelas que mesmo sem que eu saiba que estão ali, me torturam, me alertam, me proíbem, roubam sem dó todo o sentimento. Como um terrorista que esta disposto a tirar a própria vida por suas convicções.
Talvez nem sejam cicatrizes. São feridas, feridas abertas. Prontas para serem cutucadas em uma tortura sem fim.
Essa minha obsessão. Mesmo que me esforce minhas feridas parecem uma doença contagiosa. Um monstro que prolifera, e vai como uma avalanche torturando, decepcionando, machucando a todos. Mas eu não era assim.
Me ofereço como barro que pode ser moldado e se transformar em um belo vaso. Mas não me derrube, não me quebre em pedaços. Porque dificilmente conseguirá me colar, me deixar com a beleza de um novo. Se mesmo que quebrado você ainda me queira. Junte os pedaços e cole sem pressa. As vezes o mesmo sentimento que tinha ao me moldar o faça ter paciência para colar pedaço por pedaço, até que não sobre um farelo. Que mesmo com marcas, cicatrizes, ainda te de prazer ao pensar que foi obra tua.
Posso até tentar juntar os pedaços. Mas o artista nunca serei eu. Se hoje falo isso é por que sei que nada vai suprir a necessidade que tenho que cole o vaso que você quebrou, sem nenhuma dó deixou em pedaços.
Confia...
Coração pequenino, apertado e em total descompasso, entre tantas palavras faladas, ouvidas e mal compreendidas, lembra-se de receber a notícia de que um ente frágil e querido está acometido por doença grave e incurável.
Foi-se lhe então todo o chão, os planos, não sabia mais o que pensar, esperava que Ele a ouvisse em suas preces e permitisse uma cura, era sua esperança, sem ela não sabia o que seria.
Desde então só enxergava vultos ao seu redor, tudo e todos estavam em cinza, nada parecia real.
Pedia e repetia a Deus, o que fazer diante dessa tragédia?
Sempre acreditara que nada nessa vida é por acaso, mas e agora?
Só sentia o medo e a dificuldade em aceitar, ciente estava que situações assim ocorrem diariamente para com muitos mais, afinal somos todos iguais, pobres ou ricos, não importam as crenças, certeza apenas de que a presença Dele, em quaisquer circunstâncias, é sempre certa.
Suplicava ajuda e admitia não estar conseguindo praticar os ensinamentos aprendidos, dentre eles o de, em qualquer dificuldade, Nele confiar com a fé inabalável e que esses momentos são oportunidades para praticar o desapego, sabendo ser essa vida apenas um lampejo necessário ante a eternidade que se seguirá.
Passado algum tempo ainda se percebe pensando em como tudo poderia ser diferente, mas um sonho recorrente, ambientado sempre num lugar diferente, a espera em cada adormecer, já estivera num hospital, numa escola, ouvindo palestras e orquestras.
Desta vez, logo após acordar, lembra-se da paz e conforto numa ampla e vistosa planície com brisa suave e o nascer do sol e a palavra que vem e vai, confia!
Paz e serenidade!
As chaves de todas as portas do mundo...
Num dia qualquer se percebeu contemplando o horizonte, era um final de tarde de um dia nublado, parecia ter perdido a noção do tempo, discretas lágrimas lhes escorriam pela face.
Passado mais algum tempo, percebeu-se não estar só, estranhou, pois não havia ninguém por perto, como se alguém ouvisse seus pensamentos, frutos de uma inquietação antiga:
Quais as razões de tamanhas discrepâncias entre as pessoas?
Doenças graves e incapacitantes em crianças, jovens, adultos e idosos, trabalhos braçais extenuantes, escravidão em pleno século XXI, desemprego, tráfico de drogas, milhares de dependentes químicos, graves transtornos psiquiátricos, fome, miséria e outros muitos dissabores experenciados por tanta gente em redor da vastidão deste planeta, enquanto uns poucos possuem condição totalmente diversa, com enormes recursos financeiros que, aparentemente, lhes permite acessar todas as portas do mundo.
Sem bem entender intuiu um sussurro:
“Se olharmos apenas os breves momentos da rapidez de apenas esta vida, como se não houvesse nada além-túmulo, respeitando-se os que assim pensam, haveria uma lógica em se pensar de como uma única existência, frente a tantos contrastes, seria injusta, não havendo razão para se crer na existência de um Pai soberano e justo”.
Como se recebesse um tempo para recompor-se e se ajeitar, apreende por fim:
“Para quem acredita haver uma razão para tudo e que nada é por acaso, por mais dores que se testemunhe e, que, acima de tudo, há um Deus justo, o tempo de uma vida é efêmero, logo, de que adianta ter as chaves de todas as portas deste mundo?".
Paz e serenidade
Eu agradeço...
(Nilo Ribeiro)
Tudo posso escrever,
a qualquer hora, qualquer dia,
pois você me deu este prazer,
fazer da vida uma poesia
posso falar de religião,
posso falar da crença,
pois você é a direção,
é a cura da doença
posso versar a família,
posso rimar a flor,
pois você é a orquídea,
é um jardim de amor
posso falar do trabalho,
também falar do tempo,
pois você é a gota de orvalho,
que refresca meu pensamento
posso falar do mar,
poetizar a natureza,
pois você sabe confortar,
e amparar com certeza
posso escrever sobre o futuro,
isto ninguém duvida,
pois você é o porto seguro,
é a luz da minha vida...
Todos somos humanos imperfeitos, propensos a ferir com a mesma intensidade com que somos feridos. Quem diz ser perfeito é mentiroso, e o mentiroso é o mais imperfeito entre todos.
Hoje você e eu somos um
divididos em dois corpos
mais unidos quando o coração faz tum-tum.
Na alegria, na tristeza, na saúde e na doença
e que para sempre esse amor nos convença,
que somos um do outro
feito terra e broto.
Ah, moço, por favor!
Se você quer uma moça comportadinha, que não se mova sem sua permissão, que vista só a roupa que você gostar, que vá só aos lugares que você permitir, que só converse com quem você deixar, que tenha amizade só com quem você aprovar e que diga amém à tudo o que você ordenar...Vá se tratar!
Você tá doente!
Quem me dera mudar o mundo
E acabar com o pensamento imundo da opressão
Hoje nem todos tem o amor verdadeiro
Pois tem um grande apreço pelo dinheiro
Mesmo sabendo que o preço os leva a corrupção
Me diga irmão
Amor, verdade, bondade
Onde estão?
Não sou nenhum ser humano socialista
Mas não dá pra viver em um mundo onde a fome exista
Quem me dera mudar o mundo
E o salvar do ser humano imundo
Que tornou o Brasil uma colônia despedaçada
Grandes arvoredos de pau-brasil foram transformadas em uma floresta desmatada
Precisamos de ajuda urgente!
A saúde ta doente
A educação pulou o muro da escola ta portando uma pistola e vai matar um inocente...
Como proteger a vida se a bala ta perdida
Então imagina a gente
Quem me dera...
Quem me dera...
Veja como a espada da justiça aleija
E também veja como ela nunca fere quem a maneja
O poder nos separa desde nossas crônicas
Hoje em dia também o dinheiro nos separa mais que as placas tectônicas
Eu não preciso ser um bom aluno
Para saber que a boca de fome
Mata mais que a boca de fumo
Em meio a guerras, violência e desunião
Só Deus tem misericórdia da nossa nação
