Tag carnaval

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Quando você descobre que a Vida pode ser uma constante celebração, o Carnaval permanece o ano todo dentro do seu coração.

Inserida por opoderdavida

E agora é carnaval
e agora é só folia,
no meio dos seus problemas, você encontra alegria.

Tudo agora é festa,
festa que contagia,
que empurra os seus pesadelos para baixo de uma alegoria.

E agora você se prepara pra se divertir, pra aproveitar.
E agora você só repara no que vai vestir, no que vai postar.

E no meio da multidão, com tanta música e tanta diversão, você vai parar e você vai lembrar que talvez a solidão te espere em casa quando voltar.

E no meio de tantas fantasias, você vai brincar de ter felicidade e relembrar, durante quatro dias, como é uma vida sem ansiedade.

Como é uma vida sem tanta pressão, como é uma vida sem tanta cobrança, como é viver sem ter preocupação, como é voltar a ter esperança.

E na quarta-feira, ao final da tarde, mesmo cansado, você vai lembrar dos últimos dias e sentir saudades desses momentos que não vão mais voltar. .
Pois volta a vida do jeito que é, volta o alarme de toda manhã, volta a rotina, volta o café, voltam as curtidas no seu instagram. .

O que não volta é a sua essência, que há algum tempo já ficou pra trás.
E o que volta é a sua procura por um pouco de justiça, por um pouco de paz.

E essa fuga da realidade é uma forma de seguir em frente, pois viver preso dentro da liberdade é a maior fantasia que criaram pra gente.

E volta tudo como tem que ser, como se sofrer fosse tão normal, e o alento é a gente saber que no próximo ano tem mais carnaval.

Inserida por Crasso

É só acreditar...que um dia, as pessoas vão descobrir que você está sempre se disfarçando para o Carnaval.
E que sua máscara...é o seu sorriso.

Inserida por Radioactive

Carnaval
O bloco para curtir
São leituras e poesias
Dos meus afazeres pendente
Fique apenas com meus compromissos
Só resta curtir
Os cantos dos pássaros
No final de tarde.

Inserida por kaike_machado_1

Me divirto com essa internet, uns dizendo ...."A foi Deus quem fez chover, para acabar com essa safadeza e falta de respeito...." Já outros dizem ...." Obrigado senhor , á chuva parou e vamos sambar .

Coitado não aguenta mais !!

Inserida por MaraRodrigues

03/03/2019

Quando a necessidade é premente a gente adia o que não é essencial...
Este ano decidi por "motu proprio" (à minha maneira), adiar meu carnaval,
é que...
ainda não consegui digerir, as coisas desagradáveis que o ano novo trouxe pra gente:
Brumadinho;
Incêndio no alojamento do Flamengo;
Rodovias como cenas de espetáculo assistindo impiedosamente, desastres que se repetem, sem que nada seja feito, para amenizar tais incidentes.
O adeus ao ícone Ricardo Boechat;
Feminicídios virando moda;
Venezuelanos em desespero fugindo da sorte e da morte, fugindo pelo ladrão(válvula de escape);
A meningite como nova desgraça que surge; febre amarela, chikungunya e, outras pestes;
A chuva que vem para aliviar e salvar, também chega para destruir e matar;
e outros tantos mais.
São muitos acontecimentos chatos surgindo numa sequência muito rápida.
É, e por falar em Brumadinho me lembrei:
"Brumadinho bem que podia ser poesia
com pousadas deslumbrantes, paisagens apaixonantes
clima relaxante, para a vida sorver melhor
Foi um sonho? ... ou apenas um pesadelo?..."
É o espetáculo da vida se exibindo, mudando cenários, para mostrar caminhos e evitar descaminhos.

Inserida por Annnttonious13

CARNAVAL é interessante ao reunir multiclasses e permitir o povo se tornar infantilizado sem ser ridículo, perfazendo um campo de escape a aliviar as questões duras da realidade interna e externa de cada folião, suplantadas pela fantasia de diversas ordens.

Inserida por carlos_alberto_hang

O sorriso não é uma alegoria de carnaval, é uma passarela onde a alegria pode e deve desfilar o ano inteiro.

