Sons
Sons, músicas?
Assim, belas, ouço as, fecho os olhos,
Viajo nas notas musicais, que se completam,
Quando formam voce!
O silêncio encarnado pode ser todos os sons que podem ser ouvidos, como um mar esverdeado refletindo uma luz alaranjada, com o som da suavidade.
Uma casa feita de ausências. Sua estrutura seria feita de silêncio e palavras não ditas.
Um relogio que demole o futuro está parado no passado, estrangulando o futuro e perdido do agora. Precisa de cuidados, dos futuros abortados, talvez alguns seriam preciosos.
A saudade circula em duas existencias. É abstrata. Circula entre corações e o universo. Tem sempre som de dor, daquilo que poderia ter sido e não foi, como uma flor açucena que morre antes de nascer.
O som de uma casa que nunca existiu tem som do momento que antecede uma demolição. Cheiro de passado desconstruído, perdido em pedras e poeiras.
Um homem que morreu e virou estrela em outra constelação vira saudade primordial.
Frases escritas por dois seres que não existem, mas se amam:Eu te amo com os olhos fechados ete enxergo em meus sonhos, onde te faço realidade em minha transcendência.
Um fastasma que não acredita na morte fala: Eis que venho para ficar, com a passagem só de vinda e a eternidade será minha velha companheira.
Uma estrela feita de silencio coincide com a explosão de uma estrela abundante de palavras. Vivem momentos existenciais opostos.
"Educar com música é mais do que ensinar sons, é tocar corações, cultivar escuta e acender, em cada aluno, a chama da sensibilidade e da expressão."
Admirando as coisas que nem todos prestam atenção; o céu, as árvores, os pássaros, os sons da natureza, e até mesmo os bichinhos que rastejam pelo chão.
Acontece coisas na vida que mesmo os nossos olhos apreciando, duvidamos é como alguns sons, que pra gente ouvir precisa aprender e começar de novo. Ou até, como tocar o mesmo violão e nele compor uma nova canção e depois esquecer as notas e começar tudo outra vez, compondo outra canção.
Coração pausado
Ritmo acelerado, música, versos,
sons do amor, desejo e pecado,
coraçãopoeta ligeiro adverso
surpreendido pausado, trincado.
Tolo músculo decreta o tempo?
Suplica o poeta sem luz, irreflexo
clama à divindade ao templo
tomba falido, fraco, em genuflexo.
Suspende o fluxo, vida perversa
luz apagada, poeta sem rima...
a sós, finito, nem cruz, reversa
Imortal só palavra... que sina!
(Bia Pardini)
Palavras
Sons que não querem da boca sair
Mãos que não conseguem comunicar
Olhos mortos
Palavras que não fazem sentido
por que balbuciar?
Rio em desafio
Deságuo em mar
Desabo em pranto
Reabro em espumas
Borbulhas de sons cintilantes
Marcas que o vento de agosto
Me impedem de sentir
Promessas de cores e flores
Pra quando setembro vier.
Luminoso,
Único Anjo ungido pelos harmoniosos sons,
Cantou descendo, não caiu, pousou,
Incendiou a casa,
Fogo perpétuo que chora ardente,
Etéreo e eterno,
Radiante,
Temos dificuldade para ouvir, porque somos soberbos! Ouvir não significa escutar os sons da voz ou acompanhar o raciocínio da outra pessoa. Para ouvir é preciso ter o coração no ouvido. Precisa haver silêncio na alma, ter ausência de pensamentos, de ideias preconcebidas e de certezas. Ter o coração no ouvido é ter sensibilidade para perceber, respeitar e valorizar o outro.
A natureza faz a vida valer a pena!
Quando estática, ao contemplar os sons que não são emitidos por minha vontade, percebi que a dinâmica da vida é uma verdadeira orquestra. Grandiosa é a percepção daquele que não vê, mas sente.
O vento logo se encarrega de realçar a sua bagunça,
o gotejar das águas apaziguam o que há de mais fervoroso em mim.
O silêncio na natureza, não existe. Mas cala o que há dentro de mim.
Mesmo que não visse,
Mesmo que não falasse,
Sentiria que a vida vale a pena, pois a natureza compõe as notas que aqui, faltam.
O MÚSICO E SUA ALEGRIA
É seu instrumento de vários sons, tocado com uma corda só.
É a sua alegria, com ela tocasse o dó e sem ela vive-se a dor.
Vários cânticos que são tocados juntos, quando reunidos ali estão.
No qual ninguem contesta como é bela essa união.
O músico apaixonado por seu instrumento que também é o motivo da sua canção...
MELODIA
Os filhos são quais notas musicais
de uma canção que na vida tocamos.
Mas como os sons, depois que os libertamos
não há maneira de prendê-los mais.
E quando vão ao mundo, é que notamos
que nossa "afinação" deixa sinais,
os filhos são espelhos de seus pais,
nos bons e maus exemplos que ora damos.
Por isso o nosso orgulho mais profundo
é ver um filho, nos "palcos" do mundo
viver sua "canção" com harmonia.
Sempre que um filho, em sua caminhada,
escolhe a trilha honesta e afinada
a nossa vida ganha melodia.
A maioria dos medos é básico: medo do escuro, medo de descer no porão, medo de sons estranhos, medo de que alguém esteja esperando por você dentro do seu armário. Esse tipo de coisa fica com você, não importa a idade.
"Nós somos o silêncio preenchido por sons exteriores ou somos os sons interiores cobertos pelo silêncio exterior?"
Ardentes sons chuvosos são os que rasgam meus tímpanos
o que falar para uma pessoa que vive em ímpares?
Já não vivo mais sobre a harmonia dos outros humanos
Melodia da vida tocando em tons menores
Belas vidas acompanhando seus compassos
Claves de Sol iluminando suas vidas
Enquanto eu, tropeço a cada passo
Nem Clave de Fá é a base para a minha
Orquestra vazia tocando em uma artéria
no lado mais escuro da inexistente matéira
a passagem era bela, agora só é velha
assim como uma paixão, só é deletéria
quasi niente - Chego ao fim do espetáculo
Só restam os batimentos, Acapella do Oráculo
O tempo acabando: o violão parou
a tuba parou
o cello parou
a Bossa Nova acabou
Não restam batimentos, nem Acapella do Oráculo
"Amando em libras...
e eu nas escuras...
a ouvir e sonhar...
com todos os sons do beijo!"
Autoria: Cláudia Valéria/ Kakal (@claudia.valeria.kakal)
Entre doses e drinks sons de tambores, sorrisos percorrendo rostos num clima caloroso e colorido.
Roupas púrpuras cintilando brilho no sambar como as estrelas do céu noturno fazem meu coração bater diferente nesse lugar.
Sinto que o clima vem de outro mundo, chega a ser algo espiritual quando esse festejar acende um novo verso na minha alma, me faz exalar um cântico de amores que aprendi com gerações anteriores, assim como meu ancestral já amou eu amei esse jeito de amar também.
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