Sou porque tu Es Pablo Neruda
Quem sou eu?
De cristal me fiz muralha
De brisa fui furacão
Da chuva fina me tornei tempestade
No meu sorriso, escondi minha solidão
Na minha valentia o meu medo,
Fingindo-me de forte pra não admitir minhas fraquezas.
Queria ser gigante, mas sou pequena...
Pequena como grãos de areia.
Me perco como fumaça no céu, cada vez que esqueço do que me fiz e olho para quem eu sou...
Ela fez carinho nas cicatrizes
Na sobrancelha e nos dedos
Disse que eu sou preto divino
E humanos nunca matam deuses
Nós nos perguntamos: ‘quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?'
Na realidade, quem é você para não sê-lo?
Pediram para eu ficar com minha ironia, mas como sou hétero escolho o sarcasmo. E o cinismo eu deixo de charme para os hipócritas.
Ela apontou alguns dos meus defeitos
Ah, bebê, eu sou todo errado
Guerra de orgulho, vaidade
Vai se sentir melhor se eu te falar
que tudo o que pensa sobre mim
é verdade?
Não sou feita de manteiga pra me derreter;
não sou feita de pedra pra não sentir;
sou feita de emoções que vivem a me consumir...
Pior que viver em cima do muro, é viver se equilibrando em cima de uma corda bamba. Essa sou eu, tentando sobreviver às suas variações de humor, em um dia super atencioso, no outro nem tanto. E você nem sabe, mas eu morro de medo de cair; porque se eu cair, talvez você não esteja lá pra me segurar.
Não me julgue pelo que você ver por cima da carne, eu não sou a roupa que eu visto, eu não sou o batom que eu uso, e não tente me identificar pela cor do meu esmalte, eu não sou a comida que eu como, eu não sou o meu cabelo, esse nome não sou eu, eu não sou o que você vê. Não possuo cor nem cheiro, não sou o meu perfume, não sou a minha casa, eu não pertenço a lugar algum. Eu não sou o que eu estudo, não sou a música que eu ouço, não sou esse metal que me cobre, eu não faço parte da minha rua, não sou o que tenho, não sou o que eu falo. Eu só sou o que penso e o que reside dentro de mim, sou um fantasma, uma alma, uma vida incomum. E me sinto vigiada, rodeada de olhos que são acostumados a ver essa máscara, isso que visto todos os dias pra poder sobreviver, ela é uma camuflagem, como um muro impedindo que as pessoas vejam minha luz. Não me julgue por ser assim, e nem por conseguir agradar a você, eu nunca vou te olhar do jeito que você espera, não espere minha ligação pois não gasto dinheiro com ninguém, não espere uma resposta pois não devo explicação, não me venha com "Eu te amo", isso não vai acontecer, se pensam que eu vou ser mais um peixe em seus aquários estão todos muito enganados. Eu não sou toda certinha, nunca disse que sou santa, e tome cuidado, eu posso te enganar, eu falo e faço e você vai acreditar. Deixei de ser a garota boba que chorava por tudo. Hoje já mando todos se calarem, eu não tenho medo de ninguém. Abaixem suas armas.
Se fosse criatura que se exprimisse diria: o mundo é fora de mim, eu sou fora de mim.
Não sou influenciável, tampouco quero influenciar alguém.
Não sou impressionável, tampouco quero impressionar alguém.
Tenho convicções que a idade e o estudo trouxeram-me.
Em um país em que o costume é esperar soluções vindas de terceiros, tenho auto estima suficiente para não esperar nada de ninguém.
O único compromisso que tenho é ser coerente comigo mesmo.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Sou mestre na arte de falar em silêncio. Passei a minha vida toda conversando em silêncio, e em silêncio acabei vivendo tragédias inteiras comigo mesmo.
RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.
Amizade se paga com amizade. Sou legal com quem é legal comigo. Falta de consideração se paga com falta de consideração. Sei exatamente com quem posso contar, pra quem posso chorar, pra quem posso desabafar.
Os Dois
Eu sou dois seres.
O primeiro fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
É fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valèry.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu e vaidade.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades e frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.
Eu sou um alienígena. Sim, sou um estranho no ninho. Eu sou um estranho no ninho da patifaria pública.
Humano
Sou um anjo e um animal traduzido em homem.
O que define minha atitude
é o equilíbrio de cada parte
nos sentimentos divinos
e nos extintos selvagens.