Inserida por ednafrigato

O Dia das Mentiras é uma homenagem que o calendário presta a todas as pessoas que não tiram a máscara depois do carnaval.

Inserida por AntonioPrates

É toda alto astral
Sereia de água de sal
O samba enredo do meu carnaval
É brincalhona até falando sério
Um livro aberto cheio de mistérios

Inserida por pensador

Olha que cara de pau
Agora quer dar moral
Quer ciscar no meu quintal
Esse papo de casal
Só depois do carnaval

Inserida por pensador

Não se mate
tem carnaval ano que vem

Inserida por Ogabriel_7

Meu coração carnaval
Faz de tu minha marchinha favorita
Te convida pra sambar na sintonia
Do meu peito quando tu se aproxima

Inserida por felipe_simas

O PASSAGEIRO DA AGONIA

Nunca gostei de carnaval. E depois dessa paradinha... Num sábado de Zé Pereira resolvi pagar uma fatura do IPTU, tinha esquecido, podia ter deixado para quarta-feira, mas, muito certinho, pontual em meus compromissos, com medo de pagar juros, fui no sábado mesmo, quase carnaval, mas no Brasil tem isso não, de depender é carnaval o ano inteiro. Resolvi ir, fui no guarda roupa e peguei a primeira camisa que me veio a mão, casualmente uma camisa do Náutico, time pelo qual nutro alguma simpatia, torcedor muito sem graça que eu sou, nem de pé de rádio, não sei nem quando o time joga, as vezes por acaso, é que eu confiro no outro dia no Esporte Espetacular, o resultado. Essa camisa dez reais me custou, da marca peba mesmo, pus uma bermuda jeans e chinelas havaianas, tava arrumado. Chegando ao terminal de ônibus, embarquei no coletivo, coletivo de arruaceiros, todo mundo vestido de galo, com chapéu de galo, camisa de galo, e eu o estranho do ninho , naquele bloco em movimento, a caminjo do desfile do Galo da Madrugada, sentei-me na ultima cadeira, maior algazarra, gente pulando e gritando, feito uns selvagens enlouquecidos. Logo que a condução saiu, um fortão trajando uma camiseta do Sport, desses bombadões, exibidos, de academia plantou-se no degrau da porta trazeria com uma lata de cerveja na mão a ameaçar o motorista: - Motorista, filho de alguma coisa... Vá direto viu, se parar, vai ver! Oxi já não ia descer mais onde eu queria. E aquele expresso da agonia chegando nas imediações de Água fria, um moreno disse pro fortão: - Ei cara! Tu não pode fazer isso não. Impedir que os outros desçam. Boa Moreno! O fortão gritou: - Vai me impedir? - Vou, vou descer agora! Eita, fechou o tempo! Dá-lhe moreno! Mas... Ahhhhh.... Era brincadeira! Muito engradados, morri de rir. Mais adiante uma mocinha desse grupo, disse manhosa: - Ai fortão, tão mexendo comigo, um cara do Santa Cruz na rua, ai o fortão esbravejou: - Se eu pega um torcedor do Santa Cruz ou do Náutico, eu rasgo a camisa e deixo ele nu! Eita, lembrei que eu tava vestido com a camisa do náutico bem na cadeira ao lado dele, rapidamente, a fiz desliza, num movimento contrario a lei da gravidade, devagar por fortão não perceber, a fiz deslizar, subir minha cabeça, feito uma cobra coral rodeando meu corpo. Cala boca, cobra coral é o mascote do Santa Cruz, que desceu e se escondeu entre mim é um rapaz do lado que não sei de que time era e fiquei sem camisa. Na rua, em hipótese alguma, ficaria assim, mas dada a circunstâncias , vale tudo, é carnaval, sou folião desde que nasci. Que agonia! Queria que chegasse logo a hora de desembarcar e rir disso tudo, mas na ocasião tava tenso mesmo, torcendo que acabasse logo aquele pesadelo, correndo risco de morte, e o motorista nem ai, parar nem tava doido, Galo da Madrugada direto, expresso. Chegando finamente no centro da cidade, desceu todo mundo, só ficou eu, o cobrado e o motorista, ai que me encorajei de vesti a camisa. Quando o ônibus saiu, desci na agencia bancaria que ia anteriormente no meio do caminho, aconselhado por um senhor, do lado de fora, que saísse logo por causa de arrastões. Por isso, na semana de carnaval, eu hiberno na sexta feira e só saio prana quinta, e olhe lá.

