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Quando o lar é um altar…
O louvor floresce no coração das crianças.
Não é sobre saber a letra.
É sobre já conhecer o Autor.
Não modifique os textos de nenhum autor e nem tire a sua Autoria.
Dê- lhe sempre os créditos, pois tudo é registrado.
Há medíocres que sem nenhum senso de dignidade, costumam modificar ou copiar trabalhos de qualquer tipo sem dar crédito aos autores. A única coisa que consola é que todos percebem e não chegarão longe.
As borboletinhas
devem ser
flores com asas,
enfeitando o jardim
e o meu viver
Cada uma que esvoaça,
chega de mansinho
toca de leve o coração,
em puro carinho e
me faz sorrir,
lembrando você...
Notas sobre o autor
O complexo da utilidade, é a necessidade de se sentir útil a todo momento. Tal complexo tem alimentado egos e destruído essências. Costuma-se querer ter utilidade pra tudo o que está a frente, mas nem sempre isso é possível. Encarar que não se pode ser útil todo tempo é um terror, mas deve se fazer compreensível que é assim que as coisas funcionam: há tempos para ser útil, e a tempo para não ser, e quando não for, não venha se preocupar com tal, pois ninguém pode ser útil pra sempre. Uma hora a ficha de quem age assim cai, e entende-se que ninguém pode ser necessário todo tempo.
Deus é o autor da nossa história. Quando confiamos n’Ele, entendemos que cada página virada nos leva ao propósito perfeito.
Não posso esquecer meu passado, pois foi com ele que aprendi a viver no presente, me preparando para o futuro.
#GRADES
O vento da vida pôs-me aqui...
Alma, criada para amar errante...
Pássaro do aqui e agora...
Amanhã, outro horizonte...
Ah, que o tempo venha sem horas...
Sou como você me vê...
Nada há que me impeça...
Apenas sonhar...
Muito querer...
Meu destino me leva a conhecer o mundo...
Nem sempre com ele estou afinado...
Um eterno procurar...
Senda no viver...
Melhorar...
Procuro o amor em mim...
Sendo eu obra e autor...
Coloco nisso algum sentido...
Como erguer algo sem apoio...
Às vezes me afasto de tudo isso...
Mas não me entrego ao abandono...
Então de que lado é o céu...
Escolho o meu...
Minha história?
Eu que a conto...
Há dias que não tem chegado ainda...
E nas asas da esperança...
Volto a sonhar...
Me procuro nas veredas...
Porque não seja agora a minha hora...
Meu limite...
Essa estrada...
Sabe-se aonde vai dar...
A luz que agora vejo...
Ilumina os olhos meus...
Tal qual já fui espelho quebrado...
Hoje cura meu peito ferido e aberto...
Rompi as grades de ferro...
Cá mais não me encontro...
Sem estar comigo...
Ponho-me liberto...
Desse confinamento...
Chamado mundo.
Sandro Paschoal Nogueira
Haikai de Alba Atróz: Obra e filme
(Constructo de Alba Atróz)
O autor contempla sua obra e um filme roda.
Sou um autor desconhecido porque você teve preguiça para pesquisar no Google.
Sou um artista vivo desconhecido porque você deu preferência para os mortos internacionais.
Toda arte tem um autor, e todo autor é um arteiro cheio de arte.
Não existe arte feia, assim como não existe ser humano feio.
Na verdade, o ser humano é a mais bela e perfeita de todas as artes.
Porém, se toda arte tem um autor, todos os autores de todas as artes são
artes do maior de todos os autores: Deus.
A vida é feita de experiências para ser vividas e desafios para ser vencidos.
Sem estes detalhes existenciais, a vida seria bem menos prazerosa.
Falar sobre arte é falar de vida
A mais arteira de todas as artes.
Sentir a arte é sentir a existência
Em seus aspectos mais sublimes,
mas também em seus detalhes mais sombrios e sórdidos;
Afinal de contas, não é das alegrias e tragédias da vida
que se originam as esperanças e os sonhos,
expressos na arte em suas mais variadas
e diversificadas formas?
Sentir a arte é sentir a própria vida
- girando como uma roda do tempo sob os eixos da Eternidade!
Porque a arte é pura imaginação, sentidos e sentimentos
(Guerras, desventuras d'amor, paixões perdidas,
sonhos desencontrados, esperanças renascidas quais fênix...)...
Tudo é expresso na arte, do profano ao sagrado,
do que nos fascina ao que nos amedronta,
Do que nos encoraja ao que nos acovarda,
Do que nos ilumina ao que nos torna negros...
Eu poderia ser um estranho muito estranho,
Mas sou apenas um ser confuso e perdido.
Eu poderia ser um anjo, mas sou apenas um réu;
Poderia ser um monstro, mas sou apenas um homem
Buscando as palavras certas e a inspiração mais serena...
Mas na arte tudo isso pé tolice,
Porque a arte é espontânea e sem vãs exigências;
Porque a arte está em tudo e não exige de nós
nada mais que observação e plenitude no uso de nossos sentidos.
Ela está no paladar, no olfato, na audição, no tato, no prazer de um beijo
e até mesmo no desprezo que machuca e martiriza o coração apaixonado...
Mas é na visão que tudo se completa e seu show tem início
(Mas não tem fim, porque a arte não é apenas atemporal,
Ela é também imune ao pesadelo da morte).
Eu sinto a arte em meu pulsar, em minha respiração...
Eu sinto a arte em tudo ao meu redor.
Mas é no silêncio - quando absorto em minha solidão -
Eu posso enfim tentar entender a origem de tudo.
O artista é um ser privilegiado em seu dom de criar.
Mas é num pôr do sol, num alvorecer,
na brisa que acaricia a face do ancião em sua jornada morredoura,
Que o artista pára a refletir na arte exuberante à sua volta.
E então ele não consegue evitar o brilho de satisfação exclamando em seu perene olhar,
após um sorriso quase púbere de deslumbre diante da noção que se faz:
"Que arte poderia ser mais bela, complexa e imponente que a vida?"
Nos derretemos diante da arte e nos emocionamos diante de seu impacto.
Mas nós, seres humanos, somos a mais bela e perfeita de todas as artes,
Obras do maior de todos os artistas: Deus!
Mas nem sempre paramos para refletir sobre isso ou para contemplar
a paz do silêncio na penumbra.
O autor não pode estar acima de sua obra, assim como o herói não pode ser superior à sua glória, pois ambos são mortais, mas suas contribuições são uma herança perpétua.
Você pode escolher entre ser vítima ou autor da sua própria história. o que você escolher dentre essas opções definirá como você interpreta a vida e a sua capacidade de reação aos acontecimentos.
