Surreal
O Brasil surreal de poucas cores dos poderosos grupos de comunicação financeira ainda não perderam a triste mania de usarem água sanitária e alvejante para esbranquiçar a qualquer custo a verdadeira arte e cultura brasileira.
A vida é uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o medo surreal de tudo perder. Para Schopenhauer, viver é estar preso a um ciclo infinito de insatisfação. Nunca estamos felizes e satisfeitos, a maior satisfação do sentido da vida e da feliz existência resume se na incessante busca do novo, inacessível, absoluto e efêmero, mesmo que seja ficcional ou simplesmente absurdo. Parece me que o fluido vital espalha se muito mais no querer do que ter e enfim conseguir.
"Neste mundo caótico e surreal, onde a realidade se desvanece e a ordem é uma ilusão, a simples afirmação "eu sou normal" perde sua relevância mais do que nunca."
Momento surreal...
Vivo da memória de momento que passei...
***Momento surreal***
O ultimo beijo... O ultimo suspiro... E te perdi...
E na minha solidão não consigo esquecê-lo...
E vivo dos sonhos de ontem...
Àquelas horas felizes que tive...
Mesmo depois de tanto tempo... Ainda me toca...
Dizem que o tempo cura um coração partido
Mas a vida parou... Desde que nos separamos
***E éramos tão jovens...***.
Com lágrimas que ainda buscam teu vulto
Hoje contemplo... As estrelas no céu
Mas não aceito que meus sonhos passem...
Meus dias são guardados no meu coração
*** quão joias...***
E lançam sobre meu caminho....luz...muita luz...
Jamais deixarei que se percam...!
Não imagine tudo inalcançável,
Pois nada é surreal,
Meu amor por você é imensurável,
E isto pra mim é bem real.
Parece besteira dizer que é inacabável,
Mas tenho certeza de que é leal,
Passou de ser afável,
Tenho certeza de que não há igual.
Sou mistura inexplicável
No meu recinto global
Curto praia, mar e sol
Eu sou místico, surreal
Guardo minhas convicções
Sentimentos e visões
Sou um jovem tropical!
VOAR
Ó, Deus do profundo,
Ó, loucos do mundo
Deste meu tão surreal
Viver terreno,
Ouvi o meu grito
Quando eu, aflito,
Ouço um som lá do fundo,
Mágica música num segundo,
E ela, de súpeto, me arrebata
Num vento celestial
Rumo a outro planeta mais sereno,
Real.
E, deixo-me levar
No voar pleno,
Curioso,
Gostoso,
No observar do ar
Este torrão terra
Que berra
A plenos pulmões,
Como que pronunciando
Que o mundo vai secando,
Por falta de novas versões.
E quando o meu voo desce,
Eu caio de chofre no chão,
Rijo como pedra torrão
E até nem parece,
Mas eu choro:
Porque me sinto infeliz
Por não poder mais voar,
No roubar das asas que fiz
Para este fadário deixar.
(Carlos De Castro, In há Um Livro Por Escrever, em 02-03-2023)
Se o impossível for possível nunca existirá impossibilidades.
Se a realidade é surreal de fato não existe real.
Vivemos uma peça surreal,
à margem, a realidade nos procura,
olhamo-nos diariamente com ternura,
no entanto, quase nunca nos tocamos.
A vida nos obriga a muito:
A ficarmos calados...
a ficarmos doentes...
a ficarmos tristes...
ou mesmo contentes.
Nos deixa aflitos
ou apaixonados...
explodindo de alegria
ou desesperados.
A vida apronta
e também ensina,
a vida apaga,
e a vida ilumina.
Aquarela Celestial
de cores intensas,
Uma arte surreal
que meus olhos
não dispensam
por ser uma visão
de esplendor
na essência
de um belo Pôr do sol.
Se observarmos com muita atenção,
contemplaremos o lado surreal
da natureza,
tão belo que nem parece ser real,
um sonho bem diante dos nossos olhos,
mesmo estando acordados
e de olhos bem abertos,
assim, ficaremos fascinados,
tomados por uma emoção distinta
que o coração aquece e a alma vivifica.
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