Sou Igual a minha Irma
Há tantas coisas no mundo,
E uma delas sou eu,
Dou um mergulho profundo,
Dentro dos pensamentos meus...
Eles gritam e eu escuto,
Eles estão no breu,
E sinto a escuridão como véu,
Embora saiba que lá no fundo,
Há uma luz que dura segundos.
Eu me encontro e me desencontro,
O meu céu é repleto de adeus,
Eles gritam! Eles gritam!
Eles não são seus,
Eles são meus,
E sei que cada um tem o seu,
O mundo dentro do submundo,
Não consciente, no fundo...
Sombras anseiam por liberdade,
O grito escondido deseja ser ouvido,
Na mesma medida nega-se a verdade,
Quando se nega este grito...
O mundo barulhento silenciado,
Guardado por um terrível soldado,
Que tem como arma quem está do outro lado...
E na escuridão barulhenta
Fica acorrentado, vendado amordaçado...
Gritando em silêncio,
Em cada canto que há naquela sala...
Naquele mundo profundo.
Silêncio Barulhento - J.O.JORGE
Eu desdenho querendo muito que me comprem.
Sem perceber sou capaz de criar barreiras.
Logo me questiono sobre o que há de errado e porque ninguém me quer.
Me desfaço do amor e me deparo de cara com a carência.
Afasto e quero por perto.
Estamos juntos, mas sozinhos.
E a culpa é de quem?
Cobro de mais ou não me oferecem nada?
Sou cego ou realmente o amor da minha vida não bateu em minha porta?
Só sei que não me forço a sentir nada, e de alguma forma eu tenho a certeza que não sinto.
Não encontrei, se vou encontrar? Não sei!
Busco viver de olhos e ouvidos abertos, para poder notar e ouvir, se de alguma forma me chamar.
Ilusão
A esperança já não há.
NÃO SEI QUEM SOU,
Nem se faço parte da vida de cá...
MUITO MENOS SE MORTO ESTOU...
Penso que houve um tal DESCARTES,
QUE SABIA EXISTIR...
Mas eu não sei se de pensamento tenho arte,
OU SENTIMENTO TENHO SENTIR...
Que coisa é esta,
QUE NÃO TEM VALOR...
Nem presta...
Pois é confusão...
TEM DOR...
E AFLIÇÃO!...
HELDER DUARTE
Escrevo um manifesto para não dizer nada e, no entanto, digo algumas coisas. A princípio sou contra manifestos, mas também sou contra princípios.
Incerteza
As vezes eu só quero me desafástar do mundo
e pensar quem sou eu? e qual é o meu propósito,
nessa vida, será que sou apenas mais uma pessoa
comum, como se fosse um rio que desaguano mar?
Ou será que eu vou continuar sem saber como gozar
a minha vida sem sentido, perdido na incapacidade de não
poder fazer algo diferente ao ponto de ser a inspiração
de outras pessoas e, falar coisas que toquem o coração,
a alma, e a mente das pessoas afim de melhorar a acção
de cada um?
Bem, eu prefiro acreditar que Deus reservou algo melhor para mim,
um futuro em que eu possa abrir a mente de muita gente,
e ser a inspiração de como ser alguém diferente
nessa vida traiçoeira, cheia de baboseira e provas sufocantes.
E como são lindos os teus seios
E como são belos e fartos
Eu sou louca pelos teus seios
E quero pra sempre..
Acaricia-los .
NADA SOU SEM TI (2010)
Quando pensei que tudo estava bem
Veio a prova, e eu te abandonei.
Não soube Ti amar como devia,
Longe de Teus braços, infeliz eu fiquei.
Não me deixes partir, eu Ti peço!
Não me permitas da Tua presença fugir!
Prenda-me em Teus braços eternos.
Não quero jamais deles sair.
Se por um vale escuro um dia eu andar,
Carrega-me em Teu colo, deixa Tua luz me iluminar.
Nunca me deixes sozinha.
Sem Tua companhia não quero ficar.
E, se do caminho da vida eu me desviar,
Por Tua misericórdia e bondade, me faça voltar.
Sem Tua presença, Oh Altíssimo, eu não quero viver!
Sem Ti viver é a morte, viver sem Ti é morrer.
GORJETA
Eu sou aquele que no amor é perdido
eu sou o que no fado me falta aporte
sou esse da desdita, e nesta tal sorte
sou a contramão, a solidão desmedida
A sombra no meio fio da cara vida
e que no devaneio perdeu o norte
que fica no vagar num choro forte
rascunhando a chaga tão dolorida
Sou aquele que no silêncio habita
Sou pôr do sol sumido, desprovido
Sou aquele que na ilusão orbita
Sou talvez o ideal de alguma dita
Quiçá a que o rumo me é devido
Quem sabe uma gorjeta merecida
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/10/2020, 16’19” – Triângulo Mineiro
Imagino que estou no mar, você é o barco e eu sou a âncora que afunda que lhe dá estabilidade, ou posso ser o cais que me mantém firme para que você se aporte em mim. Este é apenas um resumo, se no caso de a vida te deixar para baixo, estarei aqui para buscá-la.
