Soneto da Separação
Descobri que o ódio é uma espécie de devoção. Muitas vezes gastamos mais tempo com quem odiamos do que com as pessoas que dizemos amar.
Eu nunca me esqueci dele. Ouso dizer que eu sinto falta dele? Sim. Sinto falta dele. Eu ainda o vejo em meus sonhos. São pesadelos, principalmente, mas pesadelos tingidos com amor. Tal é a estranheza do coração humano. Eu ainda não consigo entender como ele pôde me abandonar tão sem cerimônia, sem qualquer tipo de adeus, sem olhar para trás nem uma vez. A dor é como um machado que corta meu coração.
O coração do outro é uma floresta escura, sempre, não importa o quão próximo ele tenha sido do nosso.
Mas um amor assim não desaparece simplesmente, não é? Não importa o quão poderoso seja o ódio, sempre sobra um pouco de amor lá no fundo...
Nunca se arrependa de ter transbordado amor por alguém, mesmo que essa pessoa não reconheça. Lembre-se que ela terá que conviver com a culpa de não ter sido capaz de te amar. Seja você !
"É capacitismo quando dizem que filhos autistas destroem casamentos e transformam o amor em cinzas."
Todos os relacionamentos chegam ao fim; para os sortudos, eles terminam em casamento, senão, com a separação. Mas, para algumas pessoas, eles terminam assim que seus sentimentos são declarados.
Nenhum amor verdadeiro termina, ele apenas muda de forma. Se acabou, então era apenas um capítulo, não o livro inteiro.
A verdade é, alguns relacionamentos são feitos para durar para sempre, e outros para durar apenas uns dias. A vida é assim.
Recém-separados que logo se envolvem em novos relacionamentos alegando que ainda tem muito amor para dar, deveriam começar dando a si mesmos.
Como casal, nada a ver. Nossa relação sempre teve tudo e mais um pouco para não dar certo. Nossas diferenças, em todos os aspectos, eram gritantes, berrantes, alarmantes, problemáticas, dilemáticas, tragicamente antagônicas.
Se soubesse a frequência com que você se faz presente nos meus sonhos e o quanto almejo esta realidade, certamente estaríamos juntos agora.
