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adorava a forma como ele me olhava. Parecia que eu era a boneca mais perfeitinha que ele já havia visto.
Ele não sabe, mas amo cada pedacinho dele, amo o sorriso, o cabelo, as covinhas, o narizinho empinado, que é o mais perfeito que já vi, amo a altura dele, as mãos macias e delicadas que ele tem e até os pés.
"Tudo o que eu divido com o outro, eu multiplico para mim. Quanto mais amor eu distribuo, mais amor eu recebo!"
Você é uma inspiração, daquelas que vem a tona o tempo todo
Cada gesto, sorriso, cada abraço gostoso
Aí de mim não te amar, não consigo imaginar
Não faria sentido algum, e eu explico um a um, se vier à calhar
Que és algo imprevisível, o que torna isso um filme, tão Mas Tão lindo, que nem com a mais bela inspiração, eu poderia um dia imaginar!
AMOR, NOVO AMOR!
Vilma Oliveira
De onde vem esse amor que me abraça?
Aos poucos me envolvendo serenamente
Como um manto celestial és Dom divino
Que me acolhe em teus braços angelicais
Que me embala num cântico harmonioso
Que me convida a sorrir, sonhar, viver!
De onde vem esse amor que me tonteia?
Que me desperta após a longa tempestade
Que me conforta o coração na ansiedade
Que me alimenta de esperança eternizada
Que me suporta nas horas vãs de revelia
Que me ouve os lamentos, todos os ais!
De onde vem esse amor que me surpreende?
Que alivia a minha dor e se apieda...
Que massageia o meu ego em pleno dia
Que satisfaz a natureza dos meus afagos
Que entorpece em beijos a minha Alma
Que acalma com carícias meu corpo inteiro!
De onde vem esse amor brando e ordeiro?
Se não te vejo, sinto de mim se aproximando...
Lentamente como quem vai invadindo...
Ao mesmo tempo o coração, o corpo, a alma,
E se agiganta em torno das minhas ilusões
Criando forma universal no espaço de mim
Vem em silêncio como a brisa mansamente
É tua, minha coroa de flores em botão!
Sonhei com você
Essa noite sonhei com você
demorei para pegar no sono
rolando na cama vazia e fria
eu procurava um abraço
e nessa busca de aconchego
me agarrei ao travesseiro
e daí foi o sono me pegou,
minha mente viajou até você
que me abraçou e me esquentou
me fez sentir segura
era tudo que eu precisava
colo, carinho, chamego
duro foi acordar...
e você não estava lá!
RÉPLICA DO POEMA: AMOR, NOVO AMOR!
Sim, esse amor que te procura que te abraça?
Aos poucos vai te seduzindo mansamente,
Não é um manto celestial, é bem terreno,
Que quer te ver toda enlaçada nos meus braços
Que te balança em melodia das esferas,
Que te convida a viajar pelas estrelas!
De onde é que vem esse outro alguém que te entontece?
Que te desperta de um torpor, de uma aflição,
Que te oferece olhos e mãos a cada dia,
Que dessedenta essa tua sede quase eterna,
Que bem te “escuta” nas tuas horas de tristeza,
Que fica atento ao que reclamas, noite e dia!
De onde é que vem esse parceiro que te espanta?
Que traz conforto, lenitivo quando sofres...
Que satisfaz o necessário ao dar afago,
Que te atordoa toda a alma em beijos longe,
Que te dá calma ao corpo inteiro com carícias!
De onde é que vem, feitio de gente, mas é anjo?
Se não me vês, sentes, contudo, uma presença...
Lenta, silente, pouco a pouco te invadindo...
A um só tempo, o coração, o corpo, tudo,
E ganha forma, cresce em torno de ilusões
Criando espaço em teu espaço, todo em ti,
Vem calmamente, leve pluma como a brisa,
Pra te tomar, depois, inteira, para mim!
Não vem de longe, de tão longe, de além-mar!
Sem pedigree, é teu vizinho, pé-no-chão.
É caipira, nordestino, é sofredor.
É brasileiro, fala a língua que aprendeste,
Mal veio ao mundo, em tudo somos muito afins.
E sendo assim, meio poeta se diz ser,
Tem romantismo, tem carinho para dar,
Não vende, oferta, do que tem dá para mim.
Mal secreto (soneto)
Se o vazio que sente, na saudade que mora
No peito, e sufoca cada gesto recordado
Cada olhar do passado, que a dor devora
Pouco será a imensidão do vasto cerrado
Pra que se possa ecoar tal tristura sonora
A sensação que chora, e a lágrima da face
Que escorre, e que chameja a toda hora
Na recordação, sem que haja desenlace
Se se pudesse, do ser a ventura recrear
Da alma só felicidade então aí dimanar
Tudo seria melhor neste amor inquieto
Mas, está cólera que espuma, e jorra
Da ausência, e a solidão que desforra
Nos cala, e estampa um mal secreto...
(2020, 01 de agosto)
Um dia depois do outro
E assim vai
O que muda no dia-a-dia
O que acontece do lado de fora
Sei lá as vezes parece que tudo
As vezes parece que nada
Ontem
Hoje
Amanha
Um dia depois do outro
Não sei olhar para o lado
Fingir
Desconsiderar
A mente diz calma
Mas o que diz corre?
Se a mente quer te acalmar
O que quer te descontrolar?
Nesses dias tenho vontade de andar
Tenho vontade de buscar
Tenho escrito
Assim talvez no meio apareça a calma
Apareça a resposta
Um dia depois do outro
Covardia?
Às vezes me pergunto será que é físico
Porque se nada mudou o que muda eu?
