Sons
Música me toca e te toca
Nós, em sons nus
Nos tocando
Nós na mesma letra
Nos no mesmo tom !
O7/08/2020
Lembre-se todos os sons que surgiram apos o Heavy Metal dependeram do mesmo.
O importante mesmo é manter a essência obscura, lutando contra o modismo e a manipulação
ideológica cristã.
Admiro o céu e seu universo,
pássaros e os sons como verso.
Nuvens de algodão,
como uma plantação.
Astros variados,
aos nossos olhos encantados.
Dia e noite fazem parte,
dessa linda arte.
Infinita sua beleza
e sua influência como realeza.
(Edileine Priscila Hypoliti)
(Página: Edí escritora)
Sons da madrugada (1)
Galo canta desesperado,
Cachorro late incomodado,
Ambulância ecoa nervosa,
Criança chora clamando urgência.
A cama range de um lado,
O filho ressona aninhado,
Marido ronca como que em prosa,
O relógio acompanha a cadência.
Um gato grita miados roucos,
Um carro buzina e canta pneus,
Jovens bêbados bradam como que loucos,
Proclamam queixumes de amores seus.
Lá fora, noite acesa!
Os ruídos denunciam a atividade delirante.
Cá dentro, a casa dorme!
Noite escura, tinidos de sono reconfortante.
Só a caneta escreve
Movimentos que escuto de leve.
Nítidos somente a mim, e a mais ninguém,
Distingo outros sons também.
Som da saudade gritando no peito,
Som das palavras fervilhando a mente,
Som do cansaço suplicando leito,
Som da existência implorando argumento.
Tantos sons no silêncio pouco tranquilo da noite insone.
Três e treze, marcam os ponteiros.
Há algo que esta questão solucione?
Meu sono aniquilado por bulícios certeiros?
A chuva começa. É mais um som!
Chuva mansa, sem relâmpago ou trovão.
Mas seu som se sobrepõe, é o seu dom.
Está em seu âmago cumprir sua missão.
Como mãe amorosa
Ciente da fadiga enorme
Acalenta-me, religiosa
Instruindo suave: dorme!
É o que permanece.
Só a chuva mansa.
Nina-me e me adormece
A chuva... amansa.
Sons da madrugada (2)
A chuva mansa, na madrugada, quer me ajudar.
Como acalanto de colo de mãe,
Ela canta: dorme!
Em seus braços, sou criança.
Todavia, ambulâncias, na rua, se afligem.
Agora são muitas, tão próximas...
Arrancam-me do repouso sagrado
Levam-me aos sons do sofrimento alheio.
Liberto-me dos sons internos,
Consigo ouvir além.
Contemplo gritos que não vêm de mim,
Mas são meus. Sou um com aqueles que clamam.
Será que durmo?
Ou só agora desperto?
Os sons são tão perturbadores...
Como não os ouvia antes?
Som do sofrimento gerado pelo desprezo,
Som de exaustão causada pela humilhação,
Som atormentado por sentir o menosprezo,
Som do abatimento e da submissão.
Tantos sons na agonia terrível da noite insone.
Quatro e vinte, marcam os ponteiros
Há algo que esta questão solucione?
Lamentos ecoando no escuro traiçoeiro?
A chuva, dentro de mim, escorre pelos olhos
Lá fora, agora, a chuva chama.
Como instrução ministrada por mãe,
Embora mansa, clama: Levanta!
É o que permanece!
Só a chuva mansa.
Desperta-me e chama-me à ação.
A chuva... Avante!
Cerimônias têm sons, aromas e cores. Celebrações marcam etapas da vida. Arrebatam a criatura e espelham a alma do criador.
"O que é Deus?
É a força universal.
Sol
Mar
Ar
Cores
Sons
Sabores
Imagens
Palavras
Sentimentos
E toda positividade existente."
Na calada dos sons que estão interruptos por dentro.
Tão pouco é o silêncio, mas clareia como um triste anseio.
As decepções são acumuladas em um pote cheio de esperança e angústia.
Tranquilo e sereno são os tristes devaneios de uma pessoa que só se importa com a própria cor de seus sentimentos.
Talvez não aja redenção para aqueles que gostam de colecionar gatilhos emocionais e tão pouco aqueles que quebram a lealdade de quem mais acreditou.
Não é difícil, não é promíscuo, tão pouco omisso.
Está ali, sempre esteve e estará.
VENDAVAL EM CANTILENA PROSA
Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados
Temporal no sertão, e tão agitados
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados
Do teu copioso gotejar, o luzidio
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa
Troa lá fora, em um agravo vitupério
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro
O mundo se calou!
Não se ouvi mais risos,nem buzinas, corre corre, sons pelas ruas ,famílias passeando um para cada lado ..
