Tag depois
Talvez você não de valor agora, por ela não ser quem você quer, por ela não ter nada do que você gostaria de ter. Mas hoje ela é quem você gostaria de ter, é linda, inteligente e independente. Tem tudo o que você gostaria de ter. Mas agora ela não te quer mais, pois quando ela não tinha nada, você não deu valor. O objetivo dela estava traçado, ela só queria construir tudo ao seu lado. Hoje nem isso ela quer mais.
Por: Silvia Godoi
Os lábios de Bié
Os lábios de Bié não são para o doce de colher
Os lábios dela são para os meus lábios
Antes e depois do doce...
Finalmente assisti " Depois da Cuva", filme que se passa em Salvador. O filme mostra uma geração se descobrindo e aprendendo a viver com a liberdade logo após o fim da ditadura. No começo achei o filme sonolento, melancólico e até mesmo chato, mas depois notei que isso era o prato que foi servido para minha geração nos anos de 1990, mesmo que o filme se passe entre 1984 e 1985.
O filme é o espelho da minha geração, geração ressaca que sem alento acreditou em utopias caducas e que fora do Brasil fez merdas tão criminosas quanto a ditadura militar aqui dentro, mesmo quem não foi partidário foi influenciado pela cultura forjada entre Karl Marx e a queda do muro de Berlim.
A escola que aparece no filme não difere da escola que estudei meu segundo grau, chata, repetitiva e repressora que nos dava alento apenas pelos bons professores que se tinha, mas era castradora da liberdade que deveria-se desfrutar em um período de reencontro com a democracia.
O talento, criatividade que muitos da minha geração demostravam foram sumariamente abortados tão somente pela condição social ou política de cada um.
Minha geração foi melancólica, ébria e utópica. O sentimento é de ressaca, os socialistas e comunistas cultuados no filme foram os mesmos que cultuei e hoje no poder são conservadores ao extremo, parasitas do poder, acusam todos que não são como eles de conservadores, mas no fundo são adeptos do autoritarismo ideológico, fora do que acreditam não há "salvação", de suas bocas saem soberba e arrogância que apontam para ideia de um mundo único,não há nada neles que apontem para um mundo plural. Muitos da minha geração vestiram essa roupa sem constrangimento algum, no Brasil o grande intelectualismo é o do estômago.
Tudo isso pode ser discutido em " Depois da chuva", quem foi jovem na Salvador dos anos de 1990 ou melhor na Bahia desse período e não concordava com a ideia de monocultura afro-brasileira, que parecia mais uma caricatura do legado cultural dos países africanos foi asfixiado , não havia nenhum interesse em preservar traços culturais das nossas raízes africanas, por trás de tudo havia uma indústria do entretenimento e política para exercer o controle em todos, em Salvador quase todas as rádios tocavam o mesmo tipo de música, nas escolas não havia formação ou informação cultural o resultado era um sociedade abobalhada e perigosa, cesurava tudo que não a espelhasse, minha geração pagou para ver e viu: censura , ódio, derrotas impostas pelo poder político a cultural.
Em " Depois da chuva" nota-se também o erro clássico da minha geração: acreditar em uma visão única seja cultural ou política, sem querer eramos quase iguais aos que com severidade impôs o lixo cultural que lentamente sufocou toda beleza e alegria de uma estado memorável como a Bahia.
Hoje observo a história se repetindo, se no passado eramos censurados pela roupa ou cabelo, agora uma mulher que alise seu cabelo pode ser censurada por aquelas que acreditam-se libertárias e não conservadoras, a história se repete, o melhor é que depois da chuva sobrevivemos para contar a história, nossa visão da história que não é a única,mas é a nossa.
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O que tiver de fazer faça agora, se até mesmo o que é presente em segundos se vai, quem é que pode garantir o depois?
Depois que chuva se foi.
Gota d’água guiada por nuvens.
Soltas no céu a vagar.
Depois da chuva.
O sol reapareceu.
Brilhante e renovado.
Parecia até que de tanto brilho.
Havia um sol, dentro de outro sol.
E o arco-íris deu o ar de sua graça.
Unindo continentes.
Depois que a chuva passou.
Nada mudou.
Apenas a terra e as flores.
Ganharam um novo encantamento.
As vezes as pessoas nem querem, mas a inveja faz desejar o que quando você teve oportunidade não quis.
DEPOIS DA MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Até mesmo depois da morte,
os cabelos continuam a crescer...
Nem tudo acaba... Acabará....
Antes eu corria atrás de pessoa,hoje esperaram elas virem atrás de mim caso elas não venham eu as esqueço e deixo-as no passado!!!
Depois de uma grande dor, precisa-se de um tempo pra se recompor. É preciso estar bem, pra se olhar no espelho e ver refletir o que te dói. Isso mesmo, a dor acalma, se transforma, mas sempre que nos despirmos da força e olharmos no espelho, podemos ver suas cicatrizes.
E quando grandes tempestades passam o que resta é a leve brisa que beija o rosto trazendo uma calmaria que um dia chegou á duvidar se existia e recobre o coração que sofre, com esperança de dias felizes
PÁGINAS ESCRITAS
Somos um segredo de pequenos traços
Somos os filhos do tempo, do nosso rosto
Somos a marca do momento das eternas rugas
Somos frágeis vimes que se desequilibram
Somos as chuvas de verão das nossas dores
Somos espaços vazios de renúncias e lágrimas
Somos muitos desafios nessa luta constante
Somos tempo sem tempo de amores e dissabores
Somos o equilíbrio da nossa própria vida
Somos o vento que derruba as folhas no chão
Somos páginas a ser escritas bem delineadas
SAUDOSA PEÇA DE TEATRO
Acordo e sinto que não sou eu
Sou talvez uma velha atriz sem palco
Talvez já numa peça que não acaba
Onde o pano não consegue descer
Sou alguém imaginado de mim própria
Para me sentir viva tento adormecer a dor
Exorcizo-me muitas vezes de velhos poemas
Onde desnudo-me em frases completas
Construo o amor de palavras incompletas
Sou uma pessoa igual a tantas outras
Tenho medos, mágoas, tristezas e desalento
Acordo, sinto que não sou eu , sou uma atriz
Sem palco numa peça que nunca quer acabar
Onde o pano não consegue ou não quer descer
De uma saudosa peça de teatro perdida, esquecida.
Costuro todos os meus sonhos
Bordo todas as lembranças doces
- E desato os nós de toda a minha vida
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