Um dia depois do outro.
Eu aqui.
Ainda bem né.
Se eu não estivesse não estaria acontecendo
Você vê como são as coisas.
Somos seres complexos
Inteiros
Com muitas partes físicas e emocionais
Sem dúvida as que ferram a gente
São as emocionais
Sou uma multidão delas
Uma vez meus filhos me falavam sobre segredos
As palavras na minha mente pulavam
As vozes em choque
O Tico e o Teco louquinho
Ao explicar a eles essa relação de segredo
Só tive uma maneira
Quando alguém te conta um segredo
Ele deixa algo para guardar
Para guardar
Nunca te deu, você tem posse daquilo, mas não é seu
Você não tem domínio, tem posse
Não pode fazer com ele o que quiser
Alguém confiou a você algo que era dela
O segredo é isso.
Algo de alguém que está com você.
A maioria das vezes parece simples.
Mas o Tico esses dias deu murro na cara do Teco e disse
Esse segredo nem é seu.
E aí?
Eu vou te buscar
Eu vou pode ter certeza
Vou por qualquer caminho
Percorrer qualquer distancia
Em qualquer canto
Em todo lugar
Eu vou te buscar
Nessa busca eu me acho
Nessa busca eu te acho
eu acho a gente
Eu vou te procurar
Irei todos os dias
Buscarei sem cessar
Eu vou sem cansar
Em tudo em todos
Me prometa que sempre vai querer ser encontrada
Que a minha busca será importante para você
Que minha ida nunca ser em vão
Quando chegar me deixa ficar
me olhe nos olhos e fale de sua saudade
Eu vou te buscar
sempre
Enquanto você quiser.
Na oração da madrugada
O Criador ouviu meu clamor,
E chegou na minha casa
Com seu grande esplendor
Tudo por amor, seu grande amor
Doce Veneno
O amor é como um veneno doce.
Pode até ser agradável ao paladar, mas no final te mata.
E comigo foi assim inúmeras vezes.
Dizem que o amor é uma droga, eu provei dele, me permiti viciar.
É como um alucinógeno, você vê e ouve coisas que não existem.
Prefiro chamar de ilusão, a ilusão é como um óculos de realidade virtual.
Por mais real que possa parecer diante de seus olhos, não existe.
É algo que criamos na nossa cabeça, um alguém completamente oposto daquilo que está diante da nossa realidade.
O amor é como uma canção melancólica, mas com uma bela melodia.
A melodia faz bem aos ouvidos, mas a canção é triste, fala sobre dor, amargura e decepções.
Decepções essas que somos vítimas diariamente.
A decepção é como um dia de inverno, você se cobre com roupas quentes, mas o frio continua presente ao seu redor.
Digamos que a decepção é o frio, e roupas quentes são a ilusão.
Você pode se vestir de ilusão, mas isso não anula o fato de que a decepção esteja ali, ao seu redor. E quando você for tirar as roupas quentes (ilusão), você vai sentir a decepção.
Voltando ao fato de que o amor é como um veneno doce.
Eu me permiti beber, me permiti embriagar.
Por fim, esperei a morte, e inúmeras vezes ela não me ocorreu.
Pois em um momento, eu senti que já estava morta.
Não haviam qualquer sinal de vida.
O amor é como um veneno doce, que te leva a morte do seu eu, antes mesmo de você provar dele.
Pois você se mata, para criar alguém capaz de aceitar a ilusão, a decepção e até mesmo a morte, por algo que diz ser amor...
“Não! Não quero encontrar atalhos percorrendo o caminho de seu corpo. Quero esbarrar em cada obstáculo. Quero derrapar em cada sinuosa curva. Quero procrastinar, ad aeternum, os deslizes em seu latifúndio intelectual. Quero doravante não perder absolutamente nada.”
"Você saberá que encontrou sua alma gêmea. Quando ela te amar por quem tu és e não pelo que você tem. Não a perca, pois jamais estará completo."
VISÃO DO AMOR
Vilma Oliveira
Lembra quando nos vimos?
Ao mesmo tempo sentimos
Incontrolável paixão...
De início ocultamos
No olhar silenciamos
Dentro de nós a implosão!
Lentamente nós sonhávamos
Se longe ainda estávamos
Bem perto queríamos ficar!
Juntos no mesmo passo
Caminhar, sentir o abraço,
Poder enfim nos amar!
O sonho se fez verdade
Nosso amor realidade
Conjecturas da vida...
Valeu a pena esperar
Todos os dias te amar
És tudo que consolida!
Meus dias se fizeram festas
As noites numa seresta
Tudo era cor, música, luz!
Quase nada eu explicava
Quase tudo eu delirava
Nos poemas que compus!
Juramos amor eterno
Infindo clamor fraterno
Enquanto existisse a chama
Queimando dentro de nós
Antes, durante, após...
Pra sempre, quando se ama!
Hoje, busco tua ausência,
Pungente, tanta carência,
Adormecida ilusão!
Procuro-te por toda parte
Em vão te abrace, me farte,
Tu és tão somente A VISÃO!
Se for para rasgar o verbo, que seja para montar uma linda colcha de retalhos de amor bem colorida, para nos aquecer durante o frio da indiferença humana.
De repente, já não era mais a minha estrada, e sim, o nosso caminho. E já não era apenas o meu sonho, e sim, o nosso sonho.
Quando o amor não é recíproco, até sonhar doe.
Nem o tempo esvanece à dor cravada na alma.
E o meu Eu? Esvaeceu-se diante da hipocrisia de viver na ilusão.
