Sujo
DESAJUSTADO SOCIAL
Eu rabisquei seu nome dentro de um coração
Num beco sujo da cidade
Mas me assustei e ocultei essa paixão
Num segredo com sete chaves
E de bem longe eu te vejo e explodo de emoção
Furtando meu mundo perfeito, assim como ladrão
Eu fico louco de desejo ,estranha sensação
De ver você,em meio a sombras geométricas
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
E eu bem sei,até certo ponto"cê" tinha razão
Eu não me ajusto a sociedade
Um zé ninguém que sem trabalho vive num porão
Aos trinta e cinco de idade
Mas me conheço e me respeito com a mesma proporção
Do amor que eu sinto em meu peito e escrevo essa canção
E fecho os olhos quando canto em meio a multidão
Vejo você...naquela noite ela não estava não .
E eu me atirei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril
Não existe algo que me pertença, nada que se ostenta
Só um punhado de poemas e meu violão
Também não sou do tipo de homem que pensa
Que possa valer a pena, uma mulher que se compra...
Até sonhei com a gente de mão dada no centrão
Vem da minha vida fazer parte
Mas acordei com a saliva fria num balcão
Foi tudo um simples disparate
O advento da poesia traz transformação
Com três acordes e a essência ensaio o meu refrão
E as luzes do palco da vida afastam a escuridão
Vejo você, num dia claro e lindo de verão
E não mais andei sem rumo (e sem direção)
Numa fria chuva de Abril.
Assim como o pensamento não é uma farmácia, o sujo que fala do mal lavado não pode ser uma panaceia.
Aceitar acordo com inescrupulosos afim de alcançar um objetivo é tão sujo quanto o caminho do colaborador.
Imponente e rijo, invertebrado, maleável,
Limpo ou sujo, pomposo, eretificado;
Nunca digerindo refeições,
Insatisfeito consigo,
Sempre cuspindo em ninguém.
O simplório não nos pertence.
Não me nutri de meias tigelas,
Não somos proferidores de meias palavras;
Me coloco em pleno corpo;
Nosso corpóreo verso, sorve; composto,
Pretenso, denso e condensado.
Osteoblastos e Osteoclastos,
Laborando por entre as Lacunas de Howship.
Não me oponho ao que sou,
Quando escrevo me imponho,
Sou o que há de pior em mim,
Somos o que há de vil em nós.
Reconhecendo que não há condição outra,
A não ser o excesso e a exceção de sermos melhores.
À parte disso tudo,
Talvez tenha chegado, de fato, o momento,
Para se importar.
Além da covid-19 temos um câncer no Brasil que é o jogo sujo, covarde e oportunista da grande maioria dos representantes do povo no ambiente político. Talvez um oncologista no comando da saúde venha a ser o caminho para trazer à tona, às claras, o verdadeiro diagnóstico desta enfermidade que acomete o país há algumas décadas, bem como para dar visibilidade às reais consequências deste tumor para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil a fim de que o eleitor tenha a consciência definitiva que é nas urnas que podemos impedir que este câncer se transforme em uma metástase
Sabe o que eu vejo quando tento dormir?
Eu vejo um barco solitário em uma mar negro e sujo.
Por que isso me tira o sono?
Eu não sei nadar.
Por meio de expectativas, experiências ou induções.
Temos uma visão de um mundo cruel, sujo, injusto, lixo...
Mas tenho uma frase que sempre digo aos amigos mais próximos, que é a seguinte:
Há lenhadores que caminham pelo bosque, e só enchergam lenha.
Que não sejamos esses lenhadores.
Pois até mesmo no lixo que nos redeiam, também habitam flores...
Tenho estado, tenho estado em um estado deprimente, acho que me encontrei no fundo de um poço sujo, estar ali me consola, pois ninguém lhe procura nesse estado.
Não sujo minhas mãos
para derrubar pessoas insignificantes.
Afinal, nada melhor do que vê-las
tropeçando no seu próprio fracasso.
Não será a primeira vez e tampouco será a última.
A não ser que pare de tentar me derrubar
porque afinal se olhar pra trás... verá que os tombos
quem estão levando é você.
—By Coelhinha
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