Inserida por Fg7r85

SONETO DE CARNAVAL (de outrora)

Distante da folia, o cerrado me afigura
A saudade como um saudoso tormento
Lembrar dela é uma sôfrega tal tristura
Esquece-la é nublar o contentamento

Ausentar de ti é a mais pura amargura
Todo momento é gosto sem fomento
Máscaras sem brilho nem alegre figura
Uma fantasia no samba sem afinamento

E no saudosando os tempos de outrora
Enquanto fugaz vão-se os anos, enfim
O que tenho pra agora, só silêncio afora

De toda a diversão a quietude em mim
É regente, pois já não sou parte da hora
E meu carnaval vela o traje de arlequim

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Carnaval
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

No país do carnaval e da metáfora, da piada pronta e da Lei de Gérson, a mais recente moda feminina é aparecer nas redes sociais dizendo "sofrer preconceitos por ser bonita e gostosa". #pegouavisão

Inserida por maxrocha

Mano, o carnaval ta aí bem na porta! Se vc tem alguém que goste não troque por umas noites com pessoas que não vão te acrescentar em nada, pensa bem se vale a pena perder alguém especial por isso?

Inserida por alleh_pinheiro

Carnaval.

Não lembro, a não ser pelas fotos, como foram meus carnavais na infância em São Paulo na Rua Pamplona, nem no Clube Palmeiras onde me levaram e tinha também o corso pela Avenida Atlântica em Santos onde meu pai tirava as portas traseiras do Chevrolet 1.956 para que pudéssemos entrar e sair rapidamente quando o cordão andava.
Lembro pelas fotos, mas vejo que não adiantou ter sido fantasiado de Zorro, Arlequim ou de Superman porque meus heróis sempre foram e são mais reais, mais pé no chão, mais gente de verdade.
Na juventude, época dos dezoito aos vinte e poucos anos, ensaiei tímidos passos carnavalescos nos salões, do Tênis Clube de Vera Cruz e mais tarde no de Marília, Sempre empurrado pela molecada para ficar o mais perto possível das garotas de shorts e bustiê, pegar na mão de alguma ou colocar o braço nos seus ombros. Isso era o máximo da ousadia.
Tudo isso era feito meio entorpecido pelo rum com Coca-Cola ou pelo wisky Old Eight que o barman despejava sobre pedras de gelo sujas, arrancadas de barras depositadas no chão de qualquer maneira, como era usual na época. Não raro havia séria revolta estomacal na molecada, até mais de uma vez por noite.
Quando eu tinha meus trinta anos meu espírito carnavalesco esteve ainda mais recolhido na época da festa do povo e houve um tempo que eu justificava dizendo que a minha vida era um verdadeiro Carnaval o ano inteiro.
Nesses dias de Carnaval eu montava na minha Honda Setegalo e depois na Honda Gold Wing 1.000cc e fosse no Itararé em São Vicente ou no Castelinho em Ipanema, meu Carnaval e de muitos motoqueiros era paquerar, colocar uma garota na garupa da moto e “arrastar” para o apê...
Não me lembro de ter ido uma única noite num salão mas há uma lembrança generalizada de grandes noitadas.
Em toda e qualquer época para mim os desfiles das escolas de samba poderiam ser mudos e eu surdo, porque a maioria das letras não passam de um amontoado de palavras que algum inculto recolhe nuns livros e tentam, num arremedo nem sempre harmonioso, contar com suor e purpurina a história feita de com sangue, suor e lágrimas.
Mais ainda, no Carnaval pobres de todo o gênero, gastam boa parte do orçamento numa fantasia tosca, para viver numas poucas horas de euforia e um ano inteiro, como diz a letra do Chico, desengano...

Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano

Esse ano meu Carnaval não vai ser muito diferente dos últimos. Ler um pouco, escrever um pouco e refletir muito porque logo chegará a quarta-feira... e qualquer hora, desce o pano!

Inserida por marinhoguzman

Enquanto ali fora folia
Aqui dentro chovia.

Inserida por MateusRettamozo

Não, não me culpes!
Essa eu não posso carregar!
Saúde?
Graças a mim, terás muito mais médicos, ambulâncias e postos espalhados, como nunca vistes em seu dia a dia!
Segurança?
Por minha causa, verás um número impressionante de policiais e viaturas nas ruas!
Água?
Tenho a balde! Aqui não há crise!
Luz?
Lâmpadas novas e para todos!
Enfim, eu sou teu, ou tua, como preferir! Te faço esquecer de tudo e de todos!
Não me prives disto! Sou louco, utópico. É um direito meu! Mesmo que estejas realmente morrendo, não há nada mais justo que eu prossiga para comprovar os motivos insanos de continuar pulando sobre teu corpo deitado, eternamente, em berço esplêndido.
Manifesto do Carnaval à Pátria Amada (ou Gigante Adormecido)

Inserida por adrianoreys

O que há de pecado
No amor
Não sei não

Porque nasce o espinho
Sem dor
Não sei não

Para que tanto sangue
Não se zangue
Meu coração

Porque o verde não nasce
Na flor
Não sei não

Eu sei o que bate no peito
Eu sei o que gosto de ver
Eu sei o que é tão perfeito
Eu sei o que gosto em você

Inserida por MateusRettamozo

O que é
o carnaval...
senão uma
frustração escondida,
por trás de uma
fantasia da alegria?
Na quarta-feira de cinzas...
todos se
vestem de depressão!
Contas para pagar...
Gasolina no topo...
Cheques sem fundo...
Corrupções.
Gestações.
Medo do real...
Queriam viver
365 dias de folia?
Carnaval.
Fantasia.
Mas a realidade
convida para viver...
Viver o real.
Jornal nacional.
Pena de morte.
Assaltos.
Política.
Política...
Já tiraram a máscara?
Não sei...
Acho que o
carnaval continua...
E o bloco do Fora Dilma...
Dia 15 de Março, sai à rua...
Quem vai brincar
nesse carnaval real?
O povo está dormindo.
Bêbados...
Alguns nas esquinas.
Mas que o bloco sai ...sai!
Vamos ver quem vai!!
Se aqui tiver...
Eu vou!

Inserida por daysesene

Clima de carnaval! O Brasil precisa entrar no clima de vergonha na cara! Máscaras nós vemos o ano inteiro... Estamos sambando nessa triste realidade que não permite fantasiar... Não dá pra fingir que não é com todos nós! - Dia primeiro de março, vamos protestar contra a maior corrupção do mundo.

Inserida por IGORBRITOLEAO

SIM! SOU RUIM DA CABEÇA E DOENTE DO PÉ

Sim, eu confesso
Sem remorsos, falsos pudores
Sem assinar manifestos
Sem em meus gestos e gostos prediletos
Fazer sucesso...
Eu confesso!

- Sou muito ruim da cabeça
E também muito, muito doente do pé!

E não haverá neste mundo nada que me dissuada
Para brincar carnaval
Não vou pra avenida, desligo a TV
E convicta com o sentido da vida
Peço-lhes, não me levem a mal
Pois, nem do afoxé
Aos blocos de axé ou às sombrinhas coloridas
- Que sorriem agitadas, felizes para a vida -
Consigo, pelo inconsciente coletivo
Ou educação de uma imensa nação
Em minha convicção, dar-me por vencida...
Quero paz, amor e sossego
Meus livros na casa perfumada
Mantras em luz ensimesmada
O Divino, o silêncio...
Só isto e mais nada

Inserida por siomarareisteixeira

O Carnaval é o Natal dos sambistas.

Inserida por AdilsonSantosFoto