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Me dá um beijo, nega
Pode ser na boca ou na bochecha
Me dá um sorriso, nega
Daqueles de orelha a orelha
Eu te dou meu colo
Se ocê chorar, eu choro
E se precisar de um tempo sozinha
Eu vou ali e volto
E pra uma boa saudade
A lembrança de um beijo basta
E se o amor é só um
Alguém aí errou a matemática
E eu vou te levando assim
Na gaveta do primeiro amor que fez bem pra mim
Eu te falei que era só
Por uma vez
Só uma noite, uma aventura
E não se envolver
Mas quando te beijei
Senti algo explodir por dentro
E eu não acredito que sou seu homem
E eu te beijo, amor, só porque posso
O que quer que surja em nosso caminho, nós vamos superar
E você sabe que é isso que o nosso amor pode fazer
Me deixe sentir seus lábios, para que eu possa lhe levar ao mundo dos sonhos, e assim lhe mostrar a verdadeira felicidade.
Quando penso em você, todo beijo que me vem à memória acompanha a sombra da tua boca (Clóvis Rosa).
Põe o vestido mais lindo que tem
Vai pra balada conhecer alguém
Não deve satisfação pra ninguém
Beija na boca, e daí, o que é que tem?
Através desse beijo,
imprimo a leitura de meus lábios.
Crio esse atalho
para voltar ao teu caminho.
Te deixo pro amanhã,
não te esqueço.
Sinto que te perco sempre mais
e ninguém volta atrás.
Emoções envelhecidas,
as certezas interrompidas
e a gente fingindo paz.
Sem amor eu não conseguiria viver,
mesmo que ninguém me amasse
eu continuaria amando.
Amar é tudo que sei.
O homem beijava como se fosse um evento olímpico e ele estivesse tentando ganhar a medalha de ouro.
“Vez em quando, pego-me diante da nítida imagem de um beijo pujante. Beijo que ocorreria de um ensejo casual. Beijo que chegaria fortuitamente a dissipar toda timidez. Beijo que me conduziria à sua alma. Beijo indiscernível e indefectível. Beijo tão esperançado. Seu beijo...”
Me abraça forte e diz que não quer outra vida
Eu vi no seu olhar tudo aquilo que eu procurava
Vi que amor era tudo que eu precisava
A vida é foda, eu sei, tem coisa que não passa
Mas me beija agora e me faz sentir em casa
O BEIJO (soneto)
Adoça-se-lhe os lábios, num afago preciso
E adelgaça-se o olhar em magia verdadeira
De amor, do meu amor, em aflante sorriso
Como para lambear a satisfação por inteira
Esvoaça-lhe o perfume pelo ar num paraíso
De prazer, de amparo, aquecidos na lareira
Do coração, desviando da alma o sério juízo
E alucinando o sentir como a paixão queira
Ternura melhor, a poesia, o maior instante
Meu firmamento ao luar e doce imaginação
E do querer, mais, foste o mais importante
Nesse louco vagar, de carícia e de emoção
Cada gesto, sensação, o toque no ir avante
Teu beijo no meu beijo se fez poética razão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09/07/2020, 07’02” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiano
Deixa meu beijo
alcançar teus segredos
minha língua
falar à tua carne
minha boca
entalar com tua confissão
O coração tava cheio, cheio, cheio
Não tinha espaço pra eu me apaixonar
Foi só você me dar um beijo, um dengo, um cheiro
Pra chegar de vez e bagunçar
O Beijo perto do lago
Eu te via passar e pensava:
De onde será que ela vem?
Quantos anos será que tem?
Ao te ver meu corpo arrepiava.
Cinco anos depois nos falamos.
Mas eu nem sabia que era você:
A mulher que eu adorava ver
Que um dia sonhei em nos encontrarmos.
Lá estávamos nós conversando.
Quando ia dizer você disse,
Que há tempos andava me observando.
Um café na padaria
O Beijo perto do lago
Assim tudo começaria. ..
Agora eu queria as dores e as delícias de uma vida normal. Queria que minhas consoantes interrompessem minhas vogais ao falar, meus pés tocando os dela em um abraço, meu nariz cutucando o dela durante um beijo. Eu queria a realidade, mesmo que fosse imperfeita e repleta de falhas.
Me diz se adiantou alguma coisa
Procurar alívio passageiro
Beijar umas quatro ou cinco bocas
Com beijos que não têm gosto de beijo
Aí lembrou de mim, não teve jeito
