Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Eu a vejo,
Eu a sinto me vigiar.
Ela me olha com fome,
Ela está com fome,
Ela sempre esteve com fome.
Eu posso olhar, mas nunca vou enxergar.
A morte me acompanha,
Não importa as circunstâncias.
Ela esteve comigo, mesmo quando eu a disse que não havia esperanças.
Não importa o quanto você tente me esquecer, eu sempre irei perecer
Eu sou algo,
Eu tenho sido algo,
Eu nasci algo.
Ele me despreza por saber.
Eu a desprezo por conhecer.
Eu a desprezo como se ela fosse algo que eu não consegui desenterrar.
Ela é algo que eu não quero enxergar.
Eu consigo ver meu reflexo no seu olhar.
Eu enxergo, mas não o vejo.
Eu estou faminta,
Eu tenho estado faminta,
Eu nasci faminta.
Quem eu sou?
Eu me perdi...
Me moldei no que eu achava que você queria,
me tornei o reflexo
daquilo que eu achava você idealizava.
Mas… quem sou eu?
O que eu gosto de verdade?
Qual o meu estilo?
Qual música me faz perder o fôlego?
Agora, sinto um vazio,
um eco de algo que não sei mais nomear.
Quem sou eu?
Eu te temi tanto,
que apaguei a minha luz.
Fui tão pequena pra você,
que esqueci de ser grande pra mim.
E agora sinto que o encanto se foi,
eu te amo tanto e permaneço aqui…
tentando me encontrar,
tentando me entender:
Por que fiz isso comigo?
Por que neguei tanto
a pessoa que eu sou?
Eu te fiz um castelo,
e me coloquei em uma prisão que eu mesmo criei.
E você nem percebeu,
enquanto eu me aniquilava
em nome de um ideal
que só existia no meu medo.
O que eu sou?
Eu sou o que restou.
Dos silêncios.
Das concessões.
Das vezes que engoli o choro.
Eu sou o que sobrou
da mulher que pensei que nunca seria.
Como te direi quem eu sou, se nem eu o sei?
Não por falta de atitude, eu já tentei.
Me disseram para buscar a plenitude, mas o que encontrei?
Descobri que o conceito de plenitude é vago, uma indecência.
Somos parte, metade, somos vapor, essência...
Como saberei quem sou de verdade?
Se alguém que sabe me ler, ainda não encontrei?
Hoje eu vejo... A vida é um fio que me conecta a quem veio antes.
Percebo que nada em mim é por acaso — sou continuação, sou história, sou sonho antigo que se realiza.
Gratidão à minha ancestralidade, que me sustenta, me guia e me faz ser quem sou.
Edelzia Oliveira
Enquanto alguns gastam energia criando obstáculos para os outros, nós estamos ocupados removendo barreiras e abrindo caminhos; porque quem nasceu para ser luz só precisa focar em brilhar.
Sou de Dipo, sou vetão,
sou do clã dos visigodos,
sendo cónio, sou de todos,
desde o Tejo ao rio Vascão.
Sou fenício, sou moreno,
sou do tempo dos romanos,
sou dos nobres lusitanos,
sou de Al Gahrb e sarraceno.
Sou da Galiza, de Leão,
sem desonra, sem vergonha,
com o sangue de Borgonha
desde a minha fundação.
Sou do Brasil, seja onde for,
sou das mesclas africanas
e dessas praças indianas,
sou de Macau, sou de Timor.
Sou cigano e sou judeu,
de bretões sou oriundo,
sou filho de todo o mundo
e este mundo é todo meu.
Entre o corpo e o pensamento,
o eu hesita, vacila, e se fragmenta.
Não sou apenas carne, nem só razão,
sou o espaço onde o impossível ganha forma.
Neste limiar de dúvida e esperança,
descubro que ser é perder-se,
e que a verdade do ser se esconde
no gesto frágil do instante.
Projetei no outro o espelho da minha alma, e na sua voz busquei a resposta que acalma:
Diga-me, quem sou eu? — pergunta que reclama, ser eu, senão o eco que no outro se inflama.
