Sou Igual a minha Irma
CRIANÇA
Sou imensamente criança
quando te vejo
e tu és um brinquedo difícil
complicado
artigo caro de um grande bazar
Sou imensamente criança
e gostaria de te possuir
para brincar de amor contigo
encher-te de ternura e beijos...
Sou imensamente criança
e nunca serei adulto
porque sempre serás brinquedo
para a minha poesia...
Se eu for, eu irei...
Mais se eu, desistir confesso não vou jamais...
Porque sou mulher de palavra e comigo só quem pode é Deus.
Como uma rosa eu sou...
Trago espinhos na vida e um coração perfumado de AMOR.
O perfume para perfumar os meus dias.
E os espinhos para a minha proteção.
Pois tem mãos que não sabem colher-me!
E é delas que eu perfuro para aprender quem sou.
Não sou alienada
Há nada e nem há ninguém.
Sou livre
Para agregar tudo que quero!
E se porventura escolher coisas e pessoas erradas,
Eu carrego-as como aprendizados
E não como troféus de recompensas para exibições
Futuras.
Sou um livro de poemas sinceros,
Publico-me sem clareza.
Loquaz, gosto de desperdiçar as palavras,
Como num conto abstrato,
Pintado em letras.
Alma desnuda,
o Sol se faz cinza
a luz encharca a pineal
serenou, engulo o gelo
derretido sou, nesse amargo tênue.
fizera-se na minha hipófise
armazenando o gasoso.
calcificada, falecida alma.
me injeta adrenalina
mais oxitocina
sugiro não ter metástase
nem vermes, nem males
nem derivados amargos
estando livre o espaço
límpido e purificado
em todo meu hipotálamo.
Eu.
Sou filho de um plano
que ao destino pertence
nada é feito por engano
de Deus não há suspense
sou nordestino do tutano
do amor de um paraibano
por uma noviça cearense.
Eu não sei se sou seu príncipe encantado. Não cheguei montado em um alazão, cheguei de busão, e ainda por cima, meia hora atrasado para o nosso encontro. O único “dragão” que eu enfrentei, foi sair com o dinheiro contado, e se duvidar, até faltando. Mesmo assim não deixei de vê-la. Na verdade, não escondia a minha situação, mas você nunca foi do tipo que liga pra carro e dinheiro, e isso demonstra os seus valores, e a educação exemplar que recebeu. Eu não precisei ter o carro do ano, a carteira pesada, pois o que te conquistava era o meu jeito, a maneira como te tratava, do começo ao fim dos nossos encontros. Você vivia elogiando o meu cavalheirismo, até nas coisas simples, como abrir a porta e deixar você entrar primeiro, puxar a cadeira, pagar alguns agrados. Você dizia que nunca ninguém havia lhe tratado de tal maneira, e isso me fazia pensar: “por mais que eu talvez não seja o príncipe encantado, não quer dizer que eu precise ser o ogro”. Eu buscava sempre lhe tratar bem, pois você sempre mereceu, e sempre me reconheceu por isso. Pra ela, o mundo real é uma droga, então sempre gostou de viajar em pensamentos, e idealizar momentos. Desta forma, conseguimos trazer um conto de fadas à realidade, e no nosso caso, a princesa era ela. Uma princesa sem coroa. Seu jeito meigo e encantador, a maneira como abaixava a cabeça quando ficava sem graça, as carícias que fazia em mim, os beijos que ardiam até a alma, que deixavam o corpo quente, e aquele belo costume que tinha de sumir nos meus abraços. Eu não cheguei procurando você por causa de um sapatinho de cristal que havia perdido, nem por causa de suas longas tranças... Eu cheguei porque simplesmente aconteceu. Com isso, eu pude perceber que nem toda princesa usa aquele vestido longo e chamativo. Muitas das vezes, essa princesa está usando uma blusinha, aquela calça de cós alto, e sapatilha ou bota, com uma maquiagem de leve. Ou às vezes está usando uma legging, e a camiseta velha de sua banda favorita, enquanto fica deitada na cama, ouvindo música com os seus fones de ouvido, relembrando os momentos que mais foram marcantes. Eu não sei se sou um príncipe, mas sei como tratar uma princesa, e sei que essa, em especial, merece o melhor de mim sempre, afinal, ela conquistou isso.
Não sou o "cara" da canção! Mas sou aquele que te abre a porta do carro, que puxa a cadeira para que sentes a mesa, que abre passagem para que ninguém te toque, que te faz comidinhas, para que refaças as forças gastas com o meu prazer, que te deixa atônita, e opressa quando sem pressa, te mostra caminhos paradisíacos que desconhecias, no teu próprio corpo, que faço do meu prazer, ouvir o som quase ináudivel que sai dos teus lábios entreabertos, o reparar tuas indisfarçáveis pupilas e constatar a languidez que domina teu ser, enquanto beijo os teus cabelos, e sugo teus fluidos, agora, pela tua boca!
odair flores
Eu sou
A emanação intemporal
Do amor incondicional
Um desejo permanente
No teu inconsciente
Um beijo molhado
Com sabor a pecado
A chama que te acende
A luz que te apaga
Sou o todo entre o nada
