Sou Igual a minha Irma
Quem sou eu agora?
Além de um grito de desejo contido na imensidão da madrugada,
Em resposta o silêncio,
Tão profundo,
Que desaguar-me-ei,
Em transbordar-me
Ao meu próprio espectro,
Invenção de mim,
Sombra amargável,
Como o próprio amargo,
Opróbrio,
Fel,
Rasguei o dia,
Amanheci,
Leito frio,
Cama vazia,
Saudade da história infinda,
Nunca vivida entre você e eu.
— Você faz tanto por ela, nunca a vi retribuir.
— Ela não retribui. Sou eu quem busca retribuir o bem que ela me faz. Sou eu quem deve agradecer, porque foi ela quem me deu motivos pra lutar pelos meus sonhos. E aliás, foi ela também que me ensinou a sonhar. Pouco a pouco ela me completou e hoje me transborda. Ela sorri e eu encontro a paz. Ela pisa em algum palco por aí, e eu posso sentir o amor invadindo o mundo, através de sua dança. Ela ultrapassa os obstáculos com seus passos e ao dançar eu sei que nada é maior à fé. Ela estampa a felicidade num abraço e eu ali busco morada e alento. Ela emana sua luz e eu vejo iluminada minha estrada. Ela se faz água cristalina e eu encontrei a fonte inesgotável do amor. É uma troca natural.
As vezes parece que sei muito da vida, e outras vezes parece que sou apenas uma criança com seu Nescau tentando acertar.
Não sou poeta das horas vagas,
nem da brisa ou sol ardente,
a voz que em meu peito não cala
é a inspiração que chega num repente !
Se pode-se te mostrar o ceu te levaria nós meu braço até às estrelas, como sou apenas um mortal lhe levo apenas na minha consciência
Sou trevo de quatro folhas
Sou a sorte do tempo
Sou a beleza da vida
Sou feliz a todo momento
Sou trevo de quatro folhas
Sempre serei vencedor
Nunca perdendo
E sempre ganhando
Com a sorte a meu favor
Sou trevo de quatro folhas
Carrego o verde da esperança
Me encho todo de confiança
Para jamais desistir
Sou trevo de quatro folhas..
Você é diferente. E eu também sou diferente. Diferente é bom. Mas diferente é difícil. Acredite em mim, eu sei.
quando estou assim,
em liberdade,
já não sinto culpa
não vejo o tempo,
nem se quer sou eu
só sinto que vou
não cato migalhas
nem sorvo restos
e se minha alma
sobeja, voa, voa e
nem mais me vejo
O aborto não é um problema porque sou cristão. Ele é um problema porque se trata de eliminar uma vida.
Eu sou a terra, e na terra há muita coisa boa mais que dormir com uma mulher, fomos ensinados assim, muitos afirmam ser impossível viver a verdadeira felicidade, ainda não encontrei alguém tão estúpido até ao ponto de afirmar para se mesmo que não quer ser feliz na terra.
Tanto faz se sou belo ou feio. Certamente, eu me comportaria do mesmo jeito independente do meu rosto. Segundo diz os padrões de beleza, eu não tenho uma aparência boa.Também sou pobre, mas também sou nobre porque lindo é meu coração. E pensante é a minha alma. Que pensa... Mais vale um rosto bonito do que um bom coração? nesse mundo tão atormentado porque grande é o ego das pessoas... E cada dia que passa deixou-se de lado o bom caráter de um ser para ser valorizado algo que um dia vai envelhecer. E feliz eu penso, pois os pensamentos não envelhecem mas sim, se atualizam e evoluem. Afinal... Ninguém é tão feio como em seu RG, tão belo como em seu Facebook, tão gente fina como em seu Twitter, nem tão bom como em seu Curriculum Vitae.
EU ou ELES
Eu penso, logo existo.
Eu sonho, logo planejo, estabeleço metas e objetivos, mas sou só eu, vivendo em mundo meu.
Mas não se vive só por muito tempo, e no começo de tudo, o tempo passa tão devagar como se fosse uma tartaruga despreocupada com sua chegada, que um dia parece uma eternidade.
Mas com o decorrer do tempo, eu me dissipo e lentamente, não sou mais eu, somos nós. O conjunto formado por nós exige adaptação, e como nós, o eu tem que ceder, replanejar, restabelecer as metas e os objetivos.
Mesmo sendo nós, ainda há eu em nós, sinto que estou aqui, faço parte de nós, sinto que ainda me sinto em nós.
Com o passar do tempo, que, neste momento, não anda lentamente como outrora, mas corre como se fosse um maratonista em busca de quebrar seus limites, eu me dissipo mais e mais, e o conjunto se transforma em um aglomerado, e esse em numa multidão.
Na multidão formada, eu me espalho, me misturo, me dissipo mais e mais, viro um grão de mostarda, uma poeira, uma gota de água no oceano.
Não importa mais saber se o tempo anda vagarosamente ou se corre velozmente, porque o tempo me fez entender que ele foi sempre o mesmo tempo, nunca andou ou correu, só cronometrou tudo o que aconteceu, e como um espectador assistiu tudo, mas sem se intrometer.
Nessa hora lembro-me do distante eu, que um dia sonhou, planejou, estabeleceu metas e objetivos e na multidão que se transformou, não me encontro mais, não me sinto mais, penso se ainda existo.
Agora, não sou mais eu quem penso, nem somos nós quem pensamos, eu sou eles e eles nem sei se pensam, mas se pensam, nem sabem que eu existo neles.
Fabiano Narciso
