Sutil
[...] e após uma tentativa frustrada de ligação, simplesmente entrei, e de forma sutil em acreditar do contrario a que meus olhos vira, ignorei os fatos, tão claros quanto o por do sol, e apenas mentalmente fui pouco a pouco deletando toda baboseira positiva, sobre alguém que claramente não era, ou merecia ter essa classificação.[...]
Ao levantar, talvez o raio de sol possa lhe aquecer o rosto, e trazer a sútil sensação de renovação, e de fato isso é o que acontece. Se atentares bem, a vida recomeça todos os dias.
De maneira épica, não tão sútil, e teatral, vivemos intensamente os dias de nossa vida. E nessa dramaturgia, somos incumbidos a ser coadjuvantes de uma história que não é escrita por nós, mas rabiscada, diariamente na esperança de trazer sentido a esse papel.
Pessoa (geminiano)
Muito sutil foi Álvaro de Campos
No Poema em Linha Reta
Peço desculpas ao honrado poeta
Pelo seu canto enigmático e cheio de destreza.
Caro poeta...
Todos os seres levam porradas e são traídos
Dói o bastante, portanto, escusa serem declarados,
Não necessitavam a mim, serem elucidados
Nos seus atos violentos de sensações subjetivas,
Seu prazer, ódio, raiva, rancor, ressentimento, mágoa, revolta, tristeza, angústia, dor, solidão e alegria...
Prezado poeta...
Como poderia conquistá-lo?
Seria afiançando a minha baixeza?
Não poeta...
Não foi por essa causa que esteve por tanto tempo ao meu lado.
A semideusa foi o seu encanto.
Essa geminiana que em cada ombro
Carrega de um lado um deus e no outro
o diabo.
Poeta...
Reconhecer as falácias é por vezes difícil,
O seu sofisma foi o de estar calado.
E qual foi o seu desencanto?
Saber dos meus pecados, escondendo os seus enganos
Sim, pois foi o que procurou
Por não entender o quanto é amado.
Meu digníssimo poeta...
Não foi capaz de escutar e entender a voz humana
A bipolaridade geminiana.
Sim, poeta...
Somos todos, todos
Infâmias, covardias, porcos, submissos, grotescos, arrogantes
Ridículos e, portanto, enxovalhados
Somos príncipes e princesas...
Portanto, poeta
Tornamo-nos literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Licença poética
Escrever
É a essência da liberdade
Ousadia de pensamento sutil.
Não quero valores de gêneros e estilos
O barroco, o trovadorismo,
O lirismo, o narrativo ou dramático,
Nem mesmo o romantismo,
Nada contesto destes e outros,
São escritas de cada época no seu tempo
Que escondem com sutiliza os sentimentos
Associado a uma ética social.
Não quero a função poética
As rimas e emoção para encantar
Não me importa se vem em prosa ou versos,
Metafóricos para imaginar.
Quero os momentos de criatividade
Com os sentimentos em devaneios
Dar-me licença à poesia
Que nasce da autenticidade.
Sutil artesã
Este livro que com os olhos abraço
vagando entre linhas e espaços
me comoveu ao encontrar uma fotografia
apreciei um rosto
não sei bem se plebeu ou nobre
não me interessou
o que me encantou
estava atrás, o encosto
a almofada colorida
amarela, cor de ouro
com florzinhas de vergel amanhecido
O meu peito de orgulho, inflou
era ela
a almofada resguardada, sem desgaste, impávida
ela, tão distante, tão antiga e tão bela
que cosi e talhei por puro gosto.
Nos Estados Unidos da América não há democracia; existe uma sutil oligarquia (nas melhores hipóteses).
Quando de forma sutil, invades uma área proibida, tudo se torna consequência de um momento impróprio.
A fidelidade é algo muito sutil. Ela se mostra nas pequenas coisas, pequenos gestos, pequenas atitudes. Vai além da ação. Se reflete nas entrelinhas das palavras e das ações.
“As principais características de um corpo ressuscitado são: claro, ágil, sutil e impassível. Até que, por fim, terminou a ressurreição, começou a eternidade. Há católicos que dizem que fica muito tempo no purgatório... É uma bobagem. Na eternidade não há tempo. O juízo tem de ser no finalzinho da ressurreição e da morte, quando o corpo vai deixando de atrapalhar, o cérebro vai deixando de trabalhar, e nos fazemos um corpo glorioso, espiritualizado. Então a alma manifesta todos os seus poderes, de conhecimento etc.”
Fadário Sutil da Grosseria Aguda
Nos enfrentamentos do pedante inveterado,
Sustenta-se apenas um único desejo,
Inundar o mundo de poesia,
Num dilúvio de versos catatônicos.
Que toda mediocridade débil,
Intolerância senil,
Decrépita miséria psicológica e atitudinal,
Seja delicadamente trucidada,
Varrida pela torrente das estrofes.
Repetida realidade reflexa.
O "novo" e o "novamente" se fundem,
Se confundem, se desfazem,
São recursos, gastos, obsoletos, renováveis.
Tudo acontece com tamanha frequência,
Que somos tomados pela indiferença.
Talvez tenha chegado o momento, de se importar.
Nada de sublime nos homens.
A digna elevação humana,
Benévola e sacra,
Só pode ser localizada em algumas mulheres (Mães, vez por outra).
Todos podem agregar algo a este mundo,
Mas não espere que o façam.
Sem abusar...
caiu
em desuso
O bom uso
Da sutil educação
De uns tempos pra cá
Mais eu hei de
Usar!
Temos a sutil necessidade de exercitar o controle em nossas vidas, mas quando nos deparamos com sua falsa percepção, nos damos conta do quanto somos perecíveis.
Nunca estivemos tão expostos à nova ordem mundial como em um jogo de xadrez, com a sutil diferença de que na vida real o xeque-mate é sempre indigesto
Toda falsa liberdade e toda mentira sutil são portas que se abrem para armadilhas que fazem o cristão cair.
