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Um caos baseado em uma antítese. Quente, frio. Coragem, medo. A cada dia que acordava viva mais morta se sentia. Sentada no chão do chuveiro, sentindo a água gélida queimar contra toda a extensão de seu corpo frágil, apenas queria paralisar o sangue que corria fervente em suas veias. As lágrimas invadiram seus olhos junto com uma queimação nas bochechas. Quanto mais seus olhos vazavam, mais vazia ela se sentia, como se estivesse pondo para fora tudo o que a fazia completa, toda a sua essência. Chorou. Chorou até seus olhos incharem e seu rosto todo ficar vermelho, até suas cavidades nasais entupirem, não mais deixando o ar passar. Então ela sorriu. Era isso o que queria, não era? Mesmo que por um segundo, ela apenas queria parar de respirar.
DOIS MIL E CRISE
Seu favorito sorriso
Viveu um mês de juízo
Chamou-se monetário
Tinha uns tantos zeros
às costas do número um
Devia ser um milhão!
Confortava-lhe o coração
Todas as manhãs de Agosto
Eram bons amigos, aposto!
O número dava-lhe o motivo
E o coitado dava-lhe o sorriso
Isso antes do memorável
Ano de dois mil e crise
Que o petróleo em seu
Apreciável estado líquido
Decidiu vorazmente ser bruto.
A crise é boa!
Ela faz com que as pessoas amadureçam e se reinventem.
Por isso, nunca se teve tantos novos milionários no Brasil como nos últimos 10 anos.
A Gestão com Resultados depende diretamente de um processo de decisões consciente e estruturado, e a inteligência emocional ajuda neste contexto de crise no mercado e que geram tantos conflitos no ambiente empresarial!
Eu acabei de trocar uma ideia com o Pedrão,
Santo piedoso da crise hídrica,
Falei pra ele espirrar só lá para as bandas das secas represas.
Mesmo rezingando,
Um tanto ressabiado,
Ele até que concordou,
Mas sabe como o velho é teimoso e esquecido né?
São Pedro é f...
Nem jogando pedra para o alto adianta agora,
Ele se esconde entre as jovens nuvens carregadas de impaciência com ele,
Na crise, a criar novos caminhos. Na fartura, aprenda a sustentar o sucesso. Jamais deixe um dia passar sem aprender alguma coisa.
A visão embaça, pesadelos acordado.
Falta ar, tremer sem sentir frio.
Estando sozinho ou acompanhado.
Dá vontade de gritar, faz doer o vazio.
Se arrepiar, sem cheiro no "cangote".
Ver na própria existência negatividade.
Chôro e o companheiro desejo de morte.
Ficar sem sono, sem fome, restando o medo e ansiedade.
Em tempo de crise, alguns buscam milagres divinos e outros trabalham, mas quem leva o mérito são sempres os milagreiros.
É em meio à crise na educação, quando é inevitável o afastamento do aluno de ir à escola, que se descobre a grande importância de um professor, pois o resultado mais sublime da educação e a tolerância.
Querer
Queria querer
o que quero
Queria fazer
o que quero
Queria saber
o que quero
No momento
só quero
MINHA CRISE DOS 40
Quanto mais o tempo passa, mais estranho a pessoa que fui e não reconheço a imagem um dia jovem em minhas lembranças, apenas os acontecimentos. Minhas rugas? Parece que já nasceram comigo.
Quanto mais o tempo passa, mais estranho a pessoa que vejo nos espelhos e não reconheço de mim as coisas novas que ouso. Inocência? Essa só recordo em mim quando encontro a perversidade.
Quanto mais o tempo passa, mais loucuras sei que sou capaz de fazer e percebo que meus receios a cada dia se distanciam mais de mim. Juízo? Um dia tive, hoje realizo meus desejos.
Quanto mais o tempo passa, mais simplifico e mais resolvo. Viver é sempre pouco pelo tempo que me resta. Vejo sempre a urgência de estar satisfeita, de ser feliz e menos de me enaltecer. Busco realizar apenas o que faltou nos sonhos de trás e mais ainda busco não esquecer o tudo de bom que minha bagagem juntou, por que viver é para isso: buscar o novo e fazer sempre uma limpeza no que já se faz velho.
Velhice? Quero-a mesmo sabendo que o novo sempre vem e talvez por isso mesmo. Apenas quem envelhece aprende o verdadeiro sabor do viver e sabe que cada minuto deve ser saboreado como se fosse o último.
By Mirian Brasil
Agorazepam
Volta, cabeça
Do ar pro seu lugar
De novo eu aqui
E você aí a flutuar
Ouvindo o estalar seco
De um canavial tão verde
Mas também tão cinza
Árido, de vento sem eco
Eu aqui e você aí
Na copa de um arvoredo
Que resiste em meio
Ao deserto verde traiçoeiro
Volta, cabeça!
Do ar pro seu lugar
Um, dois comprimidos
Amortece, acalma, adormece
Ouvindo qualquer barulho
Desperto, estado semi-consciente
E penso, vale o que vejo,
Ou vale o que piso?
Será que subo o corpo
Ou será que apago a mente?
Flutuar atualmente parece
tão inconseqüente
Mas lá de cima talvez
Minha mente quer mostrar
O que entre cascavéis e vinhaça
É impossível mirar
Ainda não sei o que é
Mas sei que há de haver
Um ponto de encontro
Um rumo que seja
Então volta, cabeça
Do ar pro seu lugar
Quero ver o horizonte daqui
Um, dois comprimidos, despertador
Cada um nasceu para enfrentar os próprios dragões, as próprias tempestades e as suas próprias erupções.
"Amores líquidos, ressaca brava e costumaz. Tempos acelerados por crises, vazio existencial, distâncias e aparências.
Amargamos a fase de falsas expectativas, radicalismos, intolerâncias, conflitos e rompimentos"...
A mudança e a crise são constantes na natureza; até a água parada pode se tornar um problema. Imagine uma vida parada.
