Sons do Silêncio
Eu te fiz música e poesia
Pensei minuciosamente em cada acorde
Combinei teu som e teu silêncio nas estrofes
Caroline Sória
Copyright © 2020
O som do silêncio
Às vezes penso que o silêncio de quem para nós se cala tem som, um som agudo que incomoda a alma e o espírito nosso, que sentimos saudade. Se assim não fosse, dormiríamos tranquilos, logo no chegar da noite, e amanheceríamos relaxados, depois de brilhar os primeiros raios do dia.
O silêncio de quem para nós se cala incomoda.
O silêncio de quem para nós se cala não nos permite o sossego, a tranquilidade nem a paz interior, sensações que não são sentidas apenas mediante o som agudo de melodias gritantes.
O silêncio de quem para nós se cala tem som. Sim! É certo!
O silêncio de quem para nós se cala tem o som agudo de uma melodia sem notas.
O som mais alto e atordoante que conheci veio do silêncio
Essa é uma das coisas que se aprende sozinho
Assim como o vazio sempre estará preenchido com pessoas ou sentimentos vazios
E nada será completo
Porque crescemos com a ideia de que precisamos encontrar uma parte
Uma peça
E na busca inconstante e infeliz de querer ser par
Esquecemos que nascemos ímpar
Tão somente nosso
Que perdemos a chance de encontrar dentro de nós o que buscamos no outro
Como olhos apressados que passam despercebidos
Sem tempo para pousar em outro olhar
No próprio olhar
E descobrimos a face, mas não desvendamos a alma
Mas quando o silêncio chega e o vazio toma conta de nós
Refletimos o grito que há no olhar
E através do espelho da pra notar
Não existe problema na solidão
Basta fechar os olhos do rosto e abrir os do coração.
O limite do silêncio é uma onda com frequência infinita.
Não há timbre mais belo capaz de compor o universo.
Silêncio e som.
No seu murmúrio, o silêncio dança,
Carrega em si calma e esperança,
Uma pausa serena, uma lembrança,
De que há paz em sua balança.
O som, é vida em ação,
Eco vibrante, pulsa em emoção,
Desperta sentidos, agita o coração,
Traz movimento, cria conexão.
O som e o silêncio se entrelaçam,
Um sussurra, o outro abraça,
E no espaço que o som não alcança,
O silêncio nos refaz e nos enlaça.
"Gostar de alguém é encontrar no silêncio o som exato que faz o coração respirar eternamente."
By Amauri Alves
O silêncio...
O silêncio, deveras, é inexplicável.
Já parou para pensar no silêncio?
Tem dias que ele é ensurdecedor!
Te consome, te suga, te rasga...
Dói!!!!!!!!!!!!!!
Sinto que vou morrer!!!
NÃO QUERO OUVIR O SOM DO SILÊNCIO!!!
Tem dias...
Ah, tem dias que só quero o silêncio.
Uma paz...
Me acolhe, me abraça, me consola...
Parece que sabe bem do que preciso!
Apazigua minha alma, me entende,
Me motiva, me cativa.
É meu recanto e meu abrigo
UM PERIGO!!
Uma vez no silêncio, não se quer mais sair!
Entre trancos e barrancos ficamos ali!
Sofrendo, doendo, sorrindo, planejando...
confortavelmente...
Curtindo o nosso mundo, o Eu,
Errante, sujo, livre e quente, doente!
Vivendo e aprendendo a conviver com o
SILÊNCIO!
O silencio as vezes é um bom teste para saber o quanto você valoriza sua paz interior, se ele o incomoda é prova que estás desalinhado no caminho.
Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz,
E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz.
O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono,
Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros.
O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona.
Embora o correr da menina senhora sinta falta,
O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos
Versos tecidos no silêncio
Quantas horas leva alguém para se tornar expert em um assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje, é a língua na qual possuo maior fluência.
Aprendi a escutar o tempo,
a respirar o compasso de cada segundo.
Ao respeitar sua dança, percebi:
o silêncio não é ausência,
mas uma fonte infinita de compreensão.
No silêncio, as palavras ganham novos contornos,
como se cada sílaba fosse esculpida pela quietude.
A ausência de som cria melodias invisíveis,
e os sentimentos nascem, livres,
sem a limitação da fala.
Uma sinfonia espacial.
Descobri que, quando a boca cala,
outros sentidos florescem.
Os olhos traduzem o que os lábios calam,
o olfato beija o tato,
e os ouvidos, ah, eles leem o murmúrio do mundo.
Na quietude, encontrei a língua do sentir.
Foi assim que fiz poesias com meus sentidos.
