Tag ciúmes
Pessoas em volta de mim
Parecem estar em outra dimensão
E eu não.
Estou no meu mundo
Repleto de poucas energias
Que um dia chegam ao fim
Mas às vezes eles aumentam
Porque alguém as alimenta
Mas esse ser está esquecido
Sumido
Achou outro alguém
Que na minha opinião
Não precisava de ninguém
Mas talvez esse ser
Precise mesmo de alguém
E eu tenha que ficar sem ninguém
Mas não importa
Porque tudo isso vai passar
E a felicidade vai bater
Na minha porta
O amor chegou em uma tarde de inverso — ou era primavera! Não me lembro bem. Aqui no espaço a gente não tem muita noção de calendário. Ele chegou e foi se assentando perto da lareira. Perguntou-me se já o conhecia pessoalmente ou só tinha ouvido falar. Respondi que algum tempo atrás eu o tinha visto de longe.
— Foi rápido — disse. Você sorriu para mim e passou como um vendaval.
Falei ainda que aquele sorriso havia me provocado um turbilhão de pensamentos e que imediatamente cai doente de paixão por uma pessoa que sorria igual. E que até guerra eu havia declarado por aquela paixão.
O amor me olhou com cara de quem não gostou do que tinha ouvido. Seria ciúmes da paixão ou realmente o amor era da paz? Aí eu disse para ele ficar tranquilo porque isso já fazia tempo e eu tinha me curado da cegueira da paixão.
— Ainda bem — disse ele se ajeitando próximo ao fogo. E de olhos cansados, ainda sorriu lindamente: — É porque sou muito ciumento, se é isso que você quer ouvir. E adoro guerras também...
Percebi que o Amor também tinha senso de humor. Não era aquele sentimento chato que eu achava que conhecia. Era tímido. Educado. Distraído, mas de uma inteligência de outro mundo. Falava doce e de vez em quando, gargalhava-se, trazendo todas as estrelas para dentro de seu olhar. Ficou a tarde toda comigo conversando, sorrindo e dizendo poesia. Isso mesmo, o amor só fala em poesia.
Leandro Flores
Julho de 2013
Nunca tenha ciúmes de alguém que gosta muito de você pois em contra partida você também poderá ter que gostar de alguém que tenha muito ciúmes de você.
Contra a permanente necessidade de ser e tornar os outros infelizes, não há argumento, não há auxílio, não há solução.
Há dois tipos de invejosos: aquele que invejam os outros e aqueles, invertidos, que ostentam-se com a pretensão de que os outros os invejem.
Parece coisa de criança mais eu tenho ciúmes quando meus amigos fazem novos amigos.
Não é que eu tenho ciúmes dos meus amigos, mas tipo, eles são meus, não seus...
Não olhem para eles, não pensem neles, não falem com eles, não roubem eles de mim.
A postura arrogante, justificando o desinteresse nas aulas de um professor velho "quadrado" de antigamente, é compreensível. Esse é o mal do sistema educacional! E o comportamento desrespeitoso, é por motivo dos novos conhecimentos não substituírem os velhos: ciúmes!
Pequenas perversidades humanas:
Santo de casa não faz milagre porque ser pessoa próxima gera comparação e um tipo de "competição", mesmo que inconsciente. Se "ela" deu certo, por que eu não dei? - pergunta daquele que se compara e fica horrorizado ao se achar inferior. E, como a relação é próxima, a não validação do outro (não curtir, não elogiar, não reconhecer, ou mesmo falar mal) é uma maneira de puni-lo pelo próprio sucesso.
" O ciúme é tão destrutivo que acaba com tudo; especialmente com o amor - que é o sentimento mais construtivo."
Ciúmes é desconfiança e insegurança, se eu tivesse algum motivo para sentir isso de um amor meu, certamente não seria um amor meu.
“Ciúmes"
Tenho ciúmes do teu pensamento, quando penso por um momento, que pensas em outro amor. Tenho ciúmes da tua boca, quando penso que outras bocas, em tantas investidas loucas, sentiram o mesmo sabor. Tenho ciúmes de tudo: do teu corpo, do teu sorriso e até mesmo do teu olhar, que muitas vezes disfarçado, esse olhar de menino levado, em outros olhos estão a cruzar.
Na paixão, o ciúmes tem o efeito devastador de uma bomba atômica, já no amor, ele assemelha se a uma simples biriba, quase que nem estala.
Por que não conseguimos deixá-los livres? O que há na liberdade que tanto nos assusta?
Nosso egoísmo e nosso ciúmes são instintos tão primitivos! Queremos proteger o nosso território. Mas é claro, não é? É nosso, certo? Logo, a proteção se faz mais do que justa. Mas é aqui que se encontra o erro irracional presente em todos os instintos: não, não é nosso. Não é seu, não é meu, não é de ninguém se não de si mesmo.
A única coisa que temos é nós mesmos, de resto, nada é nosso. Isto se torna especialmente verdadeiro com pessoas. Não, não importa o quanto ele te diz o quanto é seu, ou o quanto ela jura que pertence a você e a mais ninguém. A verdade é que cada um se tem. E só. E isso deveria bastar. Por que nos ferimos tanto? Só par
a crer que possuímos o impossível?
O seu ciúme era algo que eu desejaria ter pro resto da vida, porque mesmo parecendo repetitivo, era um constante lembrete de que você me queria só pra você.