Nesse momento, sou apenas alguém que busca se reencontrar... Redefinir pensamentos, sentimentos, ter um novo olhar. Caminhar pelas veredas da vida, sem temores/amores, apenas buscando ser alguém que se ama, se aceita e se respeita.
Vc disse que eu era louca por que sou diferente de todas as mulheres que vc conheceu
Vc disse que eu era louca por que nunca encontrou alguém que se dedicasse tanto a vc,por que nem vc acreditava que merecia isso
Vc disse que eu era louca por que fui capaz de te amar tanto a ponto de vc achar que eu estava amando menos a mim
Mal sabe vc,que era por mim que eu te amava tanto.
Vc disse que eu era tão louca, que vc foi embora achando que eu iria correr atrás de vc
Mas na verdade eu nunca fui louca, eu apenas fui eu
Louca eu seria se implorasse um beijo seu.
Falem de mim
Digam...Que sou bicho!..Que sorvo,no silencio ...As feridas do fracasso...Que no, cume das alturas...Em nuvens tristes,cinzentas...Encontre a pessoa do meu, ente disfarçado...Riam-se de mim...Talvez?.., outras figuras indigentes,vos escutarão, a troco do duma moeda furada. Riam-se de, mim, mentes ignoradas”...Escutem-vos ..,até que os vossos sentidos definhem
ao sussurro contundente, lamuriante da ignorância ... Gritem... ! Abram vossas lojas cariadas ,putrificadas...Ninguém quererá,ouvir absolutamente, o vosso nada...Além das tímidas e tristes gentes, da plebe despojada...Algumas sim , ouvem sim mas, as suas próprias vozes, alucinadas...:”Ecos em labirinto restrito... “Soada, em antro isolado,aferrolhado, em hospício,algures, despovoado ,escondido! ...Soltem vossas vozes delirantes esfomeadas,litigantes...Quem sabe?,,talvez o mundo dos outros; equidistantes, “no além ; vos oiça; vossos impiedodos e veris bramidos
A hipocrisia ,não tem mâe : é madrasta má..! “anda ai, por perto!.., havemos de saber afastarmos-nos dela silenciosamente. Riam-se de mim....Até que a terra desista de vos tragar.Talvez o inferno vos acolha ,por compaixão ,e vos reduza a pó intolerável da vossa
da vossa promiscuidade
Valentim Casimiro
HONRA AOS MEUS PAIS
Sou descendente do povo libanês.
Meus pais: SERHAM AHMAD WEHBE E MARIÁM DROUBI WEHBE, procedentes de KFAR HAMAM, sul do Líbano, imigraram para o Brasil para "fazer a América", como diziam na época, praticamente sem recursos, sem falar uma única palavra em português e nessas precárias condições, meu Pai adentrava sertões, rasgava matas e em algumas ocasiões por falta de acolhida pernoitou ao relento.
Em suas jornadas, carregava em suas mãos, malas com tecidos roupas e acessórios, mercadorias que comercializava através de gestos e algumas palavras básicas que aprendeu, e assim, com enormes dificuldades e imensa força de vontade, ganhava o pão de cada dia, para si e para os seus, a pé, sob chuva ou sol, com fé, com coragem e sobretudo com muita humildade.
Minha mãe, enquanto isso, praticamente trabalhava 24 horas, cuidando da casa e de seis filhos pequenos, sempre com muita paciência e imenso amor, sempre sorrindo mesmo nas maiores dificuldades.
Quando penso em tudo isso, o que me vem primeiro à mente é uma profunda admiração pela grande coragem que tiveram ao partir para um país tão distante, desconhecido e imenso e aqui com seu imenso sacrifício e total desprendimento, formaram e criaram condignamente uma família com seis filhos, por tudo isso, tenho um sentimento profundo de orgulho, de ser descendente dessa raça guerreira, humilde e altaneira e enquanto escrevo, sinto as lágrimas da saudade sufocarem minha alma, afogando meu coração e furtivamente se derramarem em meus olhos.
Meu maior presente seria ter meus PAIS presentes em minha vida, como isso não é possível espero honrar suas memórias nunca me esquecendo de tudo que me deram e do que me ensinaram.
Com certeza essas minhas palavras são familiares a um grande numero de pessoas que possuem histórias semelhantes em suas famílias, a todas elas dedico essas palavras imbuídas de muito orgulho e de imensa saudade.
Jugas porque rio pouco, se soubesse que sou um rio cheio de desvios,mas que não perdeu do caminho para o mar, entenderias meus desertos.
