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Carta à paixão
Quando olho para ti com os olhos não mais apaixonados, vejo a mesma pessoa, com as mesmas roupas, com os mesmos costumes... Até aquele antigo perfume, único, que me aguçava o olfato, tornou-se comum. Sua voz, seu jeito de me tocar era tão únicos que naquele exato momento tudo se estagnava, tudo centralizava, tudo reiniciava! Cadê aquele momento? Foi-se! Deixou saudade! Não saudade de você, mas daqueles sinceros sentimentos que me faziam perceber o quanto sou capaz de amar alguém. Eu te amei! Talvez um amor maior que você, maior que a mim, maior que o tempo, maior que meu orgulho, maior que seu medo de deixar-se amar. Não há arrependimentos, não há raiva, e também não há mais aquela fervorosa paixão. Ainda te amo! Pode ser que o ame por toda vida! Só não quero apossa-me de ti! Isso é a liberdade! Dou-te a liberdade! A liberdade também é um ato de amor! A paixão é perspicaz. Com ela, ficamos espertos, qualquer instante é favorável para estar perto da pessoa amada. Aguardamos ocasiões com a paciência de quem um dia conquistará o maior troféu: sua presença. Não há necessidade de te tocar para perceber que o beijava com meu olhar. Você notava! Sei que notava! Não conseguimos deixar escapar um olhar apaixonado da pessoa enamorada. Tentei esconder de todos, ninguém percebeu! Mas você sim! Guardei esse amor, assim como guardei os antigos amores e aguardarei os futuros. Sou uma pessoa amante e itinerante! Não sei se amaria somente uma pessoa, no entanto, eu te amei!
Deixa-me partir
O prêmio de quem amou é ser livre para partir.
Quem verdadeiramente amou, partir é uma ausência presente!
Uma dor que não sufoca, mas liberta.
Portanto, o amor exige uma fiel liberdade: deixa-me partir!
Sinto que separar-me de ti
É como despedir constantemente de quem nunca partirá em mim!
No entanto, nosso amor é tão divino
Que a separação enriquece e purifica os sentidos,
É a saudade daquele que nunca partiu: deixa-me partir!
Se juntos construímos história,
E o amor foi o ápice das nossas relações,
Partir nos lançará ao novo
Rumo ao verdadeiro AMOR maior
E para isso, meu antigo amor: deixa-me partir!
Partir pode soar sofrimento
A triste certeza da ausência!
Mas só posso sofrer tal ausência
Se o teu amor tão perfeito
Deixar-me partir
Se me deixares partir,
Talvez não mais nos veremos
Ou talvez, pela força do tempo, não te lembres quem fui.
Ao menos a certeza que tenho, é que teu amor
Um dia fez-me ver a face de Deus
E assim, livremente respondeu: deixo-te partir!
Portanto, meu amor,
Deixa-me partir!
Um dia vou achar os pedaços do meu coração fragmentado na beleza ardente de tua alma e no brilho de teu olhos me verei.
Antes de perceber a beleza das coisas meu claustro interior estava sujo, sem vida, as únicas flores já estavam murchas.
Ofereça sempre o seu melhor! Mesmo que seja simples. Pode ter certeza que essa atitude encanta a alma e o coração de quem sabe apreciar a beleza escondida na simplicidade.
Pra que beleza? Se a verdadeira esta escondida em uma caixa a qual se é conhecida por uma tal de "torácica". Que protege o único e inestimável sentimento... Vindo de um simples e nada bonito coração.
Então quando eu me sento aqui na frente desse computador, eu compartilho com você e com outros a minha experiência de vida, e aprendo com todos também. Agora se ela lhe servir beleza, que assim seja. Agora se ela não lhe servir, fique somente com o meu amor, porque aqui tem de sobra.
OLHAR ATENTO
Olhai para cima,
tirais os olhos dos próprios pés,
admire o céu,
a sua volta.
Deixais o brilho do sol
invadir não só sua vista,
mas seu coração.
Prestais atenção no caminho das nômades nuvens,
viajando sozinhas pela imensidão do planeta
e entenderás que nada é fácil para ninguém,
nem para as leves nuvens,
que não tem um lugar
para chamar de lar.
Observais o passar do dia,
não pelo relógio
em preto e branco,
mas pelas mudanças de cores em nosso céu,
aproveitando cada doce minuto,
do calor do sol,
ao frio do sereno.
Agradeças pelo choro das nuvens,
em dias cinzentos,
pois é o choro delas,
que abrem lindas flores,
que nascem novos brotos,
que a natureza cria vida.
Faças bom uso dos seus olhos,
pois as obras de arte mais belas,
estão diante de você,
basta olhar á sua volta.
A beleza da flor de cerejeira é tão inigualável quanto passageira, e seria inexistente sem a aspereza e rugosidade dos feios galhos que a sustentam.
Já vi dezenas de mulheres acusando as rivais de fúteis e vulgares.
Nenhuma delas era bonita e charmosa e a inveja encobria qualquer possível traço de inteligência.
Não é exatamente a roupa que deixa a mulher vulgar.
Certas mulheres são vulgares até de pijamas, debaixo dos lençóis e com a cabeça coberta pelo travesseiro.
Se você vê vulgaridade em determinada atitude tente fazer diferente ou melhor.
Grandes damas já foram acusadas de vulgaridade pelo sucesso que alcançaram,mas quem as acusou jamais ultrapassou o patamar de despeitada e invejosa.
Nunca pensei na Playboy como referencia para o estereótipo da mulher perfeita. Talvez minha preferencia pessoa seja diferente ou o imaginário coletivo tenha deturpado o consenso comum, mas se tivesse que pontuar a origem de meus delírios românticos sobre a mulher perfeita colocaria a culpa na Disney e seus personagens femininos dotados de ingenuidade, delicadeza, inteligência e beleza.
Meus sentimentos por você morreram juntos com o pôr do sol. A única diferença é que o sol nascerá de novo amanhã.
O que seria das pétalas se não houvesse os espinhos da rosa para dar-lhe a beleza escultural e o aroma de uma rainha?
Beleza não é aquela que todos vê, mais sim aquela que poucos tem que é a beleza que vem de dentro da gente...
Ora, você que inventou a beleza
Tenha a nobreza
De se redimir
Me deixe achar algo feio
Pois tudo, tudo que rodeio
Acho beleza, me faz sorrir
Tanta beleza
Também faz sofrer
No ato de ver
Preciso sentir
Preciso morrer
Vejo poesia em cada canto
No meu sorriso
No meu pranto
No espaço livre
No papel em branco
Esse papel em branco
Me incomoda
Cato filosofia e poesia
Tudo que tenho em volta
Essa beleza perturbadora
Me faz cuspir poesia
Limpa como tua camisa
E suja como uma vassoura.