Sou detalhes, entrelinhas e mistérios, imprevisível, me supero e me transformo a todo instante, sou meiga e delicada mas minha força move montanhas, sou constante, exigente, quem me descreve se engana, minha metamorfose é gritante, inconstante, apaixonada por livros, conhecimento, animais, e por tudo aquilo me desafia, gosto do conforto e de tudo que me desconforta, empática personalidade forte, gosto bem mais de ser odiada do que admirada, detesto tudo que me rotula, define, limita, me adapto na velocidade da luz, professora nata, sensata e as vezes ate mesmo fria, não gosto ostentar, aparecer, de contar vantagem, reflexiva e crítica, voz mansa e estável escondem o furacão que me move, me guia, tenho sede de conhecimento, de movimento, incentivadora natural de pessoas, empática, antipatia natural, na maioria dos dias 8 ou 80, oscilação gritante constante, evoluo a cada instante, me permito ser quem eu sou, com a condição de ser cada dia melhor.
Despadronizada raíz, ambígua, o caos na terra, porto seguro, sutilezas, calmaria, tempestade de granizo, arco-íris, minimalista, egocêntrica e altruísta, perfeccionista, não combina com baladas, frasista, classista e tatuada, rotulada, classificada, pacificadora, pane no sistema, restart constante, looping e rap alucinante, angústia mistica
realista pessimista, otimista, ama o mar, odeia a areia, sonha com os dois pés no chão presos ao chão, autodidata, jovem aprendiz, matriz, mãe de pet, constante inconstância, persona non grata, turbilhão de emoções numa fração de segundos, singularidade....
Sou leve como uma brisa passageira, doce como poesia, mas se preciso viro bicho, fogo e tempestade.
Sou uma escritora escrevo poesias escrevo con as letras pois escrever me traz alegria. Arte de escrever é o que me contagia escrever sentimentos isso sim é exespresar o que é poetizar fantazias. - -
Quem sou eu?
Um humano entre as vielas na Velha Calçada
A pequena Londres te recebe de braços abertos
Confesso que
Imaginei um coadjuvante para o novo longa metragem
The Walking Dead ressurreição na cidade sol nascente
Após longa prosa o desconhecido abriu seu coração
Seu moço perdi minha familia, vício droga e destruição
Da ferroviária para linha de ferro não tenho parada
Quem já foi craque no futebol um dia
Hoje o "craque" dominou, sem amigos longe dos amores
Sou "nômade", becos, rodoviária, albergues, mocó, praças, viaduto
Olhar perdido sem rumo um cachimbo na mão
Meu Deus, o saci Pererê está sem pito
O breu é seus misterio nas frias noite inverno
Nosso povo generoso muita esmola e um sopao
Viva o assistencialismo, ah sou solidária sorriso estampado na face
Os anjos assistidos, sonham com um futuro melhor
Viva os maus políticos da velha política nacional
O pé vermelho encantado com a cantata natal
'Noite feliz noite feliz o menino Deus nasceu"
Nas noites natalinas corpos cobertos com papelão enfeitam as marquizes da cidade.
16/08/2021.
Hoje sou
Hoje sou um mero refrão,
Hoje sou uma Poética sinfonia em dores.
Hoje sou um poema que delira com uma canção.
Hoje sou um alfabeto desinformado.
Hoje sou uma frase inacabada.
Aquela que eu amo nunca me notou.
Coletei e investi nas palavras mais bonitas...
Umas encantadoras,
Outras tão coloridas que chorei
Escrevendo fiquei sem inspiração.
Resta-me agora ficar em silêncio...
Pensar não é a saída.
Tão longe de mim ela está...
Tudo não passou de versos sofridos,
Que chorando, nem direito escrevi...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Inside out.
Não tenho medo de ser quem, e o que sou!
Medo tenho de acabar como a imagem daquilo que as pessoas querem que eu seja.
Assim diz o senhor
"Sou dono do tempo, sou o próprio tempo, minha justiça visita gerações, e todos os dias restituo com bondade, recebo os que a buscam me, a que saibam e sintam minha benevolência, contudo minha justiça é rigorosa, severa e verdadeira, ontem, hoje, amanhã e sempre."
Giovane Silva Santos
Se você deseja o mesmo a ele, você é igual a ele, deseje todo amor a ele, e você será "Eu Sou".
Kairo Nunes 28/08/2021.