Não se ouve mais palavrões , badalação e nem abraços
As ruas estão vazias e as estradas parecendo deserto..
As pessoas com olhares tristes e medo que virou pânico..
Neste momento quem não se falava por motivos fúteis agora estão se falando ..
As famílias que se esparramavam um para cada lado agora estão juntos em quatro paredes ...
As bocas que só falavam palavrões agora rezam pedindo misericórdia para Deus
As festas onde todos iam curtir agora não vai ninguém, nem mesmo quem as programavam
Os abraços não são mais calorosos porque o medo de se tocar se tornou frio como gelo ..
O mundo parou..
Se repararem vão ver que nem os pássaros estão cantando..
O céu está triste assim como a terra está...
Onde estão as crianças que corriam de um lado para o outro?.
O medo se tornou prisão em uma gaiola ..
.
Talvez tenha cido a única forma de nós seres criatura de Deus enxergar o quanto erramos esquecendo de quem nos deu vida e quem é a nossa família...
Estou na estrada agora e refletindo e pensando de como somos ingratos em não reconhecer o verdadeiro amor recebido do nosso criador ...
Arrependimento, reconhecimento ,amor ,união e paz é o que pode salvar a humanidade ..
Olhemos para Deus e pedimos perdão pelos nossos atos e palavras ..
Olhamos para os lados ,dando as mãos para o nosso próximo fazendo a caridade ..
Não conte os bens adquiridos,..
Mais o bem que você pode fazer para alguém..
Ilda Leite
18/03/020
Epifania
Uma poesia soava
Um cântico se ouvia
A cada nota, uma explosão de sons, numa perfeita harmonia.
Seu corpo é a partitura mais perfeita já escrita por Deus.
De todos os sons criados por Deus, sua voz é a mais pura melodia.
Seus passos é como a batuta do maestro, guiando todos os instrumentos
Não há valsa mais graciosa que seus mais puros sorrisos, que me leva a flertar com o amor.
És a epifania.
A cada compasso desta valsa, meu coração dança como o passo mais gracioso de uma bailarina.
E você consegue uma paz, você descobre que contemplar é um belo presente de Deus. Você ouve sons, sorrisos... Você começa com a tarde e sem perceber recebe a noite mais linda. Ela é inteira somente sua. Você sente o aroma do café, vê o motoqueiro entregando surpresas. Carros de todas as cores. Na caneca amarela você toma seu café quente, você ouve músicas, escreve poemas, você está só, mas tem sua companhia.
Você percebe que alguns presentes chegam por você mesma, que você pode escolher. De tudo, o mais bacana são sempre as escolhas.
Você se divide pra você mesma, afinal você pode escolher.
Cartas para Antônia.
Suave brisa
Perfume, cheiros...
No ar
Sons de piano
Músicas
Sonhos e planos
Dividindo segredos
Compartilhando verdades
Eu e eu
No espelho !
19/06/2020
Cachorros ladram lá fora,múltiplos sons urrantes no meio da noite
O ronco exaltado dum sono agressivo
Os gatos exaltados gritam. Medo ou bravata
Nem parece noite, as luzes do poste sorriem pra lua
O colega de quarto desvenda Sartre, tão altivo quanto o sol
Quarto poema da noite. Quinto fracasso do dia. Sexto motivo pra vida.
A Noite, poeta assustada que não nasceu pronta,
mas nasceu, opondo-se ao Sol, por causa do sol e da ausência intermitente dele
O ronco não para, o colega exalta ainda o existencialismo,
os cães já roucos não dão sinal de trégua.
Não chove faz um mês, é seco e frio,
é noite ou dia, é pouca energia,
ardido vivo, fluir cansativo,
é baixo
um silêncio que se faz ouvir de pouco em pouco
um existir que vai se consolidando ao esquecer que existe e ao existir de fato,
o escuto do quarto, o ar que entra e sai, e deixa
o som e somente som
a memória do cão no quintal,
o branco ar do teu funeral,
o sol que brilha o meu olho
fechado.
"A música é a expressão mais compreendida entre as raças. Pelos sons, sabemos quando há tristeza e quando há alegria, se há amor ou ódio."
Não esperava, nem sabia
Que ainda poderia
Ao som do Amor dançar
É... O Amor tem sons!
E quando juntos estamos
Nota por nota, em sintonia,
Ao som do Amor amamos....
A Jóia é sempre rara
Chuvas são de prata
O Sol é ouro - eu juro!
Sempre que estamos juntos...
Melodia que cantamos
Sem qualquer palavra falar...
E dançamos
Ao som do Amor no ar...
É... O Amor tem sons!
E quão suaves são.... .
O segredar dos lábios na pele, pressentidos pelos ouvidos, contrasta com os sons distantes, das folhas amareladas das copas das árvores, que gemem ao sabor do vento.
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