Tag autor
para sentir as borboletas
no estômago, é preciso
aguentar as silenciosas
e fortes metamorfoses
que passam pelo
peito.
GOSTARIA DE ME ATENTAR A ESTAS PALAVRAS AS QUAIS ESTOU LANÇANDO SEM DIREÇÃO E TALVEZ NÃO CHEGUE EM NENHUM LUGAR.
ESTA É UMA CARTA ABERTA PARA MIM:
Oi, tudo bem? eu já sei sua resposta, também sei que não será sincera, está automatizado na fala. Seu pensamento desacelera por alguns segundos querendo falar, mas tudo na sua cabeça diz que ninguém está disposto a escutar, e sinceramente ninguém realmente é obrigado a ouvir tais coisas, e nem te ajudar, tudo bem siga firme, continue, continue o importante é chegar.
O medo de não amar é menor que o medo de não ser amado, pois de alguma forma isso é relevante, temos costumes, traumas, anseios e desejos, mas ainda não me sinto importante, seja pra alguém, seja pra algo. Não estou disposta a crescer, tenho medo de sentir, tenho medo de viver, tenho medo de sorrir, tenho medo de errar, tenho medo de não encontrar, e por fim tenho medo de me apresentar.
Pensamentos intrusos invadem minha mente, não tenho posse deles, e nem sei como apagar, apenas sei que não são meus, mas estão lá. A saudade eterna de um lugar distante cheio de luz a ponto de cegar meus pensamentos e consumi-los num instante, riso infantil de lembranças criadas para sonhar e esperar que algum dia encontre novamente esse lugar distante.
"Ficção não dá o direito a não ter razão.
Muito pelo contrário.
Cabe ao autor, a obrigação de
dá lógica a sua obra, do começo ao fim..."
Funesto inapetente
Ácido que dilacera de cima a baixo Venda que cola em tecido tácito
Ser que se põem em oceano abaixo
Vermelho que se contraí em coagulação
Cores que se distorcem em coalizão
Indivíduo que se dilui em conglomeração
Dor que se refugia em omissão
Falas que se põem em provocação
Arte que se impõem a alienação
Hipocrisia que reina em desinformação
Indivíduo que aos olhos faz-se, indulta
A loucura dilacera a condulta
Dispara, perversiva, como fruta abrasiva
Quando culpa a disputa, invulga
Não fecha a calada da noite
Se abre poente para entrada ardente
Ilumina à ação remanescente
Quando se diz aos olhos ardentes
Cisma
Se o cismar é a pretensão.
Não me assombro de tua não felicidade.
O medo que carregas nos ombros,
São os que revelam apenas maldade.
E viver emergidos em prantos,
Por não satisfazer o seu calor.
Praticas o ódio e desencanto.
Para, qualquer um, sem pudor.
Deixas de praticar o que, for bom.
Que lhe aumentaria o valor.
Aqui não encontras, encosto.
De uma alma apreensiva.
Com medo de tudo.
Mas se tudo veio, do mesmo.
A tão pouca coisa, não se sujeita.
E quando o veneno for pouco.
Um dia se acaba.
E a Vida continua.
E sua solidão, que carregas no corpo.
nunca vai embora.
Porque esqueceu.
De como; um coração esquentar.
É aquela palavra que aprendeu,
desde que, começou a falar.
O corpo fica cismando , naquele.
Que não aprendeu a amar.
Marcos fereS
Escrever é criar idéias que são portais para outras dimensões que muita das vezes são desconhecidas até mesmo pelo próprio autor.
A vida é sempre tão intensa, permaneço sozinho, será que morrerei assim, sem ninguém para amar. A dor da solidão é às vezes difícil de aguentar, perdi as contas quantas madrugadas chorei, visando um preterido distante que nunca ademais voltará, portanto, pensarei no hoje e não no ontem, dessa forma poderei ludibriar a origem.
O ladrão rouba a paz, mas o coração a deixa levar se estiver fechado feito um pássaro que não voa livre.
Palavras simplificadas são de mais valia; elas não rotulam ou descartam, não são como prescrição médica ou bulas de remédio.
Já apontei o céu com o apontador. Disfarces para a dor é sonhar acordado sem ter um leito, um lugar de paz.
O palco declarou guerra, a vizinhança, o sinal de fumaça, as crianças correm e o perfume traz um pensamento à garota sem fala.".
Simplório sentimento, e o castelo de cartas. Cínico temperamental, o combatente das horas vagas, espreita o sinistro em seu ataque, ali, sim, o jardim já deixou algumas respostas, mas, há dizeres tão estranhos que as margaridas não compreendem.
Estou sozinho, desabitado e, desorientado com tantas vozes contrárias, elas me apunhalam e me desprende os laços ao lançar respostas cruas